Sunday, February 13, 2011

Because none of it was ever worth the risk

I've always lived like this

Keeping a comfortable distance
And up until now I swored to myself
That I'm content with loneliness,
Because none of it was ever worth the risk...

...tu também (não) foste.

E tendo alguma importância sem o ter... amanhã gostava tanto de dizer isso mesmo.
Mas acho que não vou conseguir, há qualquer coisa chata e dolorosa na maneira como partiste.


Tuesday, February 08, 2011

Do outro lado

Tenho-me vindo a perguntar ultimamente quem ou o que estará do outro lado.
Disto daquilo e de tudo... porque sabes... há dias em que o telefone toca aqui no trabalho e quando atendo, oiço-te a ti.
Quem liga é um técnico da Lusa para informar do envio de uma peça, mas eu não o oiço a ele, oiço-te a ti.
Na primeira vez que ligou quase tive um ataque cardíaco. Acho que nem fui capaz de dizer nada até perceber completamente que quem ligava era efectivamente a agência Lusa e não tu.
Acho que balbucei um sim, obrigada... no meio da minha mudez e desliguei. Durante mais de meia-hora fiquei naquele estado semi letárgico, a pensar porque é que seria que até no universo profissional teria de haver alguém ou alguma coisa que me trouxesse uma lembrança tua.
Pensei que não era justo que até um técnico da Lusa tivesse uma voz igual à tua, porque na verdade eu não me quero lembrar que nos conhecemos, nem quero ser obrigada a falar profissionalmente com uma pessoa que tem uma voz igual à tua.

Agora é mais fácil.
Ligas de vez em quando. Quer dizer, não és tu, é ele, mas às vezes ainda me parece que és tu.
Como disse, agora já é mais fácil, já consigo falar quando ele liga, e apesar de não saber como se chama, tem uma voz doce como a tua, mas não és tu.
E é bom que não sejas, ou é mau... já nem sei.
Sei que uma das coisas que mais gostava em ti era a tua voz, à parte de todas as outras coisas, ou não me tivesse eu apaixonado perdidamente por ti.
Mas agora não há voz, não há toque nem há cheiro.
Há um semi-frio a ferver de uma outra voz do outro lado da linha, um cheiro agridoce do perfume que outro homem emana e momentos ensudecedores que me moem durante os sonhos e me fazem acordar de manhã a pensar em ti.

Cruel demais, não achas?
Injusto demais.
Estou cansada de ti, de tudo e de me lembrar de ti. De ouvir a tua voz noutras vozes, de cheirar o teu perfume noutros homens e especialmente de te sentir presente nos meus sonhos e nas horas do meu dia.
Queria dizer-te que estou farta de ti mas não consigo porque tudo em mim às vezes parece seres tu.
E cansa. Cansa lutar contra ti, porque lutar contra ti é lutar contra mim.

Gostava de te dizer que parasses de me ligar mas efectivamente sei que já deixaste de o fazer há muito tempo.
Agora quem me liga não és tu, nem é a ti que eu cheiro, nem que vejo ou quem acorda ao meu lado.
Acho que tenho que me habituar a isso, só não sei como se faz, especialmente quando parece que quando estou quase a esquecer-te, acabo por acordar de um sonho a meio da noite a pensar em ti e no dia seguinte o telefone toca, e oiço a tua voz do outro lado da linha.

11 EXPRESSÕES USADAS PELAS MULHERES

(e os seus verdadeiros significados)

"Chega": Esta é a palavra que as mulheres usam para encerrar uma discussão quando elas estão certas e tu tens que te calar.


"5 minutos": Se ela está a arranjar-se significa meia-hora. "5 minutos" só são cinco minutos se esse for o prazo que ela te deu para veres futebol antes de ajudares nas tarefas domésticas.

"Nada": Esta é a calmaria antes da tempestade. Significa que ALGO está a acontecer e que deves ficar atento. Discussões que começam em "Nada" normalmente terminam em "Chega".


"Tu é que sabes": É um desafio, não uma permissão. Ela está a desafiar-te, e nesta altura tens que saber o que ela quer... e não digas que não sabes!


Suspiro (ALTO): Não é realmente uma palavra, é uma declaração não-verbal que frequentemente confunde os homens. Um suspiro alto significa que ela pensa que és um idiota e que só está a perder tempo a discutir contigo sobre "Nada".


"Tudo bem... !!!": Uma das mais perigosas expressões ditas por uma mulher. "Tudo bem... !!!" significa que ela quer pensar muito bem antes de decidir como e quando vais pagar na mesma moeda pelo que fizeste.



"Obrigada": Uma mulher está a agradecer, não questiones, nem desmaies. Apenas diz "de nada". A menos que ela diga "MUITO obrigada" - isso é PURO SARCASMO e ela não está a agradecer por coisa nenhuma. Nesse caso, NÃO digas "de nada". Isso apenas provocará o "Esquece".



"Esquece": É uma mulher a dizer "Vai-te F*DER !!!"



"Deixa estar, EU resolvo": Outra expressão perigosa, significando que uma mulher disse várias vezes a um homem para fazer algo, mas agora está ela a fazer. Isto normalmente resulta no homem a perguntar "mas afinal o que é que queres?". Para a resposta da mulher, consultar o ponto 3.

