Tuesday, June 03, 2008

O essencial para o coração é invisível aos olhos...

Frase do dia...

"Às vezes construimos grandes sonhos em cima de grandes pessoas.
Com o passar do tempo descobrimos que grandes eram os sonhos, e as pessoas pequenas demais."


No fundo parece que nada importa, é tudo uma amálgama de medo, de economia de emoções. Um esbanjar de egoísmo e todo um infinito de coisas que sem terem importância, importam demais. Magoam demais. Desiludem demais.
Acho que ainda continuo à espera que depois de tudo ainda acordes e sintas alguma coisa, que tenhas finalmente tomates para me espetares um beijo decente na boca. Por razão nenhuma mas simplesmente porque sim.
Um daqueles beijos em que se passa a alma de uma boca para a outra, não desses em que o ar apenas passa e no fundo não se passa mesmo nada.
Sabes, gostava de te dizer que não espero muito mais tempo. Não aguento... Não vales a pena.
Sabes...
Havia mais quem mos desse... E já sonhei demasiado tempo contigo.

Tuesday, April 29, 2008

De tão premente que é lembrar-te, sei assim que não me será impossível esquecer-te

Se na verdade não te esqueci nunca...
Nem uma ou vinte, nem 500 mil vezes, sei que não terei portanto de esquecer assim nunca, ningúem que venha a seguir a ti...

"Quando veio,
Mostrou-me as mãos vazias,
As mãos como os meus dias,
Tão leves e banais.
E pediu-me
Que lhe levasse o medo,
Eu disse-lhe um segredo:
"Não partas nunca mais".

E dançou,
Rodou no chão molhado,
Num beijo apertado
De barco contra o cais.."



Já não sei quem te perdeu...
Mas sei que só perde quem me perdeu a mim.

Wednesday, April 16, 2008

E nós ambos sem amor, lado a lado..

"Y te veo asi no te toque

Rezo por ti cada noche

Amanece y pienso en tí.."

Wednesday, April 02, 2008

Pourquoi douter aujourd'hui.. Les années passent mais dis moi à quel prix?

"A vida é a arte do encontro, embora haja tantos desencontros pela vida."
Vinicius de Moraes


Sunday, March 23, 2008

Luas Cheias

First Step: Let go of the past... IT'S GONE, that's it, Let it go!

Second: Take a vow of kindness... There's always something good that you can help someone else with.

And third: Live, laugh, dance, chat, smile, embrace, kiss, look, sigh and so on.
Feel the beat and let it roll... Infinite things can hide behind any feeling, followed by a nice smile and a strong beat.

It's all love...

Monday, February 18, 2008

Estado Apático

Este não tem vírgulas nem pontos ou reticências
Não tem pontuação porque simplesmente não é nem nunca chegou a ser nada
É aquele que tem o condão de destruir tudo e não deixar que se construa coisa alguma
O que vem e se instala por mais tempo
O que deixa mais medo
É aquele que não tem nome e se tivesse
decerto não seria o teu nome
Definitivamente que o melhor remédio para a dor física é a psicológica
Tomem desilusão
É o melhor analgésico para qualquer dor
O que vem por fim instalar a apatia

Sunday, February 17, 2008

Estado Contemplativo

Porque tudo o que poderia dizer ou sentir pode ser perfeitamente traduzido por esta música que leva qualquer um a lugares que nem sabemos que existem...
E porque aquilo que queria dizer não faz sentido dito, apenas sentido.
Aqui fica. Contido e disperso nas mais diversas formas...

Saturday, February 16, 2008

O céu não é o limite, mas sim o ponto de partida

Sometimes the greatest journeys are inniciated not by the grandness or lyability of their basis, but merely by the scarce thin layers of nothingness that they began to be in the first place.
I learnt that we should dream to make that journey possible and especially that we should not despair in the meantime.
Not want it all on the same day, on the same week, or even on the same month.
I learnt that life eventually brings everything that is meant to come our way, bringing it to our own path. And most of all I learnt that we can build castles in the air, even if we don't have the rocks for it, or even if they happen to be too heavy.
Because in the end what matters is that every second counts and our waiting for the castles to land on firm ground is pointless and won't even move the journey forward.
Better like someone once said, we might as well keep building the grounds under our castles because there's no time to draw them or fix them back. If they are already there, the point is building what they are lacking underneath them.
And then again, who knows where our everyday journey with castles built on air will take us?
That is the point exactly: foundations...


