Sunday, December 23, 2007

Feliz Natal :)

E como o Natal é das crianças e a nós por vezes nunca mais nos parece o mesmo...
Este ano "faço" de todas elas o meu e espero que o vosso também :)
Obrigado 3º A, B e C, 4ºA e B!
Feliz Natal a todos e que venha aí um grande 2008!

I believe in days ahead

Tuesday, December 18, 2007

December 11th, 2004

December 11th, 2007
"Il y a longtemps que je t'aime
Jamais je ne t'oublierai."

Now that I come to realize it, this is how I think I'll finally let you go.
Live and love and let it it be. I-W-A-L-Y...
This will be the last time.

December 31st, 2007
Il y a longtemps que je t'aime,
Jamais je ne t'oublierai.

Monday, December 17, 2007

Rescisão de contrato

O deserto soprava um vento quente, incontrolável, naquelas horas e àquela temperatura, completamente insustentável.
Fazia agora mais de quatro anos que ambos se tinham perdido, cada um de um lado diferente do mesmo deserto, entre as brisas do esquecimento e os tornados da loucura, mas ambos sempre no mesmo epicentro da inconstância e daquele vento que se tinha tornado insuportável.
De um lado sopravam as mais variadas espécies e feitios de feras, todas com garras que ora saltavam ora se encolhiam, mas cravadas sempre sobre qualquer obstáculo que se lhes atravessasse no caminho. As suas mandíbulas eram geralmente podres, gastas ou até mesmo inexistentes, marca dos anos, das escolhas e consequências. Inconsequentes e feias como os vasos de barro que se deixavam partidos nos jardins espalhando à sua volta montes de terra desordenados e restos de plantas mortas e partidas junto dos cacos.
Desse deserto corria um brisa fria que essas feras sentiam no calor do dia e uma outra quente apenas sentida no frio da noite.
Era essa última que extasiava, que descontrolava e se mantinha enlouquecida ao longo da passagem dos anos, como as brisas quentes que vinham dos trópicos e que nem as chuvas, os tornados ou os tufões conseguiam arrefecer.
Ficava assim tão fácil entregar a quem nos desse um sopro desse deserto, a quem nos aquecesse a alma por tão pouco mas que parecia tanto dado por nada.
Ficava tão fácil vender o que era nosso sem saber que se vendia, que se criava um contrato de escravidão vitalícia aos grãos de areia desse deserto onde as brisas quentes não paravam nunca de soprar.
No entanto, na última linha do contrato havia uma cláusula a letras minúsculas, daquelas que nunca ninguém se lembrava de ler e analisar.
Ao apertar-lhe a mão, sentira-a fria como a da morte, putrefacta como a decadência que lhe davam as boas-vindas mascaradas de vida e aundância, alertando bem alto no passar da porta:
"Seremos cúmplices o resto da vida", afastando-se de seguida ao largar-lhe a mão.
Do outro lado da porta estava então o deserto onde se perdera repetidas vezes, onde reinavam as feras e o calor, onde o chão era feito de areias movediças e os oásis de alcatrão.
Chegara a converter-se em fera, chegara a perder-se nas poças de alcatrão e ns buracos de areia movediça. Chegara a perder-se sem saber como se encontrava sempre, e voltava sempre para perdidamente se perder até se voltar a encontrar.
No entanto no deserto os anos pareciam não passar até passarem efectivamente e nessa passagem as restantes feras da espécie não ajudavam, não construíam nem aliavam.
Um dia, quase como por engano deslizara por um dos buracos de areia movediça e fora ficando. Do outro lado as brisas eram diferentes, os desertos não tinham areias movediças nem os oásis alcatrão.
No dia que as detentoras do contrato haviam ido buscá-la, tinha apontado apenas as duas linhas quase invisíveis e a última onde deveria estar a assinatura. As duas riram-se:
"Seremos cúmplices o resto da vida"...
Apontara então apenas as duas linhas minúsculas e a última onde deveria estar a assinatura:
"Ou talvez só até amanhecer..."
Ao voltar costas sentira os seus uivos a serem absorvidos de volta ao deserto. Não tornariam a visitá-la. Aquele não era mais um contrato de escravidão vitalícia. A noite vem às vezes tão perdida, pensara. Tão descuidada e ambiciosa, sedenta de contratos vitalícios de almas perdidas. Não, mas não mais seriam cúmplices.
Aquele contrato era um que não conseguiriam.
Nem era preciso rescindi-lo...
Não o havia chegado a assinar.

