Malas feitas.
É verdade, nem parece meu que ando sempre a correr em alto stress com tudo para fazer à última hora.
Escolhi uma mala pequena. Ao contrário das malas enormes que levei a primeira vez para o Canadá. Pequena porque quero ir leve e voltar ainda mais leve. Para não ter a tentação de levar muita tralha que me deixe acomodar, quase como que a querer que fique.
Consegui deixar gavetas cheias e o guarda-vestidos bem compostinho. Deixei ainda tudo tratado e igualmente bem resolvido.
Assim tenho tempo para me despedir de todos e aproveitar bem o tempo que me resta por aqui. Para uns últimos convívios, umas últimas salsas e especialmente umas últimas kizombas. No México não se dança kizomba e isso é do que mais devo sentir falta.. hahahaha e não só está claro!!! A familía, os amigos...
Deixo para trás o que não faz falta e levo comigo o que vale a pena. Apesar do rebuliço de emoções, levo calma interior e levo ainda um orgulhozinho assim pequenino, dos poucos anos que tenho em cima e do tanto de bom que eles já levam dentro para contar. Do que ainda vem e que eu vou buscar nem que seja ao fim do mundo.
Para trás das costas deixo o que não tem remédio, as lições aparecem quando o universo sabe que ainda não apendemos tudo. Pensava que tinha aprendido, mas parece que alguma coisa me fez esquecer disso pelo caminho.
No entanto acho que desta vez é de vez. Deitei fora os papéis, as notas e as recordações. Os pensamentos velhos, os dramas e as mágoas antigas. Já que este é definitivamente um daqueles novos ciclos, sei que não me fazem falta, nem agora nem nunca mais. Porque preciso de espaço para novas. Sem espaço nada chega e sei que ainda há muito por chegar!
"Let the old go to make new come."
É já amanhã, 10.25 AM!
Até à volta, e um beijo a todos :)
Wednesday, July 16, 2008
Tuesday, July 15, 2008
Sarau EDSAE 2008
Foi assim...

Depois de semanas de treinos, preocupações, ensaios, stress. Muuuuuitoooo stress... finalmente sábado depois das seis da tarde já podia respirar de alívio.
Chegámos em cima da hora e com uma data de contratempos pelo caminho, mas lá estávamos todos juntos apesar da confusão, como se fossemos realmente para uma peça em plena Broadway :)
Mas depois... Depois é que foi a hora da verdade...
Os nervos misturados na excitação. Sabia a coreografia de trás para a frente e dessa vez os sapatos não iam escorregar.
Apesar do ensaio ter sido simplesmente horrível, pisei o palco e esqueci-me de onde estava. Ouvi o pessoal lá de trás gritar por mim no começo. Tinham dito que iam ser piores que a claque da Elsa no Salsito. Hehe.. Nervos... Depois da parte inicial, rodei o braço e esbocei um daqueles sorrisos, enquanto pensei "vou curtir molho disto"... Simplesmente acreditei, sei que não foi perfeito mas foi o meu melhor, e isso é que sabe à vida! Daí em frente foi só sugar o momento...



Depois de semanas de treinos, preocupações, ensaios, stress. Muuuuuitoooo stress... finalmente sábado depois das seis da tarde já podia respirar de alívio.
Chegámos em cima da hora e com uma data de contratempos pelo caminho, mas lá estávamos todos juntos apesar da confusão, como se fossemos realmente para uma peça em plena Broadway :)
Mas depois... Depois é que foi a hora da verdade...
Os nervos misturados na excitação. Sabia a coreografia de trás para a frente e dessa vez os sapatos não iam escorregar.
Apesar do ensaio ter sido simplesmente horrível, pisei o palco e esqueci-me de onde estava. Ouvi o pessoal lá de trás gritar por mim no começo. Tinham dito que iam ser piores que a claque da Elsa no Salsito. Hehe.. Nervos... Depois da parte inicial, rodei o braço e esbocei um daqueles sorrisos, enquanto pensei "vou curtir molho disto"... Simplesmente acreditei, sei que não foi perfeito mas foi o meu melhor, e isso é que sabe à vida! Daí em frente foi só sugar o momento...
E que momento :)

Pelos que estiveram, pelo ambiente e a dedicação de todos!
