Sunday, December 19, 2010

Hoje posso tudo

Diz que...

"A coragem é a escada por onde sobem as outras virtudes."

Hoje subi, corri, voei tantos degraus dessa escada que podia neste mesmo momento rebentar de tanta felicidade.
Porque é mesmo a coragem, a entranha, os tomates... o que quiserem.
É o ser ou não ser só com a certeza de que se é, só para não ser morno ou apático ou indiferente.
É a dificuldade do que não é difícil porque se salta e se supera e se vai atrás do que se quer e do que se acredita que pode ser.
É o ter a certeza que se tem uma identidade e não se é cínico para com as vicissitudes que a vida nos traz.
É ter-se ojectivos e lutar por eles.
É cair e levantar-se quando a olhar pra cima todos parecem negar-nos a mão que ajuda a levantar.

Hoje posso tudo, quando cheguei a pensar que não podia nada.
Coragem, tomatinho... a que lhe seguem muitas e boas virtudes.
Posso... quero... só não mando porque não sou de mandar.
Mas quem sabe um dia também seja dia de ser a minha hora de mandar.
É só arriscar. Alguém acredita? Todos os dias!

O-B-R-I-G-A-D-A, sempre. 
Bem-haja... no coração.

Sunday, December 12, 2010

Beauty Fades...

Hoje parei 5minutos do meu zapping no Câmara Clara da RTP2.
Fala-se de fotografia. Ouve-se a Paula Moura Pinheiro, e um convidado, António Barreto segundo parece.
O zapping segue... porque mais que 5minutos seria milagre, pensei, enquanto me pergunto a mim própria, porque é que deixei de ver programas destes. Porque é que deixei de ler livros desde que saí da faculdade e de fazer tantas outras coisas que agora nem me passam pela cabeça.
Volto à RTP2 para tentar contrariar este bloqueio, mas hoje o tema não me é especialmente interessante porque me parece não conhecer o convidado, apesar de este me ser vagamente familiar, mas apesar de tudo porque sei que tenho muitas outras coisas na cabeça, aliás como sempre nestes últimos tempos.
Mas é daí que a minha atenção se prende na Paula Moura Pinheiro. Na sua voz, na sua postura, na sua cultura e dicção irrepreensível... E agora, tantos anos depois, das suas covas no rosto, as suas rugas e a sua expressão vagamente cansada. Não querendo debruçar-me mais sobre o óbvio exterior relativamente a esta mulher furacão que admirei uma infância e adolescência inteira, entristeceu-me.
Não querendo incorrer na vaidade porque não é disso que se trata... efectivamente entristeceu-me.
Lembro-me de ficar acordada e de me levantar às escondidas e ir espreitar os seus programas quando ainda estava na SIC, a altas horas da noite. E de ouvir, na altura sem realmente ouvir o que ela dizia, ficando pura e simplesmente hipnotizada com a distinção com que aquela mulher primava a tantos níveis.
Os sinais do tempo mostram-me que hoje está muito diferente, mas um diferente em que a voz cativante não muda, e a sapiência se mantém, bem como o profissionalismo com um misto de doçura e idealismo na sua presença quente e confiante que sempre emanou da televisão.
Continua a cativar-me mas, ao olhar, custa-me tristemente porém um pouco a reconhecer.
As it fades. É esse desvanecimento que dói.
Mas a Paula está lá e mesmo quando não estiver continuará a ser a mulher que sempre admirei todos estes anos.
No entretanto, continuarei a recordá-la como uma das mais belas.
Mais completas.
Mais tudo. Pelo marco que nunca deixará de ser.
E continuarei a recodá-la assim...
As what fades is not what is shown on the inside, as only what is on the outside.


Wednesday, December 01, 2010

The Sound and the Fury

"Caddy got the box and set it on the floor and opened it. It was full of stars.
When I was still, they were still. When I moved, they glinted and sparkled. I hushed." 

*William Faulkner

And then, there were no stars... just sound. And fury.
And Caddy laid down on the floor and finally let the sound and the fury take its place.
Whichever place it was, or whichever place it was supposed to be.
Just sound and fury... while Caddy kept laying on the floor.



Monday, November 15, 2010

Welcome to the diamond life

"She...
Sits alone in a smoke filled cafe, watching the world go by.
She's all of 18, but she's got looks that tell the truth when she lies.
She says she's all your dreams are made of, and everything you'll never understand.
And since you're lost you can step inside and stay a while.

She...
Sits alone in a smoke filled cafe, watching her past lovers cry.
She's all as make believe, and as real as the September sky.
She says I come in the name of love! And everyhitng you'll never understand.

