Friday, May 12, 2006

Trova do vento que passa

Nas mais impensáveis ruas podem estar as mais variadas encruzilhadas, casualidades ou fados, destinos ou lembranças. E com tantas mudanças e desmudanças, talvez precisemos mesmo de nos perder para nos tornarmos a encontrar.

"Disse-te adeus e morri, E o cais vazio de ti
Aceitou novas marés.
Gritos de búzios perdidos, O varão dos meus sentidos,
A gaivota que tu és...

Preso no ventre do mar, O meu triste respirar
Sofre a invenção das horas. Pois, na ausência que deixaste,
Meu amor, como ficaste? Meu amor, como demora!"


Perder-me para me encontrar.
Para o que me havia de dar... querer agora ouvir e sentir cantar o Fado.
Venha a marcha e o corrido e o tiro-liro-ló, mais o tiro-liro-liro que este Fado é só dó.

"Que me saiba então perder... pra me encontrar."

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