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Sunday, May 20, 2007

And after all..."Nothing succeeds like success!"

Das palavras de um grande vitoriano citado por uma grande professora faço minhas, estas que são bem mais simples, de um agradecimento por uma coisa tão simples e de aparentemente tão pouca importância, mas que no fundo significou a concretização efectiva de todo um ciclo.
Foi bonito...
Foi mesmo muito bonito, todo ele desde o príncipio ao fim. E agora que penso, não só este dia mas também estes quatro anos em que tanta coisa aconteceu e ao longo dos quais me foi dada a oportunidade de aprender tanta coisa, e em que acima de tudo sei que me mantive sempre fiel a mim própria.
Não vejo que seja o fim de uma era,
mas apenas uma expansão de tudo isto que ando
a construir há tanto tempo.
Não penso no que acabou mas sim no tanto que virá a seguir!
E finalmente, obrigado sobretudo aos que estiveram presentes e também aos que gostaria que tivessem estado.
No fundo fazem e fizeram todos parte de certa parte da minha vida.

"Agora viro à esquerda ou viro à direita?
Porque o caminho da frente já não me aceita.
Não é solução perfeita
é a solução circular
não voltes atrás se não começas-te a atrasar ...


...Cada passo que dás
é sempre decisivo
chama-lhe estranho
mas é a maneira que eu vivo..."



"And in the end, it's not the years in your life that count.
It's the life in your years."
A. Lincoln

Saturday, February 03, 2007

"Pães"

Se deixasse passar a época das frequências com a desculpa de não ter um minuto sequer para escrever aqui o que quer que seja, poderiam ser quase dois meses até voltar a aparecer finalmente alguma coisa. Não é que muitos leiam mas a verdade é que isso não me importa pão, quem lê, lê porque quer e gosta e a verdade é que apesar de eu não perceber pão do que se tem estado a passar ultimamente, não tenho tido a minima vontade de escrever e menos ainda de publicar. Admito que me passaram pela cabeça umas mil ideias para posts novos mas como é de verificar não escrevi nenhuma.
Acho que efectivamente acabavam por não fazer qualquer sentido, senão estariam de certeza aqui escritas em vez de ter pensado duas vezes e as ter mandado para de onde elas tinham vindo.
Simplesmente sem sentido, ou seria talvez porque não tenho mesmo pão para dizer?
Felizmente há coisas que acabam sempre por correr bem e o cérebro é o mais feliz de todas essas coisas já que se tem estado a alimentar decentemente, a verdade é mesmo que diarreia mental não faz bem a ninguém, e eu fartei-me um bocadinho "assim" dela.
Imagino que não estejam a perceber pão deste post e que se estejam mesmo a perguntar se estarei meia doida ou até a razão desta repetição doentia da palavra pão.
Ora bem, eu também não sei, porque como já referi acima, não percebo pão de "tudo isto".
No entanto acho que uma vez ouvi dizer qualquer coisa como "pão é alento" e talvez seja esse chamado alento coisa que eu não tenho, ou coisa que me tem estado a faltar.
Nada grave claro, mas de certo modo confuso, talvez tenha outro nome mas foi este que encontrei agora para lhe dar e não pensei que viesse a perceber que me faltava.
Por agora pode pasar a chamar-se melhores dias de realização concreta virão. Ou apetite, foi isto agora que pura e simplesmente me apeteceu escrever. Mesmo que não tenha grande sentido.

Melhores poesias, melhores rimas e pensamentos que não tenho tido alento nem disposição para publicar virão.
Porque no fundo o alento vem assim como vem o pão.
Enquanto um verso vai e volta, um sentimento passa e um momento segue, passam e voltam as vontades para se perceberem o que são.

Sunday, May 21, 2006

Azul memória de Sal

"Grande é a poesia, a bondade e as danças...
Mas o melhor do mundo são as crianças..." F.P.
















E o melhor do mundo são mesmo as crianças.
Basta o olhar de uma delas com aqueles olhos enormes cheios de alma ainda pura que dizem tudo quando parecem dizer apenas nada, para uma alma se lavar da descrença.
Neles onde a inocência é eterna e só o amor cego tem lugar.

Para o Daniel:
O meu olhinhos de sal, sem me dar nada deu-me paz e mostrou-me a inocência.
Tanto... e sem pedir nada. Ainda me custa a creditar como nunca choraste, como nunca estiveste irrequieto e não desviavas os olhos de mim quando me afastava.
Mas ainda mais do que isso nunca me vou esquecer de como simplesmente adormeceste no meu colo.

Alma lavada.

Friday, May 12, 2006

Trova do vento que passa

Nas mais impensáveis ruas podem estar as mais variadas encruzilhadas, casualidades ou fados, destinos ou lembranças. E com tantas mudanças e desmudanças, talvez precisemos mesmo de nos perder para nos tornarmos a encontrar.

"Disse-te adeus e morri, E o cais vazio de ti
Aceitou novas marés.
Gritos de búzios perdidos, O varão dos meus sentidos,
A gaivota que tu és...

Preso no ventre do mar, O meu triste respirar
Sofre a invenção das horas. Pois, na ausência que deixaste,
Meu amor, como ficaste? Meu amor, como demora!"


Perder-me para me encontrar.
Para o que me havia de dar... querer agora ouvir e sentir cantar o Fado.
Venha a marcha e o corrido e o tiro-liro-ló, mais o tiro-liro-liro que este Fado é só dó.

"Que me saiba então perder... pra me encontrar."