"Sabes, estive a pensar...": Esta expressão até parece inofensiva, mas usualmente precede os Quatro Cavaleiros do Apocalipse.


"Precisamos ter uma conversa!": F***-se...! estás a 30 segundos de levar com um belo par de patins.


ahahahahahahaha.
LINDO! Beware.
Deviam fazer um de homens!

Tuesday, February 01, 2011

ainda, e sempre.

"A maior cobardia de um homem é despertar o amor de uma mulher sem ter intenção de amá-la."

Friday, January 21, 2011

Outside versus Inside...

It always comes back to you.

Not to me.
You.
Because wherever I go, I aways bump into you, no matter where I am.
Like today. Like the first day and all other days since I met you.
And honest to god, I can't handle it anymore.

Because it always comes back to you.
And it's not ok. I am not ok.
I am dead tired of looking ok, not being ok, when I know that I only try to convince everyone that I am.

Monday, January 10, 2011

No, don't wake me up...

Todas as vezes que a vejo sinto um aperto no coração.
Um daqueles apertos como se quisesse parar de bater, por ter que sorrir, servir, ser prestável e simpática para esta mulher que é... Que é... É.
Acho que ás vezes ainda sonho contigo, ainda sonho com uma pessoa como tu, por isso ela me aperta tanto o coração, simbolizando o que é e o que sonho ser materializado numa pessoa que admiro tanto e a quem sinto que tirei um bocado que ainda caminha comigo.
Mas neste tipo de sonhos é preciso acordar, porque não posso continuar a sonhar contigo.
Um destes dias hei de sonhar com alguém como tu mas um alguém que seja efectivamente para mim.
Desse sonho não vou querer acordar e não vou querer mais andar com este meu coração tão apertado, porque mereço deixar o que não era meu, e ter um alguém que ame como te amei a ti, só para mim.
Infelizmente sinto que ainda estou a acordar aos poucos, depois de tudo...
já era altura de parar de andar a sonhar acordada.


Sunday, January 02, 2011

Just say yes

Começou, (estranhamente) bem o ano.
Amigos, boas companhias, festa, danças, cumplicidades.
São estranhas as pessoas que aparecem e as conversas que se têm.
Ainda mais estranhos os favores que se fazem e estranhas as mentiras que dizemos a nós próprios.
Estranho o que se sente quando não se devia sentir.
Estranho como se consegue evitar.
Feliz 2011!


Sunday, December 19, 2010

Hoje posso tudo

Diz que...

"A coragem é a escada por onde sobem as outras virtudes."

Hoje subi, corri, voei tantos degraus dessa escada que podia neste mesmo momento rebentar de tanta felicidade.
Porque é mesmo a coragem, a entranha, os tomates... o que quiserem.
É o ser ou não ser só com a certeza de que se é, só para não ser morno ou apático ou indiferente.
É a dificuldade do que não é difícil porque se salta e se supera e se vai atrás do que se quer e do que se acredita que pode ser.
É o ter a certeza que se tem uma identidade e não se é cínico para com as vicissitudes que a vida nos traz.
É ter-se ojectivos e lutar por eles.
É cair e levantar-se quando a olhar pra cima todos parecem negar-nos a mão que ajuda a levantar.

Hoje posso tudo, quando cheguei a pensar que não podia nada.
Coragem, tomatinho... a que lhe seguem muitas e boas virtudes.
Posso... quero... só não mando porque não sou de mandar.
Mas quem sabe um dia também seja dia de ser a minha hora de mandar.
É só arriscar. Alguém acredita? Todos os dias!

O-B-R-I-G-A-D-A, sempre. 
Bem-haja... no coração.

Sunday, December 12, 2010

Beauty Fades...

Hoje parei 5minutos do meu zapping no Câmara Clara da RTP2.
Fala-se de fotografia. Ouve-se a Paula Moura Pinheiro, e um convidado, António Barreto segundo parece.
O zapping segue... porque mais que 5minutos seria milagre, pensei, enquanto me pergunto a mim própria, porque é que deixei de ver programas destes. Porque é que deixei de ler livros desde que saí da faculdade e de fazer tantas outras coisas que agora nem me passam pela cabeça.
Volto à RTP2 para tentar contrariar este bloqueio, mas hoje o tema não me é especialmente interessante porque me parece não conhecer o convidado, apesar de este me ser vagamente familiar, mas apesar de tudo porque sei que tenho muitas outras coisas na cabeça, aliás como sempre nestes últimos tempos.
Mas é daí que a minha atenção se prende na Paula Moura Pinheiro. Na sua voz, na sua postura, na sua cultura e dicção irrepreensível... E agora, tantos anos depois, das suas covas no rosto, as suas rugas e a sua expressão vagamente cansada. Não querendo debruçar-me mais sobre o óbvio exterior relativamente a esta mulher furacão que admirei uma infância e adolescência inteira, entristeceu-me.
Não querendo incorrer na vaidade porque não é disso que se trata... efectivamente entristeceu-me.
Lembro-me de ficar acordada e de me levantar às escondidas e ir espreitar os seus programas quando ainda estava na SIC, a altas horas da noite. E de ouvir, na altura sem realmente ouvir o que ela dizia, ficando pura e simplesmente hipnotizada com a distinção com que aquela mulher primava a tantos níveis.
Os sinais do tempo mostram-me que hoje está muito diferente, mas um diferente em que a voz cativante não muda, e a sapiência se mantém, bem como o profissionalismo com um misto de doçura e idealismo na sua presença quente e confiante que sempre emanou da televisão.
Continua a cativar-me mas, ao olhar, custa-me tristemente porém um pouco a reconhecer.
As it fades. É esse desvanecimento que dói.
Mas a Paula está lá e mesmo quando não estiver continuará a ser a mulher que sempre admirei todos estes anos.
No entretanto, continuarei a recordá-la como uma das mais belas.
Mais completas.
Mais tudo. Pelo marco que nunca deixará de ser.
E continuarei a recodá-la assim...
As what fades is not what is shown on the inside, as only what is on the outside.