And as she walks alone in the cold *NewYork* morning she thinks out loud and says:
- Welcome to the diamond life."

Wednesday, October 27, 2010

Ilhas desertas

Deitei hoje o que restava de ti no caixote do lixo juntamente com restos de pedaços de peixe podre, papéis, e cascas velhas de melancia.
No que fomos sempre como ilhas desertas de onde passava um barco para as ligar de tempos a tempos.
Agora já não passam barcos, nem boia lixo.
Escoou tudo para onde vão efectivamente os detritos.
E tu foste com eles, hoje finalmente, para onde vai o lixo e os esgotos quem sabe...
De onde nunca deverias ter saído.

Sunday, October 24, 2010

Mais que óbvio, obviamente.

"Um dia, vais perceber que eu não sou aquilo que tu mereces.
Pois tu não mereces assim tanto."

Me gustó

"- se me hace que eres como la combinacion de los buenos vinos y los mejores perfumes, los vinos se ponen mejor con el tiempo y los perfumes mas finos vienen en envases pequeños..."


" - se me hace que siempre dices las cosas mas preciosas en los momentos más perfectos.
Gracias. Creo que era necesário que escuchara algo por el estilo hoy."

Saturday, October 23, 2010

Entre as várias frases do dia

"mais um cromo. cola na caderneta e vira a página."

E os repetidos? ...

Wednesday, October 13, 2010

Há coisas que na vida não são para ter explicação.

As pessoas não se querem. Usam-se.

E vão caindo assim desamparadas nos braços umas das outras não porque querem mas porque precisam. Do toque, do cheiro, do abraço e da presença.
Pouco ligam aos nomes, às advertências, aos meandros e às realidades do passado e presente de cada um.
Pessoas.
Histórias.
Pessoas sem histórias e histórias de pessoas...
E ela tinha uma história para escrever há mais de cinco anos.

Tuesday, October 05, 2010

O descompromisso e outras coisas de relógios

No limiar de se passarem dois anos, um dos quais não escrevi aqui nem lado nenhum absolutamente nada, a pedido de várias vozes decidi voltar a publicar. E melhor ainda decidi voltar a escrever.
Por enquanto hoje fica só aqui um texto que li num outro blog, há cerca do mesmo tempo que não escrevo aqui e que vem assentar no regresso que nem uma luva.
Portanto aqui fica, uma coisa que para grande tristeza minha tenho visto generalizar-se em vários sectores desta vida...


O descompromisso.