Sunday, December 09, 2007

Expoente da Loucura


A cidade está deserta,
E alguém escreveu o teu nome em toda a parte.
Nas casas, nos carros,
Nas pontes, nas ruas...
Em todo o lado essa palavra repetida ao expoente da loucura
Ora amarga, ora doce
Para nos lembrar que o Amor é uma doença...

Quando nele julgamos ver a nossa cura.*


*Ornatos Violeta, "Ouvi dizer"

Sunday, November 25, 2007

I will pray that the soul can wait

I haven't slept for two days
I've bathed in nothing but sweat
And I've made hallways
Scenes for things to regret...



I live my life with no pain
Just some rage and three kinds of yes
And I've made stairways
Such scenes for things that I regret
Oh those days in the sun
They bring a tear to my eye...

But you're so young
You're so young
You look in my eyes
You're so young...

But tonight I can't rest my chemistry...

When it's real it's unconditional...

Cause a man, just ain't a man,
If he aint' man enough...

To love you when you're right,
Love you when you're wrong
Love you when you're weak,
Love you when you're strong

Take you higher
When the world got you feelin low.
He's given you his last, cuz he's thinking of you first
Given comfort when you're thinking that you're hurt
That's what's done when you really love someone
I'm telling y'all.

Cause you're a real man and lord knows it's hard
Sometimes you just need a woman's touch
Sweet affection, love and support

When it's real, it's unconditional.

Sunday, November 18, 2007

Ladies and Gentleman: we've created the perfect world for you!

Attention:
Always follow the rules,
Uniforms are a must.
Passion is just dust in your eyes.
So you always work, to feed the war that you don't know

To play on and play on and play on.

This is what you have to do:
You have to say, you have to be, you have to fear, you have to pretend...
Sim city.
What a lovely town...


*Sim city.
Oh behold the world we have been living in,
what became of it for we never knew
just what to do with it all along.
Then just behold it and finally see,
what we have turned into to forget what is gone.

House music knows it all the way.
*Sim City (Ceballos & Santana) - DJ VIBE remix

Thursday, November 15, 2007

God... I wanna let it go!



Don't want to let it lay me down this time.
Drown my will to fly.
Here in the darkness I know myself.
Can't break free until I let it go.

Let me go.

Wednesday, November 07, 2007

I wanna go home




I'm just too far, from where you where you are...

I've got to go home.

Friday, October 12, 2007

Cacos de porcelana

Em cima da cama haviam ficado apenas as poucas bonecas de porcelana que tinham restado.
Nunca tinha gostado especialmente de brincar com aqueles brinquedos de loiça que por vezes lhe tinham oferecido. Eram frios e tinham uns olhos de vidro muito grandes e estranhos.
Ao mínimo descuido, pura e simplesmente partiam-se.
Com os anos haviam acabado por desaparecer uma a uma, até que ao voltar já não encontrara nenhuma no quarto. Sempre lhe tinham dito que não brincasse com elas:
“Partem-se. Deixa-as quietas em cima da cama.”
Agora já não havia nenhuma, eram demasiado bonitas mas os cacos que ficavam eram muito finos:
“Brinca, olha que parte, mas já não se volta a colar.”
E não, realmente bastava perceber.
Aquelas bonecas não serviam para brincar.

Saturday, October 06, 2007

Friday, October 05, 2007

Não. As coisas bonitas que tenho a escrever não são sobre ti.

Todo o santo dia senti a cabeça penar.
Bateram à porta,
chamaram pelo telefone...
e depois gritaram na televisão.
Arracaram tudo do meu corpo


e deixaram ficar pelo chão.

Vi-te ao longe sem pensar que pudesses ser tu.
Como se de um sonho se tratasse,
um desses e dos poucos
que andei a sonhar toda a vida,
durante todos estes anos.