Wednesday, December 01, 2010

The Sound and the Fury

"Caddy got the box and set it on the floor and opened it. It was full of stars.
When I was still, they were still. When I moved, they glinted and sparkled. I hushed." 

*William Faulkner

And then, there were no stars... just sound. And fury.
And Caddy laid down on the floor and finally let the sound and the fury take its place.
Whichever place it was, or whichever place it was supposed to be.
Just sound and fury... while Caddy kept laying on the floor.



Monday, November 15, 2010

Welcome to the diamond life

"She...
Sits alone in a smoke filled cafe, watching the world go by.
She's all of 18, but she's got looks that tell the truth when she lies.
She says she's all your dreams are made of, and everything you'll never understand.
And since you're lost you can step inside and stay a while.

She...
Sits alone in a smoke filled cafe, watching her past lovers cry.
She's all as make believe, and as real as the September sky.
She says I come in the name of love! And everyhitng you'll never understand.

And as she walks alone in the cold *NewYork* morning she thinks out loud and says:
- Welcome to the diamond life."

Wednesday, October 27, 2010

Ilhas desertas

Deitei hoje o que restava de ti no caixote do lixo juntamente com restos de pedaços de peixe podre, papéis, e cascas velhas de melancia.
No que fomos sempre como ilhas desertas de onde passava um barco para as ligar de tempos a tempos.
Agora já não passam barcos, nem boia lixo.
Escoou tudo para onde vão efectivamente os detritos.
E tu foste com eles, hoje finalmente, para onde vai o lixo e os esgotos quem sabe...
De onde nunca deverias ter saído.

Sunday, October 24, 2010

Mais que óbvio, obviamente.

"Um dia, vais perceber que eu não sou aquilo que tu mereces.
Pois tu não mereces assim tanto."

Me gustó

"- se me hace que eres como la combinacion de los buenos vinos y los mejores perfumes, los vinos se ponen mejor con el tiempo y los perfumes mas finos vienen en envases pequeños..."


" - se me hace que siempre dices las cosas mas preciosas en los momentos más perfectos.
Gracias. Creo que era necesário que escuchara algo por el estilo hoy."

Saturday, October 23, 2010

Entre as várias frases do dia

"mais um cromo. cola na caderneta e vira a página."

E os repetidos? ...

Wednesday, October 13, 2010

Há coisas que na vida não são para ter explicação.

As pessoas não se querem. Usam-se.

E vão caindo assim desamparadas nos braços umas das outras não porque querem mas porque precisam. Do toque, do cheiro, do abraço e da presença.
Pouco ligam aos nomes, às advertências, aos meandros e às realidades do passado e presente de cada um.
Pessoas.
Histórias.
Pessoas sem histórias e histórias de pessoas...
E ela tinha uma história para escrever há mais de cinco anos.

Tuesday, October 05, 2010

O descompromisso e outras coisas de relógios

No limiar de se passarem dois anos, um dos quais não escrevi aqui nem lado nenhum absolutamente nada, a pedido de várias vozes decidi voltar a publicar. E melhor ainda decidi voltar a escrever.
Por enquanto hoje fica só aqui um texto que li num outro blog, há cerca do mesmo tempo que não escrevo aqui e que vem assentar no regresso que nem uma luva.
Portanto aqui fica, uma coisa que para grande tristeza minha tenho visto generalizar-se em vários sectores desta vida...


O descompromisso.