Pela festa, pela cor, pelo apoio e pela animação. Foi um misto de tudo.
Pela festa, pela cor, pelo apoio e pela animação. Foi um misto de tudo.
O jantar foi a loucura e a festa demais. Foi dançar até os pés já não caberem nos sapatos, e atenção que eles alargaram. No dia seguinte andar era mentira, mas valeu a pena cada momento.
E aos colegas...
E aos colegas...
Muito obrigado, e até Setembro!

Sunday, July 13, 2008
Friday, July 11, 2008
Quem diria...
Faço o balanço da primeira metade do ano e vejo já que tem sido um daqueles anos com muita glória. De descobertas e conquistas e sobretudo de crescimento pessoal; de muitos melhoramentos. É para isso que acordo e luto todos os dias.
Não sei porém quem havia de dizer que seria uma quase centena de meninos pequeninos que havia de me dar tanto Norte, que havia de me ensinar tanta coisa sobre mim própria. Coisas que eu não pensava exsitirem, quanto mais serem possíveis.
Sei que estou mais que grata por esta oportunidade que me foi dada e grata pela determinação e pela força de não a ter desperdiçado.
Assim depois de tudo o que vi, de realidades que nada tinham a ver com a minha, sei que nada disso é o essencial mas sim a forma como olhamos e lidamos com o que nos rodeia. E quem melhor para nos ensinar sobre os sentimentos do que as crianças?
Agora levo comigo as suas histórias, os seus carinhos, as suas palhaçadas, os castigos, as faltas de educação, mas sobretudo levo os seus sorrisos que apareceram para reforçar o meu, seja para onde fôr.
Depois disto e de tudo o que vem de trás sei que todas as conquistas são possíveis e que ainda há muito para conquistar.
Obrigado, por tudo o que me ensinaram.

Não sei porém quem havia de dizer que seria uma quase centena de meninos pequeninos que havia de me dar tanto Norte, que havia de me ensinar tanta coisa sobre mim própria. Coisas que eu não pensava exsitirem, quanto mais serem possíveis.
Sei que estou mais que grata por esta oportunidade que me foi dada e grata pela determinação e pela força de não a ter desperdiçado.
Assim depois de tudo o que vi, de realidades que nada tinham a ver com a minha, sei que nada disso é o essencial mas sim a forma como olhamos e lidamos com o que nos rodeia. E quem melhor para nos ensinar sobre os sentimentos do que as crianças?
Agora levo comigo as suas histórias, os seus carinhos, as suas palhaçadas, os castigos, as faltas de educação, mas sobretudo levo os seus sorrisos que apareceram para reforçar o meu, seja para onde fôr.
Depois disto e de tudo o que vem de trás sei que todas as conquistas são possíveis e que ainda há muito para conquistar.
Obrigado, por tudo o que me ensinaram.

Thursday, July 10, 2008
Saudade
Hoje quando assinei a entrada do correio e me pediram que escrevesse a data parei um momento.
Só percebi quando repeti o dia.
Faz agora um mês.
Só percebi quando repeti o dia.
Faz agora um mês.
Saturday, July 05, 2008
Só me apetece...
Arrepia-me... Sempre.
Parece que dilacera qualquer coisa cá dentro de tão bonito, mas tão triste que é.
Era só isso que queria, que dos olhos pudesse absorver a beleza, a nobreza do que por vezes se sente e não sabemos simplesmente nem porquê, nem de onde vem.
Mas torna-se triste, faz querer ...
Friday, July 04, 2008
Estranha forma de vida
Escrevemos porque ninguém nos ouve, parece-me perfeito.
Escrevemos porque falar chega a ser demasiado difícil, demasiado real. Demasiado doloroso.
Até um ponto.
E escrevemos quando dói demais porque quem está à nossa volta não se apercebe, nem parece querer aperceber-se de nada nem de coisa nenhuma.
Quando falta, falta muito, de muita coisa, e acaba por se tornar em tudo que esperamos desesperadamente que não se torne no nada.
Os dias passam... E escrevemos, para que não seja tarde. Escrevemos porque quando dói até as palavras parecem não fazer sentido.
Só até um ponto.
Depois nem a escrita alivia.