Não pensei que a minha vida mais tivesse sonhos
desses em que vives, quando na verdade deverias estar morto.
Morto, enterrado.
Morto. E bem morto.

Tu és daqueles que vive mesmo que morras.
Daqueles que assombras e fustigas,
és dos que mata e mói
dos que mata e que mente
dos que me matas e me móis
mas nem a morrer me matas...
nem a morrer me dóis.

Sai da minha vida. Sai, só. ..
Simples.
Desaparece.
Mintas ou mates, fustigues ou doas
quero saias e que saibas:
que não mereçes a vida que tens,
e eu quero que tu morras.
ao meu . . .

Thursday, October 04, 2007

Me dijeron que estabas aqui... Y vine volando

Hace tiempo ya que aparte de no saber quien eres, te ando buscando y todavia no me surges.
Entonces vine volando...
Hace mucho tiempo que sigo mirando al abismo,
quizás sea cierto que me cansé.
Quizás le digo que me siga mirando él...
puede que uno de estos dias me caiga.

">

Tuesday, October 02, 2007

E ainda dizem que os horóscopos nunca têm nada a ver com nada, nem nunca acertam...

Caranguejo

O dia poderá não correr como poderia prever, já que poderá ser confrontado/a com certos impedimentos ou atrasos ao nível profissional. Dê o seu melhor para os tentar contornar e para que mais tarde não lhe possam apontar o dedo.

Curioso. Se o tivesse lido de manhã não iria acreditar.
Mas...Tomorrow's another day :)

Sunday, September 30, 2007

Cause I don't think you know what I feel



Não se lembrava de muitos acontecimentos da sua vida sem que ele tivesse estado presente mesmo que escondido por trás da porta ou em expectativa do outro lado da rua.
Toda a sua vida tinha sido assim, à medida que os anos passavam, as coisas iam porém ficando diferentes e a sua presença fazia-se sentir cada vez menos. As coisas que dizia mudavam e até a maneira como ele próprio vivia não parecia a mesma.
Ás vezes dormia de porta aberta, esquecia-se das chaves no trinco do portão, deixava a porta do carro aberta à noite e até as luzes da casa inteira ligadas.
No entanto ele tinha uma estranha maneira de lhe falar mesmo estando calado. Sentia que ao seu lado podia deixar passar o tempo, sem fazer ou dizer nada. O silêncio ali era de ouro. E ali ela podia deixar que passassem horas, ficando apenas sentada no sofá enquanto olhava para ele, completamente imerso nos seus boletins, no meio do silêncio daquela divisão tão pequena e escura, trocada por uma outrora tão ampla e iluminada.
Durante muitos anos tinha gritado muito, com ela, com outros, com toda a gente. Passado um tempo tinha deixado de gritar, agora todos tinham que gritar para que ele os ouvisse, como se todos os gritos que queria dar tivessem ido para dentro e agora o barulho dentro dele fosse tanto que já nem ouvir quem lhe falava conseguia.
A ele as lágrimas conseguiam ver-se sem lhe escorrerem, mas às vezes quando lhe queria mesmo falar por estar preocupado ou confuso mexia muito a mão no ar e passava-a com força na cara mesmo por cima dos olhos e ficava uns instantes com a cara tapada a suspirar até tirar a mão e abrir muito os olhos, como se quisesse que as lágrimas lhe saltassem simplesmente para fora das órbitas sem as ter que mandar parar. Aquele era um ritual que costumava repetir umas duas ou três vezes até voltar a ficar estar estático em frente à televisão ou novamente imerso nos boletins.
Ás vezes doia-lhe a ela. Doia-lhe demais, talvez por lhe querer tão bem e nem sequer saber porquê. Por querer apenas.
Mas ao fim da noite ele ficava sempre sentado sozinho no sofá da sala, no silêncio da casa ou no meio dos berros estridentes da televisão que ele nem conseguia ouvir.
E ao fim da noite custava-lhe demasiado a dormir. Como a ela. Devia ser de familía...
Porém, de tudo o que mais lhe custava eram as horas que conseguia passar ao seu lado calada, simplesmente a olhar o que ele fazia ou deixava de fazer, e depois quando se levantava da cadeira, ver como os olhos lhe brilhavam ao dizer boa noite ao saber que ela o ia deixar novamente naquele silêncio.
No entanto a porta estalava atrás de si, e o silêncio compunha-se, ficando apenas a imagem daquele homem sentado num sofá à meia-luz no meio dos seus livros e uma mão pousada sobre a testa. Aquela era a imagem que lhe ficava sempre ao subir a rampa no escuro do quintal. E ela não sabia, nunca saberia talvez se ele imaginava sequer o quanto ela gostava dele. A enormidade e a nobreza do sentimento que nem ela sabia explicar. Aquela presença que fora única e que alguma vez tinha conhecido.
O que lhe dava alento ainda era aquela luz que ficava até ele finalmente adormecer. Os velhos precisavam de luz, pensou. Precisavam da companhia que a luz lhes dava.
Ao continuar a subir, aquela cara cansada mas tão viva que ali tinha não lhe saía da cabeça. E sorria, sorria sempre ao pensar no tanto que sentia todas as vezes que ficava impávida a olhar para ele sem dizer uma palavra, durante o tempo que fosse. Nessas alturas a alma tornava-se maior e dizia-lhe muito baixinho...