"Ser comprometido é contar com alguém sempre. Incondicionalmente. È uma certeza absoluta. É um aconteça o que acontecer estarei lá contigo. Nada nem ninguém no mundo pode impedir isso.
Ser comprometido é passar tempo juntos. Muito tempo, muito juntos. É olhar dentro da alma um do outro e gostar cada vez mais de tudo o que se descobre. Ser comprometido é descodificar o outro numa cumplicidade sublime.
Ser comprometido é rir juntos. Partilhar. É uma telepatia. É uma sintonia que parece indestrutível. È ler, viajar, passear na praia, recordar, prometer, planear, sobretudo planear. È acreditar que por mais contratempos que a vida ofereça, juntos somos inquebráveis.
Nada descreve tão bem o compromisso como os votos nupciais (Deus sabe bem o que faz :) )
Eu X recebo-te a ti N e prometo ser-te fiel, amar-te e respeitar-te, na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, todos os dias da nossa vida.
Isto é um compromisso! Pode não vir acontecer como planeado. Pode falhar! Mil coisas podem atravessar-se no caminho desta empresa a que duas pessoas que se amam se propoem: O compromisso!
Os compromissos não são para toda a vida. Não são para sempre. Não são até que a morte nos separe. Podem ser. Tem de se acreditar que são. E é nesta ínfima parte de que pode ser para sempre que quem ama investe. Acredita. Senão não vale a pena. Senão é só um affairzito sem importância que o tempo um dia varrerá da nossa memória.
Os compromissos são um símbolo de vontade. Um símbolo de trabalho, de empenho. Uma aposta num amor imenso que se sente. São um investimento de tempo, de carinho em alguem que é o mundo para nós. Acima de tudo um compromisso é dividir o nosso coração e oferecer metade ao outro para cuidar.
Num compromisso apostamos tudo no outro. Investimos os nossos amigos e esperamos que eles se adorem mutuamente. Entregamos tardes de conversas duras sobre a vida, que é tão assustadora quando sós.
Mas também dividimos horas, dias meses de deliciosas gargalhadas, de descobertas mutuas e cumplicidade.
O comprometido por natureza, aposta no futuro sem medo, sem temor que ele seja curto. Acredita profundamente na palavra para sempre. O comprometido consegue olhar o seu amor sem medo do mundo. Sem medo de condicionantes ou obstáculos.
O compromisso é dar o nosso melhor ao nosso número um. Porque quando se é comprometido temos uma prioridade na nossa vida: Nós! Eu e tu!
Ser comprometido é assumir que somos dois a trabalhar para o mesmo fim.
Não existe eu, não existes tu, existimos nós. O compromisso precisa de coragem. De dois seres corajosos dispostos a batalhar, a travar guerras e a lamber as feridas.
O compromisso não tem idade. Não tem maturidade. Basta existir amor. Está escrito em todos os livros e impresso em todos os filmes. Quando amamos comprometemo-nos. Quando não amamos vamos levando!
Como tudo na vida o Compromisso tem um negativo: O descompromisso è o inimigo do coração; do amor!
O Descompromisso por oposição ao Compromisso é pobre é vazio. É solitário e angustiante. Para ambas as partes.
O descomprometido não promete. Não combina. Não se mete em obrigações para não ter que seguir plano nenhum, a não ser o seu. Aliás, não faz planos para não criar expectativas. E qualquer plano que um descomprometido faça pode mudar a qualquer hora e/ou em qualquer altura. No seu coração livre o descomprometido só tem uma prioridade: Ele!
O Descompromisso pode ter varias causas. Traumas. Medos. Ou simplesmente incapacidade de dar! De estar ou ser.
Num Descompromisso o descomprometido é livre. Tem 360º de opções, basta a sua vontade. O seu desejo.
O comprometido espera. Ajusta-se. Molda-se.Tenta criar espaço na sua vida para o descomprometido. Porque ele tem sempre tanto que fazer! Por norma um descomprometido está sempre cheio de coisas que fazer!?!
Quando um comprometido se junta com um descomprometido é como fechar um Japonês e um Zulu numa sala e dar-lhes um dicionário de português/alemão na esperança que se entendam.
O descomprometido não vê futuro na relação. Muitas vezes nem reconhece a relação, vai levando.
O comprometido, esse, vive cheio de sonhos. Ilusões próprias de quem ama. Próprias de quem acredita que o amor muda tudo e quem sabe o dele salve os dois.
Meus amigos, isto tudo para dizer o quê? Anda muita boa gente por ai comprometida com gente descomprometida. Anda muita gente á espera do que não vem. Anda muita gente cada vez mais só. Anda muita gente comprometida a criar espaço para alguem que não o vai ocupar nunca com o seu descompromisso.
Para o descomprometido tudo é mais importante e prioritário que a sua relação desde do ginásio ao sono. Para o descomprometido é impossivel falhar a quem quer que seja. Só pode dizer que “não” ou “logo se vê” ao comprometido, afinal, ele até é compreensivo!
O “combinamos depois” é normalmente a frase preferida do descomprometido que sangra o coração ao comprometido com este desapego.
Por norma o comprometido é forte. Acredita que um dia… Acredita no poder do amor e fica á espera. Aguardar a sua vez. Um dia ele será a prioridade!
É enquanto dura a esperança do comprometido que a relação dura. Quando a esperança deste acaba. Acabam-se as esperas. Acaba-se a compreensão. Acaba-se a relação (que era unilateral por norma). Mas sobretudo acaba-se o respeito por aquilo que não passava de falta de respeito pelos seus sentimentos.
O descompromisso é uma solidão opcional em que se procura conforto quando se precisa. Tipo gato: “faz-me festas, agora, porque preciso! Chega até logo!”
Já o comprometido vive numa solidão (emocional) constante em que raramente se tem conforto, porque o outro não vem. Não pode. Ou tem outras coisas que fazer!
Ao contrário do descomprometido que é livre como um gato. O comprometido é como um Golden, precisa e gosta de carinho e amor incondicional a tempo inteiro. Nem merece menos do que dá.
Caros comprometidos ganhem coragem e digam basta! Sós ou a dois, mas façam planos. Comprometam-se nem que seja com vocês mesmos. Todos nós merecemos planos, futuro, apostas e sobretudo amor full-time! Alguem disposto a dar tudo por nós.
Afinal viver com um descomprometido é viver á espera. E viver à espera é coisa de relógio."