E é preciso alguma coisa. Alguma coisa que seja.
Para que não seja tarde demais.
Escrevemos porque falar chega a ser demasiado difícil, demasiado real. Demasiado doloroso.
Até um ponto.
E escrevemos quando dói demais porque quem está à nossa volta não se apercebe, nem parece querer aperceber-se de nada nem de coisa nenhuma.
Quando falta, falta muito, de muita coisa, e acaba por se tornar em tudo que esperamos desesperadamente que não se torne no nada.
Os dias passam... E escrevemos, para que não seja tarde. Escrevemos porque quando dói até as palavras parecem não fazer sentido.
Só até um ponto.
Depois nem a escrita alivia.
E é preciso alguma coisa. Alguma coisa que seja.
Para que não seja tarde demais.
Thursday, July 03, 2008
Hasta el más allá del todo, por la sangre y por los huesos...
Deixara-se cair pesadamente sobre a cama. Era tarde. Passava pouco da uma da manhã mas sentia como se tivesse acabado de chegar a casa de madrugada.
O cabelo ainda lhe cheirava a um qualquer fruto que não conseguia identificar mas não a framboesa como lhe era habitual. Gostava do habitual, mas a mudança era sempre boa, quando para melhor. Porém, nem sempre era perceptível de quando a mudança era realmente para melhor, como naquele caso.
Parecia-lhe inacreditável, inconcebível. Entre o cansaço e a amálgama de pensamentos que lhe corriam como um filme de takes desordenados no tecto do quarto, entranhava-se-lhe o cheiro do cabelo e o perfume que levava na roupa. Lembranças. Tudo ao mesmo tempo, tudo sem tempo, no tempo, sem querer tempo, desculpas de tempo, e tempos, desfazados.
E perguntava-se, para quê? Só se conseguia perguntar, mas afinal para quê?
Sentia vontade de dar pontapés a todas as pedras do caminho, a todas as ditas pedras que lhe haviam dito que guardasse. Parecia que o castelo ruía um bocadinho todos os dias, assim a frase não fazia sentido. Era demasiado difícil continuar a construir uma coisa que parecia desmoronar-se tão facilmente.
Mas não podia ter fraquezas, não lhe tinham dado esse luxo, olhava à volta e ninguém as tinha, o que era mentira e todos sabiam, mas todos se davam ao direito de julgar e só o facto de as ter era em si um gravíssimo sinal de fraqueza.
Vira-o no outro dia, sentado numa cadeira à beira de uma varanda de grades velhas a fumar um cigarro de enrolar na calma das noites das entranhas dos bairros de Lisboa.
Já ninguém fumava tabaco de enrolar. Já ninguém se sentava à noite à beira de varandas velhas a fumar um cigarro de enrolar. Também já ninguém fazia muita coisa que devia ser feita.
Mas entretanto a varanda afundara-se, num lago fundo onde muitas pessoas dançavam coisas estranhas e se empurravam e rodopiavam entre corredores de espelhos e vidraças.
Não era possível compreender. Só de manhã quando se acordava e tudo continuava a não fazer sentido.
Quando tudo continuava absolutamente na mesma.
Talvez se se virasse para o lado o quadro lhe parecesse diferente. Mas não. Continuava...
Vazio.
O cabelo ainda lhe cheirava a um qualquer fruto que não conseguia identificar mas não a framboesa como lhe era habitual. Gostava do habitual, mas a mudança era sempre boa, quando para melhor. Porém, nem sempre era perceptível de quando a mudança era realmente para melhor, como naquele caso.
Parecia-lhe inacreditável, inconcebível. Entre o cansaço e a amálgama de pensamentos que lhe corriam como um filme de takes desordenados no tecto do quarto, entranhava-se-lhe o cheiro do cabelo e o perfume que levava na roupa. Lembranças. Tudo ao mesmo tempo, tudo sem tempo, no tempo, sem querer tempo, desculpas de tempo, e tempos, desfazados.
E perguntava-se, para quê? Só se conseguia perguntar, mas afinal para quê?
Sentia vontade de dar pontapés a todas as pedras do caminho, a todas as ditas pedras que lhe haviam dito que guardasse. Parecia que o castelo ruía um bocadinho todos os dias, assim a frase não fazia sentido. Era demasiado difícil continuar a construir uma coisa que parecia desmoronar-se tão facilmente.