Sometimes I look at you and I just want to break down and cry.

Saturday, September 22, 2007

que dor...........................................................


Agora já é tarde, não tem depois nem antes, nem planos nem bagagens
O mundo só mudou de cor
Durante a tempestade, relâmpagos distantes, revelam a passagem,
Da escuridão para o esplendor
O tempo é tão covarde
E ao mesmo tempo criador
Se o fogo ainda arde, nos corações gigantes, faz parte da paisagem, a labareda do amor
Agora já tarde... O mundo só mudou de cor...
Donna Maria - Agora já é tarde

Wednesday, September 19, 2007

Acho que ninguém vê...


Cada vez mais aqui...

Queres lutar com quem?
Para doer aonde?
Para ser o quê?
Achas que ninguém vê? ´

E para quê fingir?
Porquê mentir e remar na dor?
Achas que ninguém vê?

Também eu queria parar...
chorar
cair... para me levantar,
para te puxar!
Te fazer sorrir...
não voltar a cair!

Não me olhes assim
Continuo a ser quem fui
Cada vez mais aqui...
não dances tão longe...
...que eu já te vi

Também eu queria parar...
chorar
cair... para me levantar,
para te puxar
Te fazer sorrir...
não voltar a cair...


Ou cada vez mais longe?

Friday, August 24, 2007

“The most important thing in life is to learn how to give out love, and to let it come in.”



"Depois de algum tempo aprendes a diferença, a subtil diferença, entre dar a mão e acorrentar uma alma. E aprendes que amar não significa apoiar-se, e que companhia nem sempre significa segurança. E começas a aceitar as tuas derrotas com a cabeça erguida e os olhos adiante, com a graça de um adulto e não com a tristeza de uma criança.

E aprendes a construir todas as tuas estradas no hoje, porque o terreno do amanhã é incerto demais para os planos, e o futuro tem o costume de cair no meio do vão. Depois de um tempo aprendes que o sol queima se ficar exposto muito tempo. E aprendes que não importa o quanto te importas, algumas pessoas simplesmente não se importam... e aceitas que não importa o quão boa seja uma pessoa, ela vai magoar-te e tu tens de perdoá-la por isso!

Aprendes que falar pode aliviar dores emocionais. Descobres que se leva anos para construir confiança e apenas segundos para destrui-la, e que Tu podes fazer coisas num instante, das quais te arrependeras pelo resto da vida. Aprendes que as verdadeiras amizades continuam a crescer mesmo a longas distância. Aprendes que o que importa não é o que tens na vida, mas o que TU és na vida! E que bons amigos são a família que nos permitiram escolher. Aprendes que não tens que mudar de amigos se compreenderes que os amigos mudam, percebes que o teu amigo e TU podem fazer qualquer coisa, ou nada, e terem bons momentos juntos.