Autoria de: Jota @ www.sapatosdeblog.blog.com

Sunday, October 03, 2010

One. Too many things to say.

Queria dizer, mas não posso.
Maybe some One other time.


Sunday, October 18, 2009

E depois?

O amor... os sentimentos, são incêndios descontrolados com que as pessoas gostam de brincar, reduzidos á dimensão de fósforos... *
E depois? ... Depois apagam-se.
Ponto final.
Parágrafo.

http://www.mranger.blogs.sapo.pt/

Saturday, October 03, 2009

Havia mais quem mos desse... E já sonhei demasiado tempo contigo.

Fui a Fátima deixar umas velas, pedir uma coisa e falar Contigo.
Não preciso de lá ir, porque falo Contigo onde quer que esteja, sob que forma estejas, quando acho que tenho e preciso de falar.
Mas fui lá deixar umas velas, tinha prometido.
Surpreendentemente, quando o faço acabo sempre por pedir por alguém especial, por alguém que no momento que calha lá ir me está a pesar demasiado no coração e por quem sinto que tenho que pedir.
Por essa pessoa a quem quero tanto, e por mim... para aliviar o peso.
Desta vez deixei uma vela por ti pai. Sim por ti. Deixei uma vela e pedi por ti, pela tua saúde, felicidade e outras coisas que tais, ao mesmo tempo que assumi que te perdoava por tudo, hoje e todos os restantes dias da minha vida.
Sim, perdoei-te. Acabou.
Esperei que isso me desse alguma sensação de alívio, pedi por outras pessoas, por outras coisas mais, acho que tentei deixar ali parte do peso que levava.
Mas não, não me pareceu ter sentido absolutamente nada diferente do que sentia antes.
Curioso é que agora quando parei e me sentei em casa, depois de mais de 400kms e desta viagem a sabe-se lá onde... percebi finalmente o que mudou.
É que só agora vi que não pedi por Ti... Não pedi por ti porque simplesmente nem me lembrei de pedir. E isso sim era o que me pesava no coração. Tu.
Ao contrário do que seria de esperar de mim, que tenho por norma seguir sempre o mesmo padrão de acções, verifico que desta vez foi diferente. Completamente diferente.
Porque eras tu que me pesavas, e eu não me lembrei de pedir por ti.
Parece então que pedi pela pessoa que menos merecia, mas por aquela que precisava perdoar. Perdoà-lo a ele e perdoar-me a mim. Não vale a pena andar a remoer no que não tem solução, porque solucionado está.
E ja que estamos nisto, estás tu perdoado também, e eu, uma vez mais.
Para a próxima vou-me lembrar de pedir por ti, noutros moldes, naqueles que devem ser pedidos como têm que ser.
Nem me lembrei... E tantos anjos ali à volta...
Desculpa.
Mas acho que isso é bom, a partir de agora não me lembrar...
Acho que é assim... como deve de ser.

So live it like you'll never live it twice... cause you can't rewind a moment in you life




My best friend gave me the best advice
He said each day's a gift and not a given right
Leave no stone unturned, leave your fears behind
And try to take the path less traveled by
That first step you take is the longest stride

If today was your last day
And tomorrow was too late
Could you say goodbye to yesterday?
Would you live each moment like your last?
Leave old pictures in the past
Donate every dime you have?
If today was your last day

Against the grain should be a way of life
What's worth the prize is always worth the fight
Every second counts 'cause there's no second try
So live like you'll never live it twice
Don't take the free ride in your own life

If today was your last day
And tomorrow was too late
Could you say goodbye to yesterday?
Would you live each moment like your last?
Leave old pictures in the past
Donate every dime you have?
Would you call old friends you never see?
Reminisce old memories
Would you forgive your enemies?
Would you find that one you're dreamin' of?
Swear up and down to God above
That you finally fall in love
If today was your last day

If today was your last day
Would you make your mark by mending a broken heart?
You know it's never too late to shoot for the stars
Regardless of who you are
So do whatever it takes
'Cause you can't rewind a moment in this life
Let nothin' stand in your way
Cause the hands of time are never on your side

If today was your last day
And tomorrow was too late
Could you say goodbye to yesterday?

Would you live each moment like your last?
Leave old pictures in the past
Donate every dime you have?
Would you call old friends you never see?
Reminisce old memories
Would you forgive your enemies?
Would you find that one you're dreamin' of?
Swear up and down to God above
That you finally fall in love
If today was your last day


Nunca é demais recordar...
Aqui não há ensaios do que podia ser, é isto and that's it.
No chance to live it twice.

Monday, September 21, 2009

Gone... let it sink in.

See what we can be if we press fast foward
Just one more round...
keep staring me right in my eyes,
and blame it on whatever you want,
just not on my a a a a a a a a alcohol.

Monday, August 24, 2009

Há dias em que acontecem coisas...

que me tiram todas as dúvidas e me deixam com as certezas.
Agora sim não acho, mas tenho tenho a certeza, que ainda conseguiria reconhecer a tua voz... a hundren years after and million miles away.
Shame on me.