"If you have built castles in the air, your work need not be lost; that is where they should be. Now put the foundations under them."
Henry David Thoreau

Tuesday, February 05, 2008

Só tenho a dizer que...



J'ai seulement fermé mes yeux et j'ai oublié que j'étais là, j'ai complètement oublié que le temps existé.
Quand tu la sentes, la danse respire par ton âme.


...estou gradualmente a lavar a alma...

Sunday, February 03, 2008

Won't you take me home?

...'Cause I've been losing on my own...

Wednesday, January 30, 2008

Que nasce não sei onde, vem não sei como e dói não sei porquê...

Busque Amor novas artes, novo engenho,
Para matar-me, e novas esquivanças;
Que não pode tirar-me as esperanças,
Que mal me tirará o que eu não tenho.

Olhai de que esperanças me mantenho!
Vede que perigosas seguranças!
Que não temo contrastes nem mudanças,
Andando em bravo mar, perdido o lenho.

Mas, conquanto não pode haver desgosto
Onde esperança falta, lá me esconde
Amor um mal, que mata e não se vê;

Que dias há que na alma me tem posto
Um não sei quê, que nasce não sei onde,
Vem não sei como, e dói não sei por quê.

Luís de Camões

Sunday, January 27, 2008

Silêncio

Onde se encontraria um desses, pensara. Um desses que completava, que partilhava e encaixava como as peças de lego das crianças que tão sábiamente pareciam saber sempre qual a peça certa para encaixar.
Se as crianças o sabiam tão bem e o encontravam, porque não o saberiam os adultos? Ou porque não as encontrariam no meio de tantas outras peças se no fundo não passavam de crianças de algum modo envelhecidas ou modificadas pelos traços ora amargos ora doces, do tempo que passava sem pedir.
Começava a perceber finalmente que apreciava o silêncio, que o prezava demais talvez. Não entendia e por vezes não aceitava que não lho respeitassem. No fundo admirava com uma certa magia quem o sabia usar, quem o preferia ao barulho ou a palavras vãs e quem o elevava na tranquilidade do que nunca precisava de se dizer, apenas de se sentir. Fascinava-a sempre como era possível que nele se dissesse tanto e como chegava a ser confortável, por vezes até apaziguador.
No chão da sala encontravam-se ainda inúmeras peças de lego espalhadas no chão, mas as crianças eram muitas e as próximas peças certas depressa eram apanhadas, esgotando-se mais depressa ainda as que encaixariam nas suas. As certas não se lhes podia retirar, já tinham sido apanhadas e nunca se tira o que pertence por esses meios a uma criança. Além de não estar certo deixa-la-ia totalmente desolada, mortificada até, havia quem dissesse.
No fim ficavam apenas espalhadas no chão algumas peças que acabavam sempre por não encaixar. E como se sabia? Tentava-se, talvez. Com a certeza apesar de infundada que talvez houvesse uma criança ao seu lado com a peça certa, não lhe cabendo a si sequer pedir para experimentá-la.
Era pecado, alguém uma vez lhe dissera... E seria?
Ocorreu-lhe então que as crianças não sabiam sequer o que o pecado era. E que talvez fosse isso um mera invenção dos adultos que preveniam que certas coisas se perpetuassem pela perda total da inocência, que era inerente das crianças.
Mas o silêncio que ficava no final das brincadeiras acabadas não era seu, não era silêncio sequer. Era um barulho ensurdecedor e mudo que lhe ecoava contra as paredes tão ocas de um crânio gasto e cansado, não de um crânio de criança mas sim um crânio de adulto que seguia porém as mesmas regras dos das crianças. Aquele silêncio que ouvia agora era um silêncio que a ensurdecia, não era o mesmo que ouvia enquanto a música tocava, as crianças dançavam e ao seu lado não se falava.
Poderia esse talvez ter vindo para ficar, mas não. Esse era peça que pertencia já a outra criança e ali não havia espaço para nem tempo para trocas. Não havia talões de compras nem recibos, logo não se faziam sequer devoluções.
Talvez fosse realmente pecado. O melhor era não pensar muito nisso e tentar sentir o silêncio da sala cheia de música e de gente, e procurar talvez outra peça. Noutro dia, noutro mês ou noutro ano. Noutra altura que se chamasse tempo e onde o tempo desse silêncio tivesse por acaso um determinado lugar.
Este novo ano trouxera-lhe silêncio, não meias palavras nem fingimentos, e que apesar de não ser seu deveria aproveitar. Afinal sempre se havia dito que o silêncio era de ouro e verdade ou não este era um silêncio que chegara para ensurdecê-la. Ao fechar os olhos como lhe haviam dito, imaginara que estava agarrada de novo entre ele e a salsa que soava entre as paredes do salão já vazio. De repente parecera-lhe ver a peça que tanto procurava no meio do salão.
Silêncio.
Imaginara que a música, os passos e os corpos eram um só. Imaginara que o silêncio se fundira e a ressuscitara. Na verdade nunca tinham falado muito, mas sabia que isso por si só bastava.
Silêncio.
Ao abrir os olhos já tudo desaparecera. Teria sido só a sua imaginação?...
A música tocava sozinha e os corpos tinham-se desvanecido.
Inquietação.
O barulho voltara, ensurdecedor. Ao olhar de novo vira então que a peça que encontrara desaparecera, encontrando-se já nas mãos de outra criança.