Descobres que as pessoas com que mais te importas na vida são tomadas de ti muito depressa, por isso devemos deixar as pessoas que amamos com palavras amorosas, pois pode ser a última vez que a vemos. Aprendes que as circunstâncias e os ambientes tem influência sobre nós próprios.

Começas a aprender que não te deves comparar com os outros, mas com o melhor que tu mesmo podes ser. Descobres que levas muito tempo a tornares-te na pessoa que queres e que o tempo é curto. Aprendes que não importa onde já chegaste, mas onde vais, mas se tu controlas os teus actos ou eles te controlarão, e que ser flexível não significa ser fraco ou não ter personalidade, pois não importa quão delicada e frágil seja uma situação, sempre existem dois lados.

Aprendes que heróis são aqueles que sempre fizeram o que era necessário fazer, enfrentando as consequências. Aprendes que paciência requer muita prática. Descobres que algumas vezes a pessoa que esperas que te calque quando cais é umas das poucas que te ajudam a levantar.
Aprendes que maturidade tem mais a ver com os tipos de experiência que tiveste e que aprendeste com elas do que com quantos aniversários celebraste. Aprendes que nunca se deve dizer a uma criança que sonhos são tolices, poucas coisas são tão humilhantes e seria uma tragédia se ela acreditasse nisso. Aprendes que quando estas com raiva tens o direito de estar, mas isso não te dá o direito de seres cruel!

Descobres que só porque alguém não te ama da maneira que queres que te ame, não significa que essa pessoa não te ame, pois existem pessoas que nos amam, mas não sabem como demonstrar isso. Aprendes que nem sempre é suficiente ser perdoado por alguém... algumas vezes tens de aprender a perdoar-te a ti mesmo! Aprendes com a mesma severidade com que julgas, serás em algum momento condenado. Aprendes que não importa em quantos pedaços o teu coração foi partido, o mundo não pára para que o concertes. Aprendes que o tempo não é algo que possa voltar para trás. Portanto, planta o teu jardim e decora a tua alma, ao invés de esperares que alguém te traga flores.

E aprendes que realmente podes suportar... que realmente és forte! E que podes ir muito mais longe depois de pensares que não podes mais... e que realmente a nossa vida tem valor e que tu tens valor diante da vida!

As nossas duvidas são traidoras e fazem-nos perder o bem que poderíamos conquistar, se não fosse o medo de tentar."


William Shakespeare


Grandes lições para grandes almas, de grandes almas.
Para qualquer um ler e pensar e...
para todos os que se esquecem que não sabem tudo sobre a vida e que se podem perder em qualquer pedra do caminho, como já dizia Heráclito.

Tuesday, August 21, 2007

"That which does not kill us makes us stronger"*




































"¿En qué lugar, en dónde, a qué deshoras
me dirás que te amo? Esto es urgente
porque la eternidad se nos acaba..."

Jaime Sabines






















*F.Nietzsche

Thursday, August 16, 2007

Onde o mar e a terra se encontram...

Decidi ir de férias, finalmente.
Deixo que os sonhos se entrelaçem nas paisagens do caminho :)


Monday, August 13, 2007

Profundamente ----- ...

Não tenho melhor maneira de me expressar.
O piano vem "chorar" expressamente bem.

">

Thursday, August 09, 2007

Heading out the door...

A beleza deste país inebria os sentidos de quem passa

E não... Há coisas que nunca são demais.
Coisas, dessas tamanhas que não se esquecem
daquelas que vêm, ficam, e permanecem.
Outras porém, são precisas sentir para poder lembrar.
A saudade, essa sim também é tamanha,
sendo em sonhos que eu parto
e que saíndo voo, sempre a querer voltar.
Não sei se é cansaço de querer partir...
ou vontade concreta de querer ficar.
Mas sei que viver aqui por vezes cansa
para quem fica...
ao invés de poder voar.