Mas não podia ter fraquezas, não lhe tinham dado esse luxo, olhava à volta e ninguém as tinha, o que era mentira e todos sabiam, mas todos se davam ao direito de julgar e só o facto de as ter era em si um gravíssimo sinal de fraqueza.
Vira-o no outro dia, sentado numa cadeira à beira de uma varanda de grades velhas a fumar um cigarro de enrolar na calma das noites das entranhas dos bairros de Lisboa.
Já ninguém fumava tabaco de enrolar. Já ninguém se sentava à noite à beira de varandas velhas a fumar um cigarro de enrolar. Também já ninguém fazia muita coisa que devia ser feita.
Mas entretanto a varanda afundara-se, num lago fundo onde muitas pessoas dançavam coisas estranhas e se empurravam e rodopiavam entre corredores de espelhos e vidraças.
Não era possível compreender. Só de manhã quando se acordava e tudo continuava a não fazer sentido.
Quando tudo continuava absolutamente na mesma.
Talvez se se virasse para o lado o quadro lhe parecesse diferente. Mas não. Continuava...
Vazio.
Tuesday, June 03, 2008
O essencial para o coração é invisível aos olhos...
Frase do dia...
"Às vezes construimos grandes sonhos em cima de grandes pessoas.
Com o passar do tempo descobrimos que grandes eram os sonhos, e as pessoas pequenas demais."
No fundo parece que nada importa, é tudo uma amálgama de medo, de economia de emoções. Um esbanjar de egoísmo e todo um infinito de coisas que sem terem importância, importam demais. Magoam demais. Desiludem demais.
Acho que ainda continuo à espera que depois de tudo ainda acordes e sintas alguma coisa, que tenhas finalmente tomates para me espetares um beijo decente na boca. Por razão nenhuma mas simplesmente porque sim.
Um daqueles beijos em que se passa a alma de uma boca para a outra, não desses em que o ar apenas passa e no fundo não se passa mesmo nada.
Sabes, gostava de te dizer que não espero muito mais tempo. Não aguento... Não vales a pena.
Sabes...
Havia mais quem mos desse... E já sonhei demasiado tempo contigo.
"Às vezes construimos grandes sonhos em cima de grandes pessoas.
Com o passar do tempo descobrimos que grandes eram os sonhos, e as pessoas pequenas demais."
No fundo parece que nada importa, é tudo uma amálgama de medo, de economia de emoções. Um esbanjar de egoísmo e todo um infinito de coisas que sem terem importância, importam demais. Magoam demais. Desiludem demais.
Acho que ainda continuo à espera que depois de tudo ainda acordes e sintas alguma coisa, que tenhas finalmente tomates para me espetares um beijo decente na boca. Por razão nenhuma mas simplesmente porque sim.
Um daqueles beijos em que se passa a alma de uma boca para a outra, não desses em que o ar apenas passa e no fundo não se passa mesmo nada.
Sabes, gostava de te dizer que não espero muito mais tempo. Não aguento... Não vales a pena.
Sabes...
Havia mais quem mos desse... E já sonhei demasiado tempo contigo.
Tuesday, April 29, 2008
De tão premente que é lembrar-te, sei assim que não me será impossível esquecer-te
Se na verdade não te esqueci nunca...
Nem uma ou vinte, nem 500 mil vezes, sei que não terei portanto de esquecer assim nunca, ningúem que venha a seguir a ti...
"Quando veio,
Mostrou-me as mãos vazias,
As mãos como os meus dias,
Tão leves e banais.
E pediu-me
Que lhe levasse o medo,
Eu disse-lhe um segredo:
"Não partas nunca mais".
E dançou,
Rodou no chão molhado,
Num beijo apertado
De barco contra o cais.."
Nem uma ou vinte, nem 500 mil vezes, sei que não terei portanto de esquecer assim nunca, ningúem que venha a seguir a ti...
"Quando veio,
Mostrou-me as mãos vazias,
As mãos como os meus dias,
Tão leves e banais.
E pediu-me
Que lhe levasse o medo,
Eu disse-lhe um segredo:
"Não partas nunca mais".
