Sunday, September 28, 2008

Tenho todo o tempo do Mundo...


Podes vir a qualquer hora
Cá estarei para te ouvir
O que tenho para fazer
Posso fazer a seguir...

Tenho todo o tempo do mundo.

Monday, September 22, 2008

Encontro com o Fado...



















"Pega-se em metade do oceano
E juntam-se-lhe terras desconhecidas
Deixa-se marinar alguns anos
E tapa-se com um manto de neblina
Lavam-se as saudades em lágrimas
E põe-se a glória em banho maria
Para voltar a usar um dia
À parte coloca-se o Fado bem apurado
O futebol bem jogado
E um ou outro pregão
Das entranhas gritado.
Desfaz-se a língua em poemas, odes e cantigas
Ou então canta-se à desgarrada, rima improvisada

Numa grande forma de barro escalda-se o Algarve e o Alentejo
Salgam-se as Beiras
E desfaz-se em àgua o Douro e o Ribatejo
Para terminar abanam-se as oliveiras
Com sabedoria ancestral
Rega-se tudo com um fio dourado
E serve-se assim Portugal
Como prato principal..."



















Senti saudades de dizer, que te Amo Portugal...
E porque penso que aquilo que se sente deve dizer-se, hoje simplesmente senti que to devia dizer, Portugal.
Sei que não to digo tanto porque ás vezes sinto que tanto te amo como te odeio. E apesar de por vezes me esquecer, sei que tu o sabes e que te agradeço por todas as vezes que te deixo, por ao voltar conseguir amar-te ainda mais.
O que te amo e me amo devolve-me todos estes encontros, contigo no meio de todos e no meio de ninguém. Com o fado e com a vida. Com todos os lugares que levo dentro, com todas as pessoas que me deste a conhecer, todo o léxico que me ensinaste, as canções que me cantaste, e a comida que me cozinhaste.
Foi na cidade que me criaste, mas foi na serra e nas praias que te conheci e sei que é entre as nascentes do norte e nos caminhos, sobre as pedras cobertas de musgo, nas vielas das sete colinas, no mar, no fado e nos pratos que deixas sobre a mesa, que te escondes Portugal.
Hás de realizar tantos sonhos comigo... Hás de ver todas as coisas que me prometi porque se já cumpri tantas, todas as outras que já te contei em segredo não ficarão seguramente por cumprir. Amo-te porque me amo mais a mim. Porque não me deixas ir embora mesmo que queira e se levo em mim já tanto do mundo e tanta vontade, tu trazes-me sempre de volta e mostras-me ainda mais de mim do que consigo imaginar.
Amo-te e outra vez mais digo que te e que me amo, e confesso ainda que te odeio por ás vezes saber que te quero tanto.
Porque mesmo sabendo que não te hei de amar sempre sozinha, ás vezes este meu coração enche-se de amor por ti e por tudo o que me deste e que me trazes.
Se se enche de tanto e consegue ainda amar-te outro tanto, um dia não há de amar-te sozinho.
Como te prometi, em prato principal.
Amo-te tanto.

Amo-te... Portugal.

Saturday, September 13, 2008

Speeding cars... Speeding everything...


"I am feeling the need to do some drinking. Actually, I'm feeling the need to do some crying, but my tear ducts seem to be too proud, so I am going to do some drinking instead..."



Acho que é demais... Para uma pessoa só.

Sunday, September 07, 2008

...Qué nos pasó...??

"¿A donde fue el amor?
Que desapareció...

¿Qué nos pasó?
Que ya olvidamos los abrazos,
que no confiamos en la gente,
que la inocencia es la palabra más ausente

Dime qué nos pasó
Cuando juraste amor eterno,
cuando vinieron dias buenos.
Pero en la obscuridad dijiste adiós..."

Saturday, September 06, 2008

Acho que te estamos a perder...

Olho para ti e percebo o que queres. Porque gemes e porque ás vezes também gritas e choras. De raiva, e tristeza. Do tempo que sabes que já te escasseia.

Por vezes quase não te consigo reconhecer dos dias em que ainda era menina, mas quando te olho mesmo do fundo, sem que estejas a ver que te observo sei que és tal e qual a pessoa que sempre foste, embora te vejas agora tão diferente.

Acho que não é ser egoísta mas ás vezes só desejo que te vás aguentando mais um bocadinho.

Porque tenho medo.
E mais medo ainda que por te perder a ti, perca os dois quase de uma vez...

Nem sei... só sei que me custa nunca saber o que fazer, o que dizer e por vezes nem saber o que sentir..

Mas hoje soube ao ouvir-te e ao olhar para ti... E foi aí que percebi e senti finalmente, que aos pouquinhos te estamos mesmo a perder.

Thursday, September 04, 2008

Simples

















Está tudo à distância do esticar de uma mão.
So há que a esticar e viver.