Thursday, August 02, 2007

Desconfio que se disser mar em voz alta, o mar entra pela janela...

todo o santo dia bateram à porta. não abri, não me apetecia ver pessoas, ninguém.
escrevi muito, de tarde e pela noite dentro.
curiosamente, hoje, ouve-se o mar como se estivesse dentro de casa.
o vento deve estar de feição. a ressonância das vagas contra os rochedos sobressalta-me. desconfio que se disser mar em voz alta, o mar entra pela janela.
sou um homem priveligiado, ouço o mar ao entardecer, que mais posso desejar?
e no entanto, não estou alegre nem apaixonado, nem me parece que esteja feliz.
escrevo com um único fim: salvar o dia.

Al Berto

Monday, July 23, 2007

O Silêncio ou as Palavras


"Há momentos na vida em que nos deveríamos calar e deixar que o silêncio falasse ao coração, pois há sentimentos que a linguagem não expressa e há emoções que as palavras não sabem traduzir."


Uma coisa que devia aprender...
Começo a gostar do silêncio. Talvez demais.
No entanto, acho que não mais dele do que das palavras.
Uma mudança talvez. Deixei-as presentes
tornando-as silenciosas.

Sunday, July 22, 2007

"Para o meu coração basta o teu peito, para a tua liberdade as minhas asas, e da minha boca chegará até ao céu, o que estava adormecido na tua alma."

Eventually...
We will end up meeting on one of those hidden corners,
one of those that life has in store for strangers that have once met,
strangers lost in any ohter given day, in the midst of their unrealible path.

Strangers like us, who are ultimately nothing more
than total and perfect strangers
that were never given the chance to meet,
only by the works of fate.

Yes, this is type of strangers that I too
have made us become.
Srangers that have once met
and might still need to meet once more...
just to clear everything that has not been cleared,
to then not cross ever again.

Tuesday, July 03, 2007

As cidades, parecendo todas iguais, e uma talvez à minha espera

Há aquelas que nos viram nascer, aquelas que já tivemos bem perto e guardam bocadinhos do nosso coração.
Muitas vivências, pessoas e também segredos.
Quantidades infindáveis de sorrisos.
As cidades não são como as pessoas, quando as temos ficam para sempre, mesmo que estejamos bem longe.
Aqui deixo algumas das minhas, a que me criou, as duas que já tive mas nunca deixei
e aquelas que sempre me tiveram em sonhos,
e que em segredo me esperam.
Para breve, espero eu.
Porque sem meras poeticisses, já fui e voltei sempre com o coração na mão.
Muitas vezes o deixei, fui e depois voltei
e as cidades sempre ficando com ele, nunca o atirando ao chão.
Assim sendo, sem poeticisses...
Uma pequena glória àquelas cidades que de longe, temos tão perto.
Assim simplemente,
Porque há coisas que se guardam, outras que ficam.
E porque as pessoas nos desiludem, mas cidades não.







Tuesday, June 19, 2007

Saudades sei lá do quê...

O meu mundo não é como o dos outros,

quero demais, exijo demais,

há em mim uma sede do infinito,

uma angústia constante que eu nem mesma compreendo,

pois estou longe de ser uma pessimista; sou antes uma exaltada, com alma intensa, violenta,
atormentada, uma alma que não se sente bem onde está...

que tem saudades... sei lá do quê!

Florbela Espanca




Sunday, June 10, 2007

Leaving so soon???

You must think I'm a fool
So prosaic and awkward and all
D'you think you've got me down?
D'you think I've never been out of this town?

Do I seem too eager to please to you now?
You don't know me at all
I can't turn it on,
turn it off like you now
I'm not like you now

Now you're here
I bet you're wishing you could disappear
I'm trying to be kind
I get the feeling you're just killing time

You look down on me
Don't you look down on me now

You don't know me at all
A slap in the face
In the face for you now
Just might do now

You're leaving so soon...
Never had a chance to bloom
But you were so quick
To change your tune
Don't look back
If I'm a weight around your neck
Cos if you don't need me
I don't need you

Leaving so soon, soon
Leaving, leaving so, soon

You're leaving so soon
Never had a chance to bloom...
But you were so quick
To change your tune

Don't look back
If I'm a weight around your neck
Cos if you don't need me
Then I don't need you

Friday, May 25, 2007

Fazer poesia é confessar-se...