E dançou,
Rodou no chão molhado,
Num beijo apertado
De barco contra o cais.."
Já não sei quem te perdeu...
Mas sei que só perde quem me perdeu a mim.
Wednesday, April 16, 2008
E nós ambos sem amor, lado a lado..
"Y te veo asi no te toque
Rezo por ti cada noche
Amanece y pienso en tí.."
Rezo por ti cada noche
Amanece y pienso en tí.."
Wednesday, April 02, 2008
Pourquoi douter aujourd'hui.. Les années passent mais dis moi à quel prix?
"A vida é a arte do encontro, embora haja tantos desencontros pela vida."
Vinicius de Moraes
Vinicius de Moraes
Sunday, March 23, 2008
Luas Cheias
First Step: Let go of the past... IT'S GONE, that's it, Let it go!
Second: Take a vow of kindness... There's always something good that you can help someone else with.
And third: Live, laugh, dance, chat, smile, embrace, kiss, look, sigh and so on.
Feel the beat and let it roll... Infinite things can hide behind any feeling, followed by a nice smile and a strong beat.
It's all love...
Second: Take a vow of kindness... There's always something good that you can help someone else with.
And third: Live, laugh, dance, chat, smile, embrace, kiss, look, sigh and so on.
Feel the beat and let it roll... Infinite things can hide behind any feeling, followed by a nice smile and a strong beat.
It's all love...
Monday, February 18, 2008
Estado Apático
Este não tem vírgulas nem pontos ou reticências
Não tem pontuação porque simplesmente não é nem nunca chegou a ser nada
É aquele que tem o condão de destruir tudo e não deixar que se construa coisa alguma
O que vem e se instala por mais tempo
O que deixa mais medo
É aquele que não tem nome e se tivesse
decerto não seria o teu nome
Definitivamente que o melhor remédio para a dor física é a psicológica
Tomem desilusão
É o melhor analgésico para qualquer dor
O que vem por fim instalar a apatia
Não tem pontuação porque simplesmente não é nem nunca chegou a ser nada
É aquele que tem o condão de destruir tudo e não deixar que se construa coisa alguma
O que vem e se instala por mais tempo
O que deixa mais medo
É aquele que não tem nome e se tivesse
decerto não seria o teu nome
Definitivamente que o melhor remédio para a dor física é a psicológica
Tomem desilusão
É o melhor analgésico para qualquer dor
O que vem por fim instalar a apatia
Sunday, February 17, 2008
Estado Contemplativo
Porque tudo o que poderia dizer ou sentir pode ser perfeitamente traduzido por esta música que leva qualquer um a lugares que nem sabemos que existem...
E porque aquilo que queria dizer não faz sentido dito, apenas sentido.
Aqui fica. Contido e disperso nas mais diversas formas...
E porque aquilo que queria dizer não faz sentido dito, apenas sentido.
Aqui fica. Contido e disperso nas mais diversas formas...
Saturday, February 16, 2008
O céu não é o limite, mas sim o ponto de partida
Sometimes the greatest journeys are inniciated not by the grandness or lyability of their basis, but merely by the scarce thin layers of nothingness that they began to be in the first place.
I learnt that we should dream to make that journey possible and especially that we should not despair in the meantime.
Not want it all on the same day, on the same week, or even on the same month.
I learnt that life eventually brings everything that is meant to come our way, bringing it to our own path. And most of all I learnt that we can build castles in the air, even if we don't have the rocks for it, or even if they happen to be too heavy.
Because in the end what matters is that every second counts and our waiting for the castles to land on firm ground is pointless and won't even move the journey forward.
Better like someone once said, we might as well keep building the grounds under our castles because there's no time to draw them or fix them back. If they are already there, the point is building what they are lacking underneath them.
And then again, who knows where our everyday journey with castles built on air will take us?
That is the point exactly: foundations...
I learnt that we should dream to make that journey possible and especially that we should not despair in the meantime.
Not want it all on the same day, on the same week, or even on the same month.
I learnt that life eventually brings everything that is meant to come our way, bringing it to our own path. And most of all I learnt that we can build castles in the air, even if we don't have the rocks for it, or even if they happen to be too heavy.
Because in the end what matters is that every second counts and our waiting for the castles to land on firm ground is pointless and won't even move the journey forward.