"Ser comprometido é contar com alguém sempre. Incondicionalmente. È uma certeza absoluta. É um aconteça o que acontecer estarei lá contigo. Nada nem ninguém no mundo pode impedir isso.
Ser comprometido é passar tempo juntos. Muito tempo, muito juntos. É olhar dentro da alma um do outro e gostar cada vez mais de tudo o que se descobre. Ser comprometido é descodificar o outro numa cumplicidade sublime.
Ser comprometido é rir juntos. Partilhar. É uma telepatia. É uma sintonia que parece indestrutível. È ler, viajar, passear na praia, recordar, prometer, planear, sobretudo planear. È acreditar que por mais contratempos que a vida ofereça, juntos somos inquebráveis.
Nada descreve tão bem o compromisso como os votos nupciais (Deus sabe bem o que faz :) )
Eu X recebo-te a ti N e prometo ser-te fiel, amar-te e respeitar-te, na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, todos os dias da nossa vida.
Isto é um compromisso! Pode não vir acontecer como planeado. Pode falhar! Mil coisas podem atravessar-se no caminho desta empresa a que duas pessoas que se amam se propoem: O compromisso!
Os compromissos não são para toda a vida. Não são para sempre. Não são até que a morte nos separe. Podem ser. Tem de se acreditar que são. E é nesta ínfima parte de que pode ser para sempre que quem ama investe. Acredita. Senão não vale a pena. Senão é só um affairzito sem importância que o tempo um dia varrerá da nossa memória.
Os compromissos são um símbolo de vontade. Um símbolo de trabalho, de empenho. Uma aposta num amor imenso que se sente. São um investimento de tempo, de carinho em alguem que é o mundo para nós. Acima de tudo um compromisso é dividir o nosso coração e oferecer metade ao outro para cuidar.
Num compromisso apostamos tudo no outro. Investimos os nossos amigos e esperamos que eles se adorem mutuamente. Entregamos tardes de conversas duras sobre a vida, que é tão assustadora quando sós.
Mas também dividimos horas, dias meses de deliciosas gargalhadas, de descobertas mutuas e cumplicidade.
O comprometido por natureza, aposta no futuro sem medo, sem temor que ele seja curto. Acredita profundamente na palavra para sempre. O comprometido consegue olhar o seu amor sem medo do mundo. Sem medo de condicionantes ou obstáculos.
O compromisso é dar o nosso melhor ao nosso número um. Porque quando se é comprometido temos uma prioridade na nossa vida: Nós! Eu e tu!
Ser comprometido é assumir que somos dois a trabalhar para o mesmo fim.
Não existe eu, não existes tu, existimos nós. O compromisso precisa de coragem. De dois seres corajosos dispostos a batalhar, a travar guerras e a lamber as feridas.
O compromisso não tem idade. Não tem maturidade. Basta existir amor. Está escrito em todos os livros e impresso em todos os filmes. Quando amamos comprometemo-nos. Quando não amamos vamos levando!
Como tudo na vida o Compromisso tem um negativo: O descompromisso è o inimigo do coração; do amor!
O Descompromisso por oposição ao Compromisso é pobre é vazio. É solitário e angustiante. Para ambas as partes.
O descomprometido não promete. Não combina. Não se mete em obrigações para não ter que seguir plano nenhum, a não ser o seu. Aliás, não faz planos para não criar expectativas. E qualquer plano que um descomprometido faça pode mudar a qualquer hora e/ou em qualquer altura. No seu coração livre o descomprometido só tem uma prioridade: Ele!
O Descompromisso pode ter varias causas. Traumas. Medos. Ou simplesmente incapacidade de dar! De estar ou ser.
Num Descompromisso o descomprometido é livre. Tem 360º de opções, basta a sua vontade. O seu desejo.
O comprometido espera. Ajusta-se. Molda-se.Tenta criar espaço na sua vida para o descomprometido. Porque ele tem sempre tanto que fazer! Por norma um descomprometido está sempre cheio de coisas que fazer!?!
Quando um comprometido se junta com um descomprometido é como fechar um Japonês e um Zulu numa sala e dar-lhes um dicionário de português/alemão na esperança que se entendam.
O descomprometido não vê futuro na relação. Muitas vezes nem reconhece a relação, vai levando.
O comprometido, esse, vive cheio de sonhos. Ilusões próprias de quem ama. Próprias de quem acredita que o amor muda tudo e quem sabe o dele salve os dois.
Meus amigos, isto tudo para dizer o quê? Anda muita boa gente por ai comprometida com gente descomprometida. Anda muita gente á espera do que não vem. Anda muita gente cada vez mais só. Anda muita gente comprometida a criar espaço para alguem que não o vai ocupar nunca com o seu descompromisso.
Para o descomprometido tudo é mais importante e prioritário que a sua relação desde do ginásio ao sono. Para o descomprometido é impossivel falhar a quem quer que seja. Só pode dizer que “não” ou “logo se vê” ao comprometido, afinal, ele até é compreensivo!
O “combinamos depois” é normalmente a frase preferida do descomprometido que sangra o coração ao comprometido com este desapego.
Por norma o comprometido é forte. Acredita que um dia… Acredita no poder do amor e fica á espera. Aguardar a sua vez. Um dia ele será a prioridade!
É enquanto dura a esperança do comprometido que a relação dura. Quando a esperança deste acaba. Acabam-se as esperas. Acaba-se a compreensão. Acaba-se a relação (que era unilateral por norma). Mas sobretudo acaba-se o respeito por aquilo que não passava de falta de respeito pelos seus sentimentos.
O descompromisso é uma solidão opcional em que se procura conforto quando se precisa. Tipo gato: “faz-me festas, agora, porque preciso! Chega até logo!”
Já o comprometido vive numa solidão (emocional) constante em que raramente se tem conforto, porque o outro não vem. Não pode. Ou tem outras coisas que fazer!
Ao contrário do descomprometido que é livre como um gato. O comprometido é como um Golden, precisa e gosta de carinho e amor incondicional a tempo inteiro. Nem merece menos do que dá.
Caros comprometidos ganhem coragem e digam basta! Sós ou a dois, mas façam planos. Comprometam-se nem que seja com vocês mesmos. Todos nós merecemos planos, futuro, apostas e sobretudo amor full-time! Alguem disposto a dar tudo por nós.
Afinal viver com um descomprometido é viver á espera. E viver à espera é coisa de relógio."



Autoria de: Jota @ www.sapatosdeblog.blog.com

Sunday, October 03, 2010

One. Too many things to say.

Queria dizer, mas não posso.
Maybe some One other time.