Abraça me...

Sunday, May 20, 2007

And after all..."Nothing succeeds like success!"

Das palavras de um grande vitoriano citado por uma grande professora faço minhas, estas que são bem mais simples, de um agradecimento por uma coisa tão simples e de aparentemente tão pouca importância, mas que no fundo significou a concretização efectiva de todo um ciclo.
Foi bonito...
Foi mesmo muito bonito, todo ele desde o príncipio ao fim. E agora que penso, não só este dia mas também estes quatro anos em que tanta coisa aconteceu e ao longo dos quais me foi dada a oportunidade de aprender tanta coisa, e em que acima de tudo sei que me mantive sempre fiel a mim própria.
Não vejo que seja o fim de uma era,
mas apenas uma expansão de tudo isto que ando
a construir há tanto tempo.
Não penso no que acabou mas sim no tanto que virá a seguir!
E finalmente, obrigado sobretudo aos que estiveram presentes e também aos que gostaria que tivessem estado.
No fundo fazem e fizeram todos parte de certa parte da minha vida.

"Agora viro à esquerda ou viro à direita?
Porque o caminho da frente já não me aceita.
Não é solução perfeita
é a solução circular
não voltes atrás se não começas-te a atrasar ...


...Cada passo que dás
é sempre decisivo
chama-lhe estranho
mas é a maneira que eu vivo..."



"And in the end, it's not the years in your life that count.
It's the life in your years."
A. Lincoln

Tuesday, May 08, 2007

Batem as portas em tons...

Assim, disso já nada me importa
e muito pouco me importuna.
Por isso vê que não vale a pena...
Essas coisas chamadas nada
não servem para coisa nenhuma.
Sei que há que cair e
que me queres apanhar.
Mas não me chames doido a mim...
que não sei quem te vai parar.

Assim batem as portas
sem tons nem suplicios.
E é vê-los cair das vidas nos precipícios
como corpos... do nono andar.

East or West, do or die?

Lembro fotograficamente os teus olhos vidrados,
cheiamente vazios.
Lembro-me, neste momento, mais deles do que de ti.
Que será feito de ti?
Talvez, no formidável algures da vida...
Casaste. Creio que és pai. Deves ser feliz.
Porque não haverias de o ser?

Só por maldade...
Sim seria injusto...
Injusto?

(Era um eclipse pelo mundo e eu
contemplava da janela, sorrindo.)

A vida...
Branco ou tinto é o mesmo: é para vomitar.


(Poema de Fernando Pessoa)
_alterado e adaptado_

Tuesday, April 10, 2007

Tens Lume?

Perdi-te no caminho para casa
Comprei um maço de ciagarros
Sabendo que nunca os fumaria
Talvez quisesse tê-los para os dar

As mulheres não nos pedem doces
Pedem antes bebida ou tabaco
É claro que querem doces, afectos
Mas isso não pedem, oferecemos um
cigarro
Roubamos-lhes cinco minutos de vida
De cinco en cinco minutos tentamos
agarrá-las
Enfiar-lhes um cancro no coração.

Tens lume?
Tenho, tenho...


Diogo Vaz Pinto in http://omelhoramigo.blogspot.com

Friday, March 30, 2007

E entre nós e as palavras, o nosso querer falar...

"Metade dos nossos erros na vida nascem do facto de sentirmos quando devíamos pensar e pensarmos quando devíamos sentir."

Wednesday, March 28, 2007

História de Cão

eu tinha um velho tormento
eu tinha um sorriso triste
eu tinha um pressentimento

tu tinhas os olhos puros
os teus olhos rasos de água
como dois mundos futuros

entre parada e parada
havia um cão de permeio
no meio ficava a estrada

depois tudo se abarcou
fomos iguais um momento
esse momento parou

ainda existe a extensa praia
e a grande casa amarela
aonde a rua desmaia

estão ainda a noite e o ar
da mesma maneira aquela
com que te viam passar

e os carreiros sem fundo
azul e branca janela
onde pusemos o mundo

o cão atesta esta história
sentado no meio da estrada
mas de nós não há memória

dos lados não ficou nada

Mário Cesariny

Tuesday, March 20, 2007

E nós ambos, sem amor, lado a lado

Mais um que diz adeus, mais um que lembra os seus...

Não é Deus
Nem ilusão
É pão p’ra multidão

Em frente sem sol nascente...

Sem direcção
Na mão.

Monday, February 26, 2007

"But love left a window in the skies"

Deixei uma mão quente e outra fria
nas pedras do outro lado do rio,
rio esse que lava as pedras que tinha
para atirar nas minhas mãos,
e as ondas agitadas dos barcos que
atiram espuma suja contra as rochas.

No céu funde-se o azul dos teus olhos
que desaprece no horizonte com a imagem cega do Rei.
Desaparece...
e desaparece...

As ondas retraem-se enquanto os barcos zarpam
enquanto o sol se põe e
os comboios passam.

Levo comigo uma mão quente e outra fria.
Uma do teu toque, outra da agonia...
E os teus olhos desaparecem...
porque eu levo uma mão sempre quente,
e a outra
trago sempre fria.

Tuesday, February 20, 2007

Caravelas

Cheguei a meio da vida já cansada
De tanto caminhar! Já me perdi!
Dum estranho país que nunca vi
Sou neste mundo imenso a exilada.

Tanto tenho aprendido e não sei nada.
E as torres de marfim que construí
Em trágica loucura as destruí
Por minhas próprias mãos de malfadada!

Se eu sempre fui assim este Mar morto:
Mar sem marés, sem vagas e sem porto
Onde velas de sonhos se rasgaram!

Caravelas doiradas a bailar...
Ai quem me dera as que eu deitei ao Mar!
As que eu lancei à vida, e não voltaram!...


Florbela Espanca, Livro de Soror Saudade

Saturday, February 03, 2007

"Pães"

Se deixasse passar a época das frequências com a desculpa de não ter um minuto sequer para escrever aqui o que quer que seja, poderiam ser quase dois meses até voltar a aparecer finalmente alguma coisa. Não é que muitos leiam mas a verdade é que isso não me importa pão, quem lê, lê porque quer e gosta e a verdade é que apesar de eu não perceber pão do que se tem estado a passar ultimamente, não tenho tido a minima vontade de escrever e menos ainda de publicar. Admito que me passaram pela cabeça umas mil ideias para posts novos mas como é de verificar não escrevi nenhuma.
Acho que efectivamente acabavam por não fazer qualquer sentido, senão estariam de certeza aqui escritas em vez de ter pensado duas vezes e as ter mandado para de onde elas tinham vindo.
Simplesmente sem sentido, ou seria talvez porque não tenho mesmo pão para dizer?
Felizmente há coisas que acabam sempre por correr bem e o cérebro é o mais feliz de todas essas coisas já que se tem estado a alimentar decentemente, a verdade é mesmo que diarreia mental não faz bem a ninguém, e eu fartei-me um bocadinho "assim" dela.
Imagino que não estejam a perceber pão deste post e que se estejam mesmo a perguntar se estarei meia doida ou até a razão desta repetição doentia da palavra pão.
Ora bem, eu também não sei, porque como já referi acima, não percebo pão de "tudo isto".
No entanto acho que uma vez ouvi dizer qualquer coisa como "pão é alento" e talvez seja esse chamado alento coisa que eu não tenho, ou coisa que me tem estado a faltar.
Nada grave claro, mas de certo modo confuso, talvez tenha outro nome mas foi este que encontrei agora para lhe dar e não pensei que viesse a perceber que me faltava.
Por agora pode pasar a chamar-se melhores dias de realização concreta virão. Ou apetite, foi isto agora que pura e simplesmente me apeteceu escrever. Mesmo que não tenha grande sentido.

Melhores poesias, melhores rimas e pensamentos que não tenho tido alento nem disposição para publicar virão.
Porque no fundo o alento vem assim como vem o pão.
Enquanto um verso vai e volta, um sentimento passa e um momento segue, passam e voltam as vontades para se perceberem o que são.