Better like someone once said, we might as well keep building the grounds under our castles because there's no time to draw them or fix them back. If they are already there, the point is building what they are lacking underneath them.
And then again, who knows where our everyday journey with castles built on air will take us?
That is the point exactly: foundations...
"If you have built castles in the air, your work need not be lost; that is where they should be. Now put the foundations under them."
Henry David Thoreau
Tuesday, February 05, 2008
Só tenho a dizer que...
J'ai seulement fermé mes yeux et j'ai oublié que j'étais là, j'ai complètement oublié que le temps existé.
Quand tu la sentes, la danse respire par ton âme.
...estou gradualmente a lavar a alma...
Sunday, February 03, 2008
Wednesday, January 30, 2008
Que nasce não sei onde, vem não sei como e dói não sei porquê...
Busque Amor novas artes, novo engenho,
Para matar-me, e novas esquivanças;
Que não pode tirar-me as esperanças,
Que mal me tirará o que eu não tenho.
Olhai de que esperanças me mantenho!
Vede que perigosas seguranças!
Que não temo contrastes nem mudanças,
Andando em bravo mar, perdido o lenho.
Mas, conquanto não pode haver desgosto
Onde esperança falta, lá me esconde
Amor um mal, que mata e não se vê;
Que dias há que na alma me tem posto
Um não sei quê, que nasce não sei onde,
Vem não sei como, e dói não sei por quê.
Para matar-me, e novas esquivanças;
Que não pode tirar-me as esperanças,
Que mal me tirará o que eu não tenho.
Olhai de que esperanças me mantenho!
Vede que perigosas seguranças!
Que não temo contrastes nem mudanças,
Andando em bravo mar, perdido o lenho.
Mas, conquanto não pode haver desgosto
Onde esperança falta, lá me esconde
Amor um mal, que mata e não se vê;
Que dias há que na alma me tem posto
Um não sei quê, que nasce não sei onde,
Vem não sei como, e dói não sei por quê.
Luís de Camões
Sunday, January 27, 2008
Silêncio
Onde se encontraria um desses, pensara. Um desses que completava, que partilhava e encaixava como as peças de lego das crianças que tão sábiamente pareciam saber sempre qual a peça certa para encaixar.
Se as crianças o sabiam tão bem e o encontravam, porque não o saberiam os adultos? Ou porque não as encontrariam no meio de tantas outras peças se no fundo não passavam de crianças de algum modo envelhecidas ou modificadas pelos traços ora amargos ora doces, do tempo que passava sem pedir.
Começava a perceber finalmente que apreciava o silêncio, que o prezava demais talvez. Não entendia e por vezes não aceitava que não lho respeitassem. No fundo admirava com uma certa magia quem o sabia usar, quem o preferia ao barulho ou a palavras vãs e quem o elevava na tranquilidade do que nunca precisava de se dizer, apenas de se sentir. Fascinava-a sempre como era possível que nele se dissesse tanto e como chegava a ser confortável, por vezes até apaziguador.
No chão da sala encontravam-se ainda inúmeras peças de lego espalhadas no chão, mas as crianças eram muitas e as próximas peças certas depressa eram apanhadas, esgotando-se mais depressa ainda as que encaixariam nas suas. As certas não se lhes podia retirar, já tinham sido apanhadas e nunca se tira o que pertence por esses meios a uma criança. Além de não estar certo deixa-la-ia totalmente desolada, mortificada até, havia quem dissesse.
No fim ficavam apenas espalhadas no chão algumas peças que acabavam sempre por não encaixar. E como se sabia? Tentava-se, talvez. Com a certeza apesar de infundada que talvez houvesse uma criança ao seu lado com a peça certa, não lhe cabendo a si sequer pedir para experimentá-la.
Era pecado, alguém uma vez lhe dissera... E seria?
Ocorreu-lhe então que as crianças não sabiam sequer o que o pecado era. E que talvez fosse isso um mera invenção dos adultos que preveniam que certas coisas se perpetuassem pela perda total da inocência, que era inerente das crianças.
Mas o silêncio que ficava no final das brincadeiras acabadas não era seu, não era silêncio sequer. Era um barulho ensurdecedor e mudo que lhe ecoava contra as paredes tão ocas de um crânio gasto e cansado, não de um crânio de criança mas sim um crânio de adulto que seguia porém as mesmas regras dos das crianças. Aquele silêncio que ouvia agora era um silêncio que a ensurdecia, não era o mesmo que ouvia enquanto a música tocava, as crianças dançavam e ao seu lado não se falava.
Poderia esse talvez ter vindo para ficar, mas não. Esse era peça que pertencia já a outra criança e ali não havia espaço para nem tempo para trocas. Não havia talões de compras nem recibos, logo não se faziam sequer devoluções.
Talvez fosse realmente pecado. O melhor era não pensar muito nisso e tentar sentir o silêncio da sala cheia de música e de gente, e procurar talvez outra peça. Noutro dia, noutro mês ou noutro ano. Noutra altura que se chamasse tempo e onde o tempo desse silêncio tivesse por acaso um determinado lugar.
Este novo ano trouxera-lhe silêncio, não meias palavras nem fingimentos, e que apesar de não ser seu deveria aproveitar. Afinal sempre se havia dito que o silêncio era de ouro e verdade ou não este era um silêncio que chegara para ensurdecê-la. Ao fechar os olhos como lhe haviam dito, imaginara que estava agarrada de novo entre ele e a salsa que soava entre as paredes do salão já vazio. De repente parecera-lhe ver a peça que tanto procurava no meio do salão.
Silêncio.
Imaginara que a música, os passos e os corpos eram um só. Imaginara que o silêncio se fundira e a ressuscitara. Na verdade nunca tinham falado muito, mas sabia que isso por si só bastava.
Silêncio.
Ao abrir os olhos já tudo desaparecera. Teria sido só a sua imaginação?...
A música tocava sozinha e os corpos tinham-se desvanecido.
Inquietação.
O barulho voltara, ensurdecedor. Ao olhar de novo vira então que a peça que encontrara desaparecera, encontrando-se já nas mãos de outra criança.
Silêncio...
O ouro havia-se tornado em alumínio que escorrera e estancara já frio, deixando quilos e quilos de silêncio que ela não podia tocar pelos cantos da sala, ali, sós... Bocados de silêncio completamente desfeitos, de silêncios imperfeitos espalhados pelo chão.
Silêncio.
Se as crianças o sabiam tão bem e o encontravam, porque não o saberiam os adultos? Ou porque não as encontrariam no meio de tantas outras peças se no fundo não passavam de crianças de algum modo envelhecidas ou modificadas pelos traços ora amargos ora doces, do tempo que passava sem pedir.
Começava a perceber finalmente que apreciava o silêncio, que o prezava demais talvez. Não entendia e por vezes não aceitava que não lho respeitassem. No fundo admirava com uma certa magia quem o sabia usar, quem o preferia ao barulho ou a palavras vãs e quem o elevava na tranquilidade do que nunca precisava de se dizer, apenas de se sentir. Fascinava-a sempre como era possível que nele se dissesse tanto e como chegava a ser confortável, por vezes até apaziguador.
No chão da sala encontravam-se ainda inúmeras peças de lego espalhadas no chão, mas as crianças eram muitas e as próximas peças certas depressa eram apanhadas, esgotando-se mais depressa ainda as que encaixariam nas suas. As certas não se lhes podia retirar, já tinham sido apanhadas e nunca se tira o que pertence por esses meios a uma criança. Além de não estar certo deixa-la-ia totalmente desolada, mortificada até, havia quem dissesse.
No fim ficavam apenas espalhadas no chão algumas peças que acabavam sempre por não encaixar. E como se sabia? Tentava-se, talvez. Com a certeza apesar de infundada que talvez houvesse uma criança ao seu lado com a peça certa, não lhe cabendo a si sequer pedir para experimentá-la.
Era pecado, alguém uma vez lhe dissera... E seria?
Ocorreu-lhe então que as crianças não sabiam sequer o que o pecado era. E que talvez fosse isso um mera invenção dos adultos que preveniam que certas coisas se perpetuassem pela perda total da inocência, que era inerente das crianças.
Mas o silêncio que ficava no final das brincadeiras acabadas não era seu, não era silêncio sequer. Era um barulho ensurdecedor e mudo que lhe ecoava contra as paredes tão ