Saturday, September 06, 2008

Acho que te estamos a perder...

Olho para ti e percebo o que queres. Porque gemes e porque ás vezes também gritas e choras. De raiva, e tristeza. Do tempo que sabes que já te escasseia.

Por vezes quase não te consigo reconhecer dos dias em que ainda era menina, mas quando te olho mesmo do fundo, sem que estejas a ver que te observo sei que és tal e qual a pessoa que sempre foste, embora te vejas agora tão diferente.

Acho que não é ser egoísta mas ás vezes só desejo que te vás aguentando mais um bocadinho.

Porque tenho medo.
E mais medo ainda que por te perder a ti, perca os dois quase de uma vez...

Nem sei... só sei que me custa nunca saber o que fazer, o que dizer e por vezes nem saber o que sentir..

Mas hoje soube ao ouvir-te e ao olhar para ti... E foi aí que percebi e senti finalmente, que aos pouquinhos te estamos mesmo a perder.

Thursday, September 04, 2008

Simples

















Está tudo à distância do esticar de uma mão.
So há que a esticar e viver.

Saturday, August 16, 2008

Y el mundo se equivoca...

La frase tonta de la semana

No seré yo quien te despierte cada mañana
Como un chiquillo pegando gritos frente a tu casa
Ya no estaré detrás de ti cuando te caigas
Pero no creo sinceramente que te haga falta

No seré yo quien guíe tus pasos cuando te pierdas
No seguiré quemando noches frente a tu puerta
Ya no estaré para cargarte sobre mi espalda
Pero no creo sinceramente que te haga falta

Y se que vas a estar mejor cuando me vaya
Y se que todo va a seguir como si nada
Yo seguiré perdido entre aviones
Entre canciones y carreteras
En la distancia no seré mas tu parte incompleta

Y se que vas a estar mejor cuando me vaya
Y se que todo va a seguir como si nada
Mientras escribo sobre la arena
La frase tonta de la semana
Aunque no estés para leerla
En esta playa

No es que yo quiera convertirme en un recuerdo
Pero no es fácil sobrevivir a base de sueños
No es que no quiera estar contigo en todo momento
Pero esta vez no puedo darte lo que no tengo

Y se que vas a estar mejor cuando me vaya
Y se que todo va a seguir como si nada
Yo seguiré perdido entre aviones
Entre canciones y carreteras
En la distancia no seré mas tu parte incompleta

Y se que vas a estar mejor cuando me vaya
Y se que todo va a seguir como si nada
Mientras escribo sobre la arena
La frase tonta de la semana
Aunque no estés para leerla
En esta playa

Monday, August 11, 2008

Flying...

Se perguntarem por mim, digam que voei...

"Tão bom morrer de amor e continuar vivendo"

Já escondi um AMOR com medo de perdê-lo, já perdi um AMOR por escondê-lo.
Já segurei nas mãos de alguém por medo, já tive tanto medo, ao ponto de nem sentir minhas mãos.
Já expulsei pessoas que amava de minha vida, já me arrependi por isso.
Já passei noites chorando até pegar no sono, já fui dormir tão feliz, ao ponto de nem conseguir fechar os olhos.
Já acreditei em amores perfeitos, já descobri que eles não existem.
Já amei pessoas que me decepcionaram, já decepcionei pessoas que me amaram.
Já passei horas na frente do espelho tentando descobrir quem sou, já tive tanta certeza de mim, ao ponto de querer sumir.
Já menti e me arrependi depois, já falei a verdade e também me arrependi.
Já fingi não dar importância às pessoas que amava, para mais tarde chorar quieta em meu canto.
Já sorri chorando lágrimas de tristeza, já chorei de tanto rir.
Já acreditei em pessoas que não valiam a pena, já deixei de acreditar nas que realmente valiam.
Já tive crises de riso quando não podia.
Já quebrei pratos, copos e vasos, de raiva.
Já senti muita falta de alguém, mas nunca lhe disse.
Já gritei quando deveria calar, já calei quando deveria gritar.
Muitas vezes deixei de falar o que penso para agradar uns, outras vezes falei o que não pensava para magoar outros.
Já fingi ser o que não sou para agradar uns, já fingi ser o que não sou para desagradar outros.
Já contei piadas e mais piadas sem graça, apenas para ver um amigo feliz.
Já inventei histórias com final feliz para dar esperança a quem precisava.
Já sonhei demais, ao ponto de confundir com a realidade... Já tive medo do escuro, hoje no escuro "me acho, me agacho, fico ali".
Já cai inúmeras vezes achando que não iria me reerguer, já me reergui inúmeras vezes achando que não cairia mais.
Já liguei para quem não queria apenas para não ligar para quem realmente queria.
Já corri atrás de um carro, por ele levar embora, quem eu amava.
Já chamei pela mamãe no meio da noite fugindo de um pesadelo. Mas ela não apareceu e foi um pesadelo maior ainda.
Já chamei pessoas próximas de "amigo" e descobri que não eram... Algumas pessoas nunca precisei chamar de nada e sempre foram e serão especiais para mim.
Não me dêem fórmulas certas, porque eu não espero acertar sempre.
Não me mostre o que esperam de mim, porque vou seguir meu coração!
Não me façam ser o que não sou, não me convidem a ser igual, porque sinceramente sou diferente!
Não sei amar pela metade, não sei viver de mentiras, não sei voar com os pés no chão.
Sou sempre eu mesma, mas com certeza não serei a mesma pra SEMPRE!
Gosto dos venenos mais lentos, das bebidas mais amargas, das drogas mais poderosas, das idéias mais insanas, dos pensamentos mais complexos, dos sentimentos mais fortes.
Tenho um apetite voraz e os delírios mais loucos.
Você pode até me empurrar de um penhasco q eu vou dizer:
- E daí? EU ADORO VOAR!

Friday, August 08, 2008

08.08.08 [Throwing it all away]


Despedida...

"Despedir-se de um amor é despedir-se de si mesmo.

É o arremate de uma história que terminou,

externamente, sem nossa concordância,

mas que precisa também sair de dentro da gente…

E só então a gente poderá amar, de novo."

Despeço-me assim hoje, eu de ti, para voltar a mim outra vez.
Do que era ao eu que me tornei. No que me tornei.
De mim para ti muito, para mim sempre.
Agora já posso gritar baixinho e sorrir ao mesmo tempo...

Adeus por muito. Olá para sempre.

Thursday, August 07, 2008

Golondrina Consentida... Porque tu traes mi vida

Te vi. Te sonreí. Te consentí.
Sé que sigues siendo lo de antes aunque ya seas otro tu, y aún si te seguiré queriendo.
Pero no te amaré más.

De echo ahora si siento que soy yo otra vez. Y como Golondrina, la reclamo y me la llevo...
Me llevo de una vez mi vida y mi corazón en mis manos, y con ganas de todo me regreso por fin.
Y suele que por fin me dejo, me despido y asi te dejo ir.


De allá del mar vendrás
Golondrina presumida
Golondrina consentida
Preferida de ese amor.

De allá del mar vendrás
De allá del mar vendrás

Primero Dios, verdad de Dios
Seguro estoy mi amor
Que cuando llegues a mis playas
Las gaviotas de mi cielo
Con tristeza te dirán:
Que envejecí, que envejecí...

de tanto esperarte.

La noche cubre ya
Mi pobre vida
Y el faro de mi amor
Sigue buscándote en las noches
Y mis ojos en el día.

De allá del mar vendrás
Tienes que regresar
Porque tú traes, porque tú traes...

Porque tu traes
Mi vida.


*C. Castro y Vicente Fernandéz

Monday, August 04, 2008

Ahuiliztli ;)

E assim, de um minuto para o outro, quando tudo parece certo, quando tudo parece estanque e encarrilado...
Tudo ao contrário.
Tudo a correr, a passar-nos a milhas por todos os lados, de lado nenhum a saber-se lá de onde e porquê.
Por um lado com muita pena minha, custou, mas concluí que é o melhor. E não vos perco nunca, porque vos vou levar sempre comigo.
Acho que é como tinha de ser. Porque tinha de ser.
Dizem que a Esperança é a última a morrer. E deve ser. É, simplesmente.

Porque quem espera SEMPRE alcança!
E eu mereço. Sempre em frente. O caminho é sempre em frente!
Cenca tlazohcamati Citlalli teyacaniliztli
Axcan no yolotli pia tlahuilli :)
Gracias.
Muchas Gracias...

Friday, August 01, 2008

Venha daí 2008/2009!!

Hoje o meu coração encheu-se de alegria.

Tão fácil enchê-lo... Bastou saber que mesmo tão pequenino aqui a bater no meu peito, ia poder continuar a dar alegria a tantos de vocês... Só precisou de saber que pode continuar a repartir, o tanto que tem para dar.

Boas notícias e vento a favor :)
E entretanto, aqui vou eu velejar mais uns dias..

Thursday, July 24, 2008

Ojos de Mariposa - Encuentro con Frida Kahlo

E assim simpesmente acabada de chegar ao México, tive um encontro imediato com Frida Kahlo. No carro lembrei-me de perguntar: "Bem e deve haver por aqui muitas coisas relativas a Frida Kahlo, não? Ela nasceu na Cidade do México, gostava muito de poder ver alguma coisa que se relacionasse com ela."
Daí respondem-me que sim, na Cidade do México há todo um espólio de coisas suas, os quadros até a casa onde viveu com Diego Rivera.
Bem, na Cidade do México, pensei, de onde tinha acabado de sair há um dia e meio e onde nada mais tinha estado que um dia e meio. Talvez na volta quando já regresse para ir para o aeroporto consiga chegar até ela...



















Nisto, ao estacionarmos o carro en San Miguel de Allende, aparece um rapaz que nos dá pequenos panfletos a anunciar uma exposição e diz: "Oigan, disculpenme, si les gusta Frida Khalo? Pues acá tenemos una exposicíon de sus cartas y de los dibujos que hizo en hojas de loteria, toda una colleción de sus sentimientos, de su enfermed y de la política Mexicana. Ahí está, como a 10 cuadras derecho, por la calle Jesús.
E eu só pensei... Calle Jesús... Me persigue o qué?
Bem de qualquer forma não podia ser mais perfeito. Nada mais de que chegar e pensar e logo me encontro com ela.
Aí mesmo na Calle Jesús estava então uma colecção enorme da maior parte das cartas e dos pensamentos que deixou sobre o seu marido Diego Rivera, bem como os seus pensamentos, visões políticas do México da altura e as suas preocupações com a doença que a consumia.
Pois aí encontrei palavras escritas com ordem e se ordem, numa ordem que realmente não é para que tenha ordem. Palavras bonitas bonitas e feitas, palavras duras e desesperadas.
Nada mais do que palavras escritas para se tirasse qualquer coisa de dentro que pesasse, e desenhos onde vi que captavam a sua confusão na ordem que tentava encontrar no meio do seu desespero. "Olhos de mariposa", diziam que tinha. Porque através deles podia ver tudo e mesmo que não tivesse as suas asas, podia realmente chegar a todo o lado, embora estivesse emocionalmente presa a Diego e fisicamente presa a uma cadeira de rodas.


Gostei muito. Gostei da ordem que me deu a mim e aos meus pensamentos, sentidos através dos seus.
É sempre bom ter oportunidade de ler o que vai na alma de quem pinta, já recebemos emoções através das imagens que nos deixaram, assim que as recebamos igualmente por ler o que lhes vai na alma.
Gostei como sei agora que gostaria de poder ver alguma vez desenhos e pinturas de Virgínia Woolf. Apesar de nos seus livros quase se conseguir ver as imagens que descreve, seria maravilhoso poder ver essas imagens saídas da sua alma, desenhadas pela sua própria mão.
Um dia, quem sabe...
Acho que vamos ter mais bons encontros as duas.
Afinal não foi assim tão díficil encontrá-la.

E assim vos deixo com ela: Ojos de Mariposa...


Tuesday, July 22, 2008

Lo impressionante es que todo es impressionante - Mi Mexico lindo y Querido finalmente ya ;)

Pues pasa que despues que llegué me dijéron... "Todo pasa por algo".
Todo pasa porque tiene que pasar, asi deja que pase.
Hay un dicho Mexicano que dice:

"Si no te toca, aunque te pongas, si te toca, aunque te quites"

Así que, a ver si deveras me encuentro con este señor Benjamin Lara, con lo que me cruzé en una calle de San Miguel de Allende.




Dicen que es "El Quita Penas" y bueno, a ver si voy para que le pida que me quite la mia. Auque despues que me pase dos meses acá, si creo que la pena se me vá quitar sola...
Y como no?!












De ahí en verdad estuve tan cerca, pero aún asi realmente tan lejos. Casi se te ven los ojos pero no, la verdad no se te ve nada...


Bueno y la tierra sigue girando :)
Mientras eso yo voy disfrutando México!!!

Thursday, July 17, 2008

A million miles away...


Secret Garden*

She'll let you in her house
If you come knockin' late at night
She'll let you in her mouth
If the words you say are right
If you pay the price
She'll let you deep inside

But there's a secret garden she hides

She'll let you in her car
To go drivin' round
She'll let you into the parts of herself
That'll bring you down
She'll let you in her heart
If you got a hammer and a vise

But into her secret garden, don't think twice

You've gone a million miles
How far'd you get
To that place where you can't remember
And you can't forget

She'll lead you down a path
There'll be tenderness in the air
She'll let you come just far enough
So you know she's really there

She'll look at you and smile
And her eyes will say
She's got a secret garden

Where everything you want

Where everything you need

Will always stay.



*Secret Garden,
B. Springsteen

Wednesday, July 16, 2008

Packing

Malas feitas.
É verdade, nem parece meu que ando sempre a correr em alto stress com tudo para fazer à última hora.
Escolhi uma mala pequena. Ao contrário das malas enormes que levei a primeira vez para o Canadá. Pequena porque quero ir leve e voltar ainda mais leve. Para não ter a tentação de levar muita tralha que me deixe acomodar, quase como que a querer que fique.
Consegui deixar gavetas cheias e o guarda-vestidos bem compostinho. Deixei ainda tudo tratado e igualmente bem resolvido.
Assim tenho tempo para me despedir de todos e aproveitar bem o tempo que me resta por aqui. Para uns últimos convívios, umas últimas salsas e especialmente umas últimas kizombas. No México não se dança kizomba e isso é do que mais devo sentir falta.. hahahaha e não só está claro!!! A familía, os amigos...

Deixo para trás o que não faz falta e levo comigo o que vale a pena. Apesar do rebuliço de emoções, levo calma interior e levo ainda um orgulhozinho assim pequenino, dos poucos anos que tenho em cima e do tanto de bom que eles já levam dentro para contar. Do que ainda vem e que eu vou buscar nem que seja ao fim do mundo.
Para trás das costas deixo o que não tem remédio, as lições aparecem quando o universo sabe que ainda não apendemos tudo. Pensava que tinha aprendido, mas parece que alguma coisa me fez esquecer disso pelo caminho.
No entanto acho que desta vez é de vez. Deitei fora os papéis, as notas e as recordações. Os pensamentos velhos, os dramas e as mágoas antigas. Já que este é definitivamente um daqueles novos ciclos, sei que não me fazem falta, nem agora nem nunca mais. Porque preciso de espaço para novas. Sem espaço nada chega e sei que ainda há muito por chegar!

"Let the old go to make new come."

É já amanhã, 10.25 AM!
Até à volta, e um beijo a todos :)

Tuesday, July 15, 2008

Sarau EDSAE 2008

Foi assim...



















Depois de semanas de treinos, preocupações, ensaios, stress. Muuuuuitoooo stress... finalmente sábado depois das seis da tarde já podia respirar de alívio.
Chegámos em cima da hora e com uma data de contratempos pelo caminho, mas lá estávamos todos juntos apesar da confusão, como se fossemos realmente para uma peça em plena Broadway :)

Mas depois... Depois é que foi a hora da verdade...
Os nervos misturados na excitação. Sabia a coreografia de trás para a frente e dessa vez os sapatos não iam escorregar.
Apesar do ensaio ter sido simplesmente horrível, pisei o palco e esqueci-me de onde estava. Ouvi o pessoal lá de trás gritar por mim no começo. Tinham dito que iam ser piores que a claque da Elsa no Salsito. Hehe.. Nervos... Depois da parte inicial, rodei o braço e esbocei um daqueles sorrisos, enquanto pensei "vou curtir molho disto"... Simplesmente acreditei, sei que não foi perfeito mas foi o meu melhor, e isso é que sabe à vida! Daí em frente foi só sugar o momento...
E que momento :)

Pelos que estiveram, pelo ambiente e a dedicação de todos!
Pela festa, pela cor, pelo apoio e pela animação. Foi um misto de tudo.
O jantar foi a loucura e a festa demais. Foi dançar até os pés já não caberem nos sapatos, e atenção que eles alargaram. No dia seguinte andar era mentira, mas valeu a pena cada momento.
E aos colegas...
Muito obrigado, e até Setembro!


Sunday, July 13, 2008

Descompressão














E depois... é uma tampa que se abre quando outra finalmente se fecha.
E que deixa sair tudo, quando descobrimos que dentro havia demais.

Friday, July 11, 2008

Quem diria...

Faço o balanço da primeira metade do ano e vejo já que tem sido um daqueles anos com muita glória. De descobertas e conquistas e sobretudo de crescimento pessoal; de muitos melhoramentos. É para isso que acordo e luto todos os dias.
Não sei porém quem havia de dizer que seria uma quase centena de meninos pequeninos que havia de me dar tanto Norte, que havia de me ensinar tanta coisa sobre mim própria. Coisas que eu não pensava exsitirem, quanto mais serem possíveis.
Sei que estou mais que grata por esta oportunidade que me foi dada e grata pela determinação e pela força de não a ter desperdiçado.
Assim depois de tudo o que vi, de realidades que nada tinham a ver com a minha, sei que nada disso é o essencial mas sim a forma como olhamos e lidamos com o que nos rodeia. E quem melhor para nos ensinar sobre os sentimentos do que as crianças?
Agora levo comigo as suas histórias, os seus carinhos, as suas palhaçadas, os castigos, as faltas de educação, mas sobretudo levo os seus sorrisos que apareceram para reforçar o meu, seja para onde fôr.
Depois disto e de tudo o que vem de trás sei que todas as conquistas são possíveis e que ainda há muito para conquistar.

Obrigado, por tudo o que me ensinaram.









Thursday, July 10, 2008

Saudade

Hoje quando assinei a entrada do correio e me pediram que escrevesse a data parei um momento.
Só percebi quando repeti o dia.
Faz agora um mês.

Saturday, July 05, 2008

Só me apetece...



Arrepia-me... Sempre.
Parece que dilacera qualquer coisa cá dentro de tão bonito, mas tão triste que é.
Era só isso que queria, que dos olhos pudesse absorver a beleza, a nobreza do que por vezes se sente e não sabemos simplesmente nem porquê, nem de onde vem.

Mas torna-se triste, faz querer ...

