Monday, February 26, 2007

"But love left a window in the skies"

Deixei uma mão quente e outra fria
nas pedras do outro lado do rio,
rio esse que lava as pedras que tinha
para atirar nas minhas mãos,
e as ondas agitadas dos barcos que
atiram espuma suja contra as rochas.

No céu funde-se o azul dos teus olhos
que desaprece no horizonte com a imagem cega do Rei.
Desaparece...
e desaparece...

As ondas retraem-se enquanto os barcos zarpam
enquanto o sol se põe e
os comboios passam.

Levo comigo uma mão quente e outra fria.
Uma do teu toque, outra da agonia...
E os teus olhos desaparecem...
porque eu levo uma mão sempre quente,
e a outra
trago sempre fria.

1 comment:

Anonymous said...

Bem,como eu adoro este poema...é sem duvida o meu preferido de todos os que estão aqui (sim,porque os outros devem estar religiosamente guardados ;)),não sei explicar a razão pelo qual gosto mais deste poema...não vou dizer que é o mais "bonito",porque nem sempre podemos afirmar que o mais belo é aquele que cativa mais...as vezes a simplicade das coisas simples encantam-nos mais que a grandiosidade das coisas belas...o poema tocou-me...e ponto final =) beijos