Monday, August 17, 2009

Dj's playing the same song... I have so much to do, I have to carry on



I suppose I could just walk away
But I'll disappoint my future if I stay
It's just a day that brings it all about
Just another day and nothing's any good

The DJ's playing the same song
I have so much to do, I have to carry on
I wonder will this grief ever be gone
Will it ever go?


I'm crying everyone's tears
I have already paid for all my future sins
There's nothing anyone can say to take this away
It's just another day and nothing's any good...

Saturday, August 01, 2009

As mulheres... Por MST

08.03.2009, Miguel Esteves Cardoso

Só quando os homens chegam a uma certa idade é que podem dizer com certeza que as mulheres são melhores do que eles em tudo - mesmo na bola, a carregar pianos, a lutar com jacarés ou nas outras coisas em que ganhávamos quando éramos mais novos e brutos e fortes.
Quando se é adolescente, desconfia-se que elas são melhores. Nos vintes, fica-se com a certeza. Nos trintas, aprende-se a disfarçar.
Nos quarentas, ganha-se juízo e desiste-se.
Nos cinquentas, começa-se a dar graças a Deus que seja assim.
Os homens que discordam são os que não foram capazes de aprender com as mulheres (por exemplo, a serem homenzinhos), por medo ou vaidade ou estupidez. Geralmente as três coisas.
Desde pequenino, habituei-me que havia sempre pelo menos uma mulher melhor do que eu. Começou logo com a minha linda e maravilhosa mãe, cuja superioridade - que condescendia, por amor, em esconder de vez em quando - tem vindo a revelar-se cada vez mais.
As mulheres são melhores e estão fartas de sabê-lo. Mas, como os gatos, sabem que ganham em esconder a superioridade. Os desgraçados dos cães, tal como os homens, são tão inseguros e sedentos de aprovação que se deixam treinar. Resultado: fartam-se de trabalhar e de fazer figuras tristes, nas casas e nas caças e nos circos. Os gatos, sendo muito mais inteligentes, acrobatas e jeitosos, sabem muito bem que o exibicionismo vão levar à escravatura vil.
Isto não é conversa de engate. É até um tira-tesões. Mas é a verdade. E é bonita.


Subscrevo...
É incrivel o tamanho respeito que se pode sentir por uma mulher.
É ser-se, desfazer-se, dar-se e refazer-se durante uma vida inteira.
Não é bonito... É lindo.

Friday, July 31, 2009

Uma já está...

E outra também...
Depois vem outra, e outra...
Vamos?

Wednesday, July 22, 2009

Filhos (I)legítimos

III

Dizia-se que o casamento era uma tragédia em dois actos, ao contrário da clássica que se desenrolava em três, o casamento parecia ter um fim mais trágico e rápido, vulgarizando-se numa tragédia com lugar para apenas um acto civil e um religioso.
O que não se contava nas tragédias eram as pequenas variâncias que a maior parte descurava e que uma outra grande parte tendia por esquecer.
Ficava então sempre por contabilizar a tragédia sentimental, a tragédia pessoal, a de descendentes e por fim a tragédia do desconhecido.
O antigo melhor amigo dos homens passava agora gradualmente a ser também o melhor amigo das mulheres, embora sob outra forma o cão engarrafado podia tomar a forma de gato, de livro, de revista, de compras ou de qualquer outra coisa que cada vez mais e mais mulheres iam substituindo pela bebida, e embora a predilecção dos homens fosse o whisky, já as mulheres tanto bebiam desse novo melhor amigo, como de qualquer outra bebida, desde que contivesse a percentagem de esquecimento ilusório correcta.
No Alfa vermelho estacionado à beira da praia, de vidros completamente embaciados ainda cheirava horrivelmente a whisky apesar de já passarem das nove da manhã, mas no banco do lugar do morto estava ainda muito viva uma garrafa de rolha mal apertada que ia vertendo algumas gotas para o chão, divididas entre a passagem do tempo, numa tentativa inútil de contrariarem a lei da gravidade.
Debruçado sobre o volante dormia um homem ainda jovem de cabelo claro com as mãos estendidas ao longo do corpo, tortas no sentido do banco, uma retraída no estofo e a outra suspensa para o chão.
Parecia exausto, completamente descontextualizado e perdido naquele cenário quase idílico, não fosse a cinza espalhada pelos bancos, a dita garrafa que vertia no chão e os maços de tabaco vazios espalhados no tablier, com toda aquela sensação de cenário de tranquilidade desfeita, mesmo ali na orla da praia.
- ACORDA!
O vidro quase estalara com o soco que tinha levado.
- Acorda ainda não ouviste? Já passa das nove da manhã... Lá porque não dormes em casa não é para mandriar.
O barulho das maõs no vidro da janela do lado do condutor ainda continuaram alguns segundos, seguidos pelos gritos imperceptíveis de um homem bastante mais velho de feições completamente iradas. Tinha também cabelos claros, já mais brancos pela passagem do tempo e uns olhos igualmente muito claros.
- Já ouvi, já ouvi… Estou a caminho…
Dentro do carro, Ricardo tinha acordado atordoado, ainda cego pela bebedeira e também surdo do sono e dos gritos.
- Acho bem que sim porque os clientes não esperam. Se fizesses as coisas como te digo não andavas nestas vidas. Vamos embora, atrás de mim e é já.
Dera mais um soco no vidro e gritara-lhe que se despachasse antes de se voltar e entrar apressadamente no carro que tinha deixado estacionado do outro lado da estrada.
Ao olhar o pai atravessar a estrada e sentar-se no carro, sentiu que dentro dele pareciam ecoar murmúrios de lamento, sons imperceptíveis de cansaço e tristeza que nem ele próprio sabia distinguir por terem já sido tantas as vezes, por não ver sequer como poderia ele mudar toda aquela situação.
Já dentro do carro o Pai ainda gesticulava, soltando uns quantos gritos mudos que pela distância ele não conseguia ouvir, a não ser dentro da sua própria cabeça.
- Já sigo pai, pare lá de gritar. Estava só à procura da chave.
Custara-lhe ainda a encontrar a chave que tinha caído entre a porta e o banco, e ainda mais a fazê-la entrar na ignição. Mas lá arrancara finalmente, ainda com a cabeça meia tonta e num frenético pestanejar de olhos, na tentativa desesperada de conseguir focar a estrada que se abria à sua frente.

- Sabes ler?
- Acho que sim…
- Achas… Então será que me consegues dizer o que está escrito na folha à tua frente?
- Tu não…
- Sim, é isso mesmo.
- Onde é que pensas que vais? E que tal explicares-me o que isso quer dizer?
- É exactamente isso que está aí escrito, e é agora. Não é daqui por dois meses nem é para pensares. É só isso que quer dizer.

A estrada quase desapareceu. À sua frente já quase não havia faixas e o carro aproximava-se a um monte de pedras. Virou o volante de repente e por sorte entrou de novo na estrada sem bater em nenhum outro carro. Àquela hora a maioria das estradas naquela zona ainda estavam vazias.
Foi então que decidiu abrandar na berma da estrada. Abriu o vidro e deitou fora a garrafa de whisky pela janela. Esperou o tempo necessário para ouvir o líquido estilhaçar-se no meio dos vidros. Logo compro outra, pensou, ou não… pouco importa, arrancando depois a toda a velocidade.
Já era a segunda vez e tinha sido pior do que a primeira. Sabia ler… Se sabia ler… Era talvez a última que deixava que ela gozasse com a sua cara e fizesse dele o que queria. Casos perdidos dissimulados de importância a abusarem da sua bondade e da sua paciência. Talvez nisso o pai tivesse razão e fosse melhor não se meter com putas que vinham dissimuladas de mulheres. Mas o pai não era nenhum exemplo e a referência tinha sido escassa, daí a maior parte do tempo lhe ter parecido ter andado a viver enganado.
Daí não ter visto, nem ter acreditado. Não tinha nada para dizer, não fazia questão que nada fosse dito. Tinha sido um vazio só, uma fraqueza… Mas não pelo dinheiro. O dinheiro… era sempre e só o dinheiro que lhes interessava. Quanto mais melhor e algumas já sabiam que ele tinha muito. Ela sabia, mas ele não, e só agora se tinha capacitado que ela sempre o soubera. Talvez tivesse sido por isso. Tinha sido, mas ainda lhe custava muito a conseguir aceitar.
No entanto começava agora a pensar que talvez fosse o contrário, que talvez ele tivesse andado cego e não tivesse conseguido distinguir o interesse dissimulado das que não faziam parte do estrato do interesse puro, das que no fundo tinham muito mais a perder.
Não conseguia, não sabia ainda ver nada disso com clareza. A mãe sempre lhe dissera, filho, casa-te com alguém com quem gostes de conversar, assim um dia mais tarde vão sempre ter alguma coisa para dizer um ao outro.
E tentara fazer o que a mãe lhe pedira, se tentara. Porém, agora sabia que tudo isso não passava de uma daquelas ilusões que se mantêm. Agora sabia ele que as coisas não eram bem assim, porque os homens e as mulheres casados efectivamente não conversavam.
E os anos iam passando. Iam passando sem que houvesse muito já para dizer um ao outro, mas aqui não se prendia o não haver mas sim o facto de que nunca houvera.
A questão não era no entanto o que se dizia, mas talvez o que não se dizia, aquilo que simplesmente ficava, suspenso em tudo o que muitas e boas novas palavras não conseguiam apagar.
De tão requintado o gosto e o toque, o sublime da velocidade de raciocínio e a cadência da conversa, mais se cravava o espinho no coração.
Era fácil, todos diziam. Mas só quem dele bebia é que sabia que não.
E agora já não fazia sentido, era ele quem exigira, quem tivera necessidade de por um ponto final.

- Sabes ler?
- Desculpa… o que é que?
- Humilho-te agora como me humilhaste há tempos, como me tens humilhado até aqui… E pergunto, sabes ler?
- Sei.
- Se sabes… acho que me consegues dizer o que está escrito nessa folha.
- Tu não…
- É isso mesmo. E não tem volta atrás.
- Sabes bem que isto não é para ficar assim.
- É exactamente assim mesmo que é para ficar. E agora. Sem ameaças, sem subterfúgios. Levas o que tens direito, que nem sei ao certo o que é. Devia ter pensado nisso quando casámos mas não pensei, portanto é só isso que quer dizer.
Quero o divórcio. Agora.

Quando atendeu o telefone, a única frase que não lhe saía da cabeça era o típico “I told you so…”, mas depois de o ouvir e lhe custar a fazer sair as palavras, desligou.
"Um dia, dissera-lhe. Um dia talvez tenhamos tempo e espaço para conversar."
- Não penses mal de mim, acho que compreendes.
- Não penso, não tenho porquê. Mas um dia talvez. Agora não.



Como tinha lido uma vez, fazia agora perfeito sentido…

"Há coisas que não são para se perceberem. Esta é uma delas. Tenho uma coisa para dizer e não sei como hei-de dizê-la. Muito do que se segue pode ser, por isso, incompreensível. A culpa é minha. O que for incompreensível não é mesmo para se perceber...
(…)Eu próprio percebo pouco do que tenho para dizer. Mas tenho de dizê-lo. O que quero é fazer o elogio do amor puro. Parece-me que já ninguém se apaixona de verdade. Já ninguém quer viver um amor impossível. Já ninguém aceita amar sem uma razão.
Hoje as pessoas apaixonam-se por uma questão de prática. Porque dá jeito. Porque são colegas e estão ali mesmo ao lado. Porque se dão bem e não se chateiam muito. Porque faz sentido. Porque é mais barato, por causa da casa. Por causa da cama. Por causa das cuecas e das calças e das contas da lavandaria…
(…)O amor transformou-se numa variante psico-sócio-bio-ecológica de camaradagem. A paixão, que devia ser desmedida, é na medida do possível. O amor tornou-se uma questão prática.
O resultado é que as pessoas, em vez de se apaixonarem de verdade, ficam "praticamente" apaixonadas.
(…)Eu quero fazer o elogio do amor puro, do amor cego, do amor estúpido, do amor doente, do único amor verdadeiro que há, estou farto de conversas, farto de compreensões, farto de conveniências de serviço…
…Já ninguém se apaixona? Já ninguém aceita a paixão pura, a saudade sem fim, a tristeza, o desequilíbrio, o medo, o custo, o amor, a doença que é como um cancro a comer-nos o coração e que nos canta no peito ao mesmo tempo?
(…)O amor é uma coisa, a vida é outra….
…Amor é amor. É essa beleza. É esse perigo.
O nosso amor não é para nos compreender, não é para nos ajudar, não é para nos fazer felizes. Tanto pode como não pode. Tanto faz. È uma questão de azar.
O nosso amor não é para nos amar, para nos levar de repente ao céu, a tempo ainda de apanhar um bocadinho de inferno aberto. O amor é uma coisa, a vida é outra.
A vida às vezes mata o amor. A "vidinha" é uma convivência assassina.
O amor puro não é um meio, não é um fim, não é um princípio, não é um destino. O amor puro é uma condição. Tem tanto a ver com a vida de cada um como o clima.
O amor não se percebe. Não é para perceber. O amor é um estado de quem se sente.
O amor é a nossa alma. É a nossa alma a desatar. A desatar a correr atrás do que não sabe, não apanha, não larga, não compreende.
O amor é uma verdade. É por isso que a ilusão é necessária. A ilusão é bonita, não faz mal. Que se invente e minta e sonhe o que quiser.
O amor é uma coisa, a vida é outra.
A realidade pode matar, o amor é mais bonito que a vida. A vida que se lixe. Num momento, num olhar, o coração apanha-se para sempre.
Ama-se alguém. Por muito longe, por muito difícil, por muito desesperadamente.
O coração guarda o que se nos escapa das mãos. E durante o dia e durante a vida, quando não esta lá quem se ama, não é ela que nos acompanha - é o nosso amor, o amor que se lhe tem.
Não é para perceber. É sinal de amor puro não se perceber, amar e não se ter, querer e não guardar a esperança, doer sem ficar magoado, viver sozinho, triste, mas mais acompanhado de quem vive feliz.
Não se pode ceder. Não se pode resistir.
A vida é uma coisa, o amor é outra.
A vida dura a Vida inteira, o amor não.
Só um mundo de amor pode durar a vida inteira. E valê-la também."

Miguel Esteves Cardoso


Não percebo, não sei se consigo perceber. Ou se quero.
Mas é assim que vivemos, a emendar os erros que cometemos instantaneamente ou há vários anos atrás.
Fiquei contente de saber que estás a emendar o teu.
Sempre soube, mas custou, ainda custa.
É triste saber que só aprendemos a bater com a cabeça com tanta força...
E dói tanto.
Mas só sei que acerto sempre, no fundo tudo faz sentido…e com esta treta toda só me ocorre e apetece dizer que realmente só não me sai o euromilhões...

Sunday, July 12, 2009

Se a saudade...

pudesse falar, diria o teu nome
se tivesse cor, teria a cor dos teus olhos...

mas se a saudade tivesse cheiro, ele seria o cheiro do teu perfume.

Sunday, July 05, 2009

Queres lutar com quem? Pra doer aonde? Pra ser o quê?

Achas que ninguém vê...

Thursday, July 02, 2009

Achas que ninguém vê...

Perguntas, e eu respondo:

"Não tenho medo de nada"

Mas tenho... de poder encontrar de facto aquilo que procuro e por medo não o agarrar...
E que me deixe encontrar por aquilo que não procurei, e me deixe destruir... por querê-lo tanto, mas tanto e com tanta força e nem sequer saber porquê.