Friday, July 04, 2008

Estranha forma de vida

Escrevemos porque ninguém nos ouve, parece-me perfeito.
Escrevemos porque falar chega a ser demasiado difícil, demasiado real. Demasiado doloroso.
Até um ponto.
E escrevemos quando dói demais porque quem está à nossa volta não se apercebe, nem parece querer aperceber-se de nada nem de coisa nenhuma.
Quando falta, falta muito, de muita coisa, e acaba por se tornar em tudo que esperamos desesperadamente que não se torne no nada.
Os dias passam... E escrevemos, para que não seja tarde. Escrevemos porque quando dói até as palavras parecem não fazer sentido.
Só até um ponto.
Depois nem a escrita alivia.
E é preciso alguma coisa. Alguma coisa que seja.
Para que não seja tarde demais.

Thursday, July 03, 2008

Hasta el más allá del todo, por la sangre y por los huesos...

Deixara-se cair pesadamente sobre a cama. Era tarde. Passava pouco da uma da manhã mas sentia como se tivesse acabado de chegar a casa de madrugada.
O cabelo ainda lhe cheirava a um qualquer fruto que não conseguia identificar mas não a framboesa como lhe era habitual. Gostava do habitual, mas a mudança era sempre boa, quando para melhor. Porém, nem sempre era perceptível de quando a mudança era realmente para melhor, como naquele caso.
Parecia-lhe inacreditável, inconcebível. Entre o cansaço e a amálgama de pensamentos que lhe corriam como um filme de takes desordenados no tecto do quarto, entranhava-se-lhe o cheiro do cabelo e o perfume que levava na roupa. Lembranças. Tudo ao mesmo tempo, tudo sem tempo, no tempo, sem querer tempo, desculpas de tempo, e tempos, desfazados.
E perguntava-se, para quê? Só se conseguia perguntar, mas afinal para quê?
Sentia vontade de dar pontapés a todas as pedras do caminho, a todas as ditas pedras que lhe haviam dito que guardasse. Parecia que o castelo ruía um bocadinho todos os dias, assim a frase não fazia sentido. Era demasiado difícil continuar a construir uma coisa que parecia desmoronar-se tão facilmente.
Mas não podia ter fraquezas, não lhe tinham dado esse luxo, olhava à volta e ninguém as tinha, o que era mentira e todos sabiam, mas todos se davam ao direito de julgar e só o facto de as ter era em si um gravíssimo sinal de fraqueza.
Vira-o no outro dia, sentado numa cadeira à beira de uma varanda de grades velhas a fumar um cigarro de enrolar na calma das noites das entranhas dos bairros de Lisboa.
Já ninguém fumava tabaco de enrolar. Já ninguém se sentava à noite à beira de varandas velhas a fumar um cigarro de enrolar. Também já ninguém fazia muita coisa que devia ser feita.
Mas entretanto a varanda afundara-se, num lago fundo onde muitas pessoas dançavam coisas estranhas e se empurravam e rodopiavam entre corredores de espelhos e vidraças.
Não era possível compreender. Só de manhã quando se acordava e tudo continuava a não fazer sentido.
Quando tudo continuava absolutamente na mesma.
Talvez se se virasse para o lado o quadro lhe parecesse diferente. Mas não. Continuava...

Vazio.

Tuesday, June 03, 2008

O essencial para o coração é invisível aos olhos...

Frase do dia...

"Às vezes construimos grandes sonhos em cima de grandes pessoas.
Com o passar do tempo descobrimos que grandes eram os sonhos, e as pessoas pequenas demais."


No fundo parece que nada importa, é tudo uma amálgama de medo, de economia de emoções. Um esbanjar de egoísmo e todo um infinito de coisas que sem terem importância, importam demais. Magoam demais. Desiludem demais.
Acho que ainda continuo à espera que depois de tudo ainda acordes e sintas alguma coisa, que tenhas finalmente tomates para me espetares um beijo decente na boca. Por razão nenhuma mas simplesmente porque sim.
Um daqueles beijos em que se passa a alma de uma boca para a outra, não desses em que o ar apenas passa e no fundo não se passa mesmo nada.
Sabes, gostava de te dizer que não espero muito mais tempo. Não aguento... Não vales a pena.
Sabes...
Havia mais quem mos desse... E já sonhei demasiado tempo contigo.

Tuesday, April 29, 2008

De tão premente que é lembrar-te, sei assim que não me será impossível esquecer-te

Se na verdade não te esqueci nunca...
Nem uma ou vinte, nem 500 mil vezes, sei que não terei portanto de esquecer assim nunca, ningúem que venha a seguir a ti...

"Quando veio,
Mostrou-me as mãos vazias,
As mãos como os meus dias,
Tão leves e banais.
E pediu-me
Que lhe levasse o medo,
Eu disse-lhe um segredo:
"Não partas nunca mais".

E dançou,
Rodou no chão molhado,
Num beijo apertado
De barco contra o cais.."



Já não sei quem te perdeu...
Mas sei que só perde quem me perdeu a mim.

Wednesday, April 16, 2008

E nós ambos sem amor, lado a lado..

"Y te veo asi no te toque

Rezo por ti cada noche

Amanece y pienso en tí.."

Wednesday, April 02, 2008

Pourquoi douter aujourd'hui.. Les années passent mais dis moi à quel prix?

"A vida é a arte do encontro, embora haja tantos desencontros pela vida."
Vinicius de Moraes


Sunday, March 23, 2008

Luas Cheias

First Step: Let go of the past... IT'S GONE, that's it, Let it go!

Second: Take a vow of kindness... There's always something good that you can help someone else with.

And third: Live, laugh, dance, chat, smile, embrace, kiss, look, sigh and so on.
Feel the beat and let it roll... Infinite things can hide behind any feeling, followed by a nice smile and a strong beat.

It's all love...

Monday, February 18, 2008

Estado Apático

Este não tem vírgulas nem pontos ou reticências
Não tem pontuação porque simplesmente não é nem nunca chegou a ser nada
É aquele que tem o condão de destruir tudo e não deixar que se construa coisa alguma
O que vem e se instala por mais tempo
O que deixa mais medo
É aquele que não tem nome e se tivesse
decerto não seria o teu nome
Definitivamente que o melhor remédio para a dor física é a psicológica
Tomem desilusão
É o melhor analgésico para qualquer dor
O que vem por fim instalar a apatia

Sunday, February 17, 2008

Estado Contemplativo

Porque tudo o que poderia dizer ou sentir pode ser perfeitamente traduzido por esta música que leva qualquer um a lugares que nem sabemos que existem...
E porque aquilo que queria dizer não faz sentido dito, apenas sentido.
Aqui fica. Contido e disperso nas mais diversas formas...

Saturday, February 16, 2008

O céu não é o limite, mas sim o ponto de partida

Sometimes the greatest journeys are inniciated not by the grandness or lyability of their basis, but merely by the scarce thin layers of nothingness that they began to be in the first place.
I learnt that we should dream to make that journey possible and especially that we should not despair in the meantime.
Not want it all on the same day, on the same week, or even on the same month.
I learnt that life eventually brings everything that is meant to come our way, bringing it to our own path. And most of all I learnt that we can build castles in the air, even if we don't have the rocks for it, or even if they happen to be too heavy.
Because in the end what matters is that every second counts and our waiting for the castles to land on firm ground is pointless and won't even move the journey forward.
Better like someone once said, we might as well keep building the grounds under our castles because there's no time to draw them or fix them back. If they are already there, the point is building what they are lacking underneath them.
And then again, who knows where our everyday journey with castles built on air will take us?
That is the point exactly: foundations...


"If you have built castles in the air, your work need not be lost; that is where they should be. Now put the foundations under them."
Henry David Thoreau

Tuesday, February 05, 2008

Só tenho a dizer que...



J'ai seulement fermé mes yeux et j'ai oublié que j'étais là, j'ai complètement oublié que le temps existé.
Quand tu la sentes, la danse respire par ton âme.


...estou gradualmente a lavar a alma...

Sunday, February 03, 2008

Won't you take me home?

...'Cause I've been losing on my own...