Silêncio...
O ouro havia-se tornado em alumínio que escorrera e estancara já frio, deixando quilos e quilos de silêncio que ela não podia tocar pelos cantos da sala, ali, sós... Bocados de silêncio completamente desfeitos, de silêncios imperfeitos espalhados pelo chão.

Silêncio.

Sunday, December 23, 2007

Feliz Natal :)

E como o Natal é das crianças e a nós por vezes nunca mais nos parece o mesmo...
Este ano "faço" de todas elas o meu e espero que o vosso também :)
Obrigado 3º A, B e C, 4ºA e B!
Feliz Natal a todos e que venha aí um grande 2008!

I believe in days ahead

Tuesday, December 18, 2007

December 11th, 2004

December 11th, 2007
"Il y a longtemps que je t'aime
Jamais je ne t'oublierai."

Now that I come to realize it, this is how I think I'll finally let you go.
Live and love and let it it be. I-W-A-L-Y...
This will be the last time.

December 31st, 2007
Il y a longtemps que je t'aime,
Jamais je ne t'oublierai.

Monday, December 17, 2007

Rescisão de contrato

O deserto soprava um vento quente, incontrolável, naquelas horas e àquela temperatura, completamente insustentável.
Fazia agora mais de quatro anos que ambos se tinham perdido, cada um de um lado diferente do mesmo deserto, entre as brisas do esquecimento e os tornados da loucura, mas ambos sempre no mesmo epicentro da inconstância e daquele vento que se tinha tornado insuportável.
De um lado sopravam as mais variadas espécies e feitios de feras, todas com garras que ora saltavam ora se encolhiam, mas cravadas sempre sobre qualquer obstáculo que se lhes atravessasse no caminho. As suas mandíbulas eram geralmente podres, gastas ou até mesmo inexistentes, marca dos anos, das escolhas e consequências. Inconsequentes e feias como os vasos de barro que se deixavam partidos nos jardins espalhando à sua volta montes de terra desordenados e restos de plantas mortas e partidas junto dos cacos.
Desse deserto corria um brisa fria que essas feras sentiam no calor do dia e uma outra quente apenas sentida no frio da noite.
Era essa última que extasiava, que descontrolava e se mantinha enlouquecida ao longo da passagem dos anos, como as brisas quentes que vinham dos trópicos e que nem as chuvas, os tornados ou os tufões conseguiam arrefecer.
Ficava assim tão fácil entregar a quem nos desse um sopro desse deserto, a quem nos aquecesse a alma por tão pouco mas que parecia tanto dado por nada.
Ficava tão fácil vender o que era nosso sem saber que se vendia, que se criava um contrato de escravidão vitalícia aos grãos de areia desse deserto onde as brisas quentes não paravam nunca de soprar.
No entanto, na última linha do contrato havia uma cláusula a letras minúsculas, daquelas que nunca ninguém se lembrava de ler e analisar.
Ao apertar-lhe a mão, sentira-a fria como a da morte, putrefacta como a decadência que lhe davam as boas-vindas mascaradas de vida e aundância, alertando bem alto no passar da porta:
"Seremos cúmplices o resto da vida", afastando-se de seguida ao largar-lhe a mão.
Do outro lado da porta estava então o deserto onde se perdera repetidas vezes, onde reinavam as feras e o calor, onde o chão era feito de areias movediças e os oásis de alcatrão.
Chegara a converter-se em fera, chegara a perder-se nas poças de alcatrão e ns buracos de areia movediça. Chegara a perder-se sem saber como se encontrava sempre, e voltava sempre para perdidamente se perder até se voltar a encontrar.
No entanto no deserto os anos pareciam não passar até passarem efectivamente e nessa passagem as restantes feras da espécie não ajudavam, não construíam nem aliavam.
Um dia, quase como por engano deslizara por um dos buracos de areia movediça e fora ficando. Do outro lado as brisas eram diferentes, os desertos não tinham areias movediças nem os oásis alcatrão.
No dia que as detentoras do contrato haviam ido buscá-la, tinha apontado apenas as duas linhas quase invisíveis e a última onde deveria estar a assinatura. As duas riram-se:
"Seremos cúmplices o resto da vida"...
Apontara então apenas as duas linhas minúsculas e a última onde deveria estar a assinatura:
"Ou talvez só até amanhecer..."
Ao voltar costas sentira os seus uivos a serem absorvidos de volta ao deserto. Não tornariam a visitá-la. Aquele não era mais um contrato de escravidão vitalícia. A noite vem às vezes tão perdida, pensara. Tão descuidada e ambiciosa, sedenta de contratos vitalícios de almas perdidas. Não, mas não mais seriam cúmplices.
Aquele contrato era um que não conseguiriam.
Nem era preciso rescindi-lo...
Não o havia chegado a assinar.

Sunday, December 09, 2007

Expoente da Loucura


A cidade está deserta,
E alguém escreveu o teu nome em toda a parte.
Nas casas, nos carros,
Nas pontes, nas ruas...
Em todo o lado essa palavra repetida ao expoente da loucura
Ora amarga, ora doce
Para nos lembrar que o Amor é uma doença...

Quando nele julgamos ver a nossa cura.*


*Ornatos Violeta, "Ouvi dizer"

Sunday, November 25, 2007

I will pray that the soul can wait

I haven't slept for two days
I've bathed in nothing but sweat
And I've made hallways
Scenes for things to regret...



I live my life with no pain
Just some rage and three kinds of yes
And I've made stairways
Such scenes for things that I regret
Oh those days in the sun
They bring a tear to my eye...

But you're so young
You're so young
You look in my eyes
You're so young...

But tonight I can't rest my chemistry...

When it's real it's unconditional...

Cause a man, just ain't a man,
If he aint' man enough...

To love you when you're right,
Love you when you're wrong
Love you when you're weak,
Love you when you're strong

Take you higher
When the world got you feelin low.
He's given you his last, cuz he's thinking of you first
Given comfort when you're thinking that you're hurt
That's what's done when you really love someone
I'm telling y'all.

Cause you're a real man and lord knows it's hard
Sometimes you just need a woman's touch
Sweet affection, love and support

When it's real, it's unconditional.

Sunday, November 18, 2007

Ladies and Gentleman: we've created the perfect world for you!

Attention:
Always follow the rules,
Uniforms are a must.
Passion is just dust in your eyes.
So you always work, to feed the war that you don't know

To play on and play on and play on.

This is what you have to do:
You have to say, you have to be, you have to fear, you have to pretend...
Sim city.
What a lovely town...


*Sim city.
Oh behold the world we have been living in,
what became of it for we never knew
just what to do with it all along.
Then just behold it and finally see,
what we have turned into to forget what is gone.

House music knows it all the way.
*Sim City (Ceballos & Santana) - DJ VIBE remix

Thursday, November 15, 2007

God... I wanna let it go!



Don't want to let it lay me down this time.
Drown my will to fly.
Here in the darkness I know myself.
Can't break free until I let it go.

Let me go.

Wednesday, November 07, 2007

I wanna go home




I'm just too far, from where you where you are...

I've got to go home.

Friday, October 12, 2007

Cacos de porcelana

Em cima da cama haviam ficado apenas as poucas bonecas de porcelana que tinham restado.
Nunca tinha gostado especialmente de brincar com aqueles brinquedos de loiça que por vezes lhe tinham oferecido. Eram frios e tinham uns olhos de vidro muito grandes e estranhos.
Ao mínimo descuido, pura e simplesmente partiam-se.
Com os anos haviam acabado por desaparecer uma a uma, até que ao voltar já não encontrara nenhuma no quarto. Sempre lhe tinham dito que não brincasse com elas:
“Partem-se. Deixa-as quietas em cima da cama.”
Agora já não havia nenhuma, eram demasiado bonitas mas os cacos que ficavam eram muito finos:
“Brinca, olha que parte, mas já não se volta a colar.”
E não, realmente bastava perceber.
Aquelas bonecas não serviam para brincar.

Saturday, October 06, 2007

Friday, October 05, 2007

Não. As coisas bonitas que tenho a escrever não são sobre ti.

Todo o santo dia senti a cabeça penar.
Bateram à porta,
chamaram pelo telefone...
e depois gritaram na televisão.
Arracaram tudo do meu corpo


e deixaram ficar pelo chão.

Vi-te ao longe sem pensar que pudesses ser tu.
Como se de um sonho se tratasse,
um desses e dos poucos
que andei a sonhar toda a vida,
durante todos estes anos.


Não pensei que a minha vida mais tivesse sonhos
desses em que vives, quando na verdade deverias estar morto.
Morto, enterrado.
Morto. E bem morto.

Tu és daqueles que vive mesmo que morras.
Daqueles que assombras e fustigas,
és dos que mata e mói
dos que mata e que mente
dos que me matas e me móis
mas nem a morrer me matas...
nem a morrer me dóis.

Sai da minha vida. Sai, só. ..
Simples.
Desaparece.
Mintas ou mates, fustigues ou doas
quero saias e que saibas:
que não mereçes a vida que tens,
e eu quero que tu morras.
ao meu . . .

Thursday, October 04, 2007

Me dijeron que estabas aqui... Y vine volando

Hace tiempo ya que aparte de no saber quien eres, te ando buscando y todavia no me surges.
Entonces vine volando...
Hace mucho tiempo que sigo mirando al abismo,
quizás sea cierto que me cansé.
Quizás le digo que me siga mirando él...
puede que uno de estos dias me caiga.

">

Tuesday, October 02, 2007

E ainda dizem que os horóscopos nunca têm nada a ver com nada, nem nunca acertam...

Caranguejo

O dia poderá não correr como poderia prever, já que poderá ser confrontado/a com certos impedimentos ou atrasos ao nível profissional. Dê o seu melhor para os tentar contornar e para que mais tarde não lhe possam apontar o dedo.

Curioso. Se o tivesse lido de manhã não iria acreditar.
Mas...Tomorrow's another day :)

Sunday, September 30, 2007

Cause I don't think you know what I feel



Não se lembrava de muitos acontecimentos da sua vida sem que ele tivesse estado presente mesmo que escondido por trás da porta ou em expectativa do outro lado da rua.
Toda a sua vida tinha sido assim, à medida que os anos passavam, as coisas iam porém ficando diferentes e a sua presença fazia-se sentir cada vez menos. As coisas que dizia mudavam e até a maneira como ele próprio vivia não parecia a mesma.
Ás vezes dormia de porta aberta, esquecia-se das chaves no trinco do portão, deixava a porta do carro aberta à noite e até as luzes da casa inteira ligadas.
No entanto ele tinha uma estranha maneira de lhe falar mesmo estando calado. Sentia que ao seu lado podia deixar passar o tempo, sem fazer ou dizer nada. O silêncio ali era de ouro. E ali ela podia deixar que passassem horas, ficando apenas sentada no sofá enquanto olhava para ele, completamente imerso nos seus boletins, no meio do silêncio daquela divisão tão pequena e escura, trocada por uma outrora tão ampla e iluminada.
Durante muitos anos tinha gritado muito, com ela, com outros, com toda a gente. Passado um tempo tinha deixado de gritar, agora todos tinham que gritar para que ele os ouvisse, como se todos os gritos que queria dar tivessem ido para dentro e agora o barulho dentro dele fosse tanto que já nem ouvir quem lhe falava conseguia.
A ele as lágrimas conseguiam ver-se sem lhe escorrerem, mas às vezes quando lhe queria mesmo falar por estar preocupado ou confuso mexia muito a mão no ar e passava-a com força na cara mesmo por cima dos olhos e ficava uns instantes com a cara tapada a suspirar até tirar a mão e abrir muito os olhos, como se quisesse que as lágrimas lhe saltassem simplesmente para fora das órbitas sem as ter que mandar parar. Aquele era um ritual que costumava repetir umas duas ou três vezes até voltar a ficar estar estático em frente à televisão ou novamente imerso nos boletins.
Ás vezes doia-lhe a ela. Doia-lhe demais, talvez por lhe querer tão bem e nem sequer saber porquê. Por querer apenas.
Mas ao fim da noite ele ficava sempre sentado sozinho no sofá da sala, no silêncio da casa ou no meio dos berros estridentes da televisão que ele nem conseguia ouvir.
E ao fim da noite custava-lhe demasiado a dormir. Como a ela. Devia ser de familía...
Porém, de tudo o que mais lhe custava eram as horas que conseguia passar ao seu lado calada, simplesmente a olhar o que ele fazia ou deixava de fazer, e depois quando se levantava da cadeira, ver como os olhos lhe brilhavam ao dizer boa noite ao saber que ela o ia deixar novamente naquele silêncio.
No entanto a porta estalava atrás de si, e o silêncio compunha-se, ficando apenas a imagem daquele homem sentado num sofá à meia-luz no meio dos seus livros e uma mão pousada sobre a testa. Aquela era a imagem que lhe ficava sempre ao subir a rampa no escuro do quintal. E ela não sabia, nunca saberia talvez se ele imaginava sequer o quanto ela gostava dele. A enormidade e a nobreza do sentimento que nem ela sabia explicar. Aquela presença que fora única e que alguma vez tinha conhecido.
O que lhe dava alento ainda era aquela luz que ficava até ele finalmente adormecer. Os velhos precisavam de luz, pensou. Precisavam da companhia que a luz lhes dava.
Ao continuar a subir, aquela cara cansada mas tão viva que ali tinha não lhe saía da cabeça. E sorria, sorria sempre ao pensar no tanto que sentia todas as vezes que ficava impávida a olhar para ele sem dizer uma palavra, durante o tempo que fosse. Nessas alturas a alma tornava-se maior e dizia-lhe muito baixinho...

Sometimes I look at you and I just want to break down and cry.

Saturday, September 22, 2007

que dor...........................................................


Agora já é tarde, não tem depois nem antes, nem planos nem bagagens
O mundo só mudou de cor
Durante a tempestade, relâmpagos distantes, revelam a passagem,
Da escuridão para o esplendor
O tempo é tão covarde
E ao mesmo tempo criador
Se o fogo ainda arde, nos corações gigantes, faz parte da paisagem, a labareda do amor
Agora já tarde... O mundo só mudou de cor...
Donna Maria - Agora já é tarde

Wednesday, September 19, 2007

Acho que ninguém vê...


Cada vez mais aqui...

Queres lutar com quem?
Para doer aonde?
Para ser o quê?
Achas que ninguém vê? ´

E para quê fingir?
Porquê mentir e remar na dor?
Achas que ninguém vê?

Também eu queria parar...
chorar
cair... para me levantar,
para te puxar!
Te fazer sorrir...
não voltar a cair!

Não me olhes assim
Continuo a ser quem fui
Cada vez mais aqui...
não dances tão longe...
...que eu já te vi

Também eu queria parar...
chorar
cair... para me levantar,
para te puxar
Te fazer sorrir...
não voltar a cair...


Ou cada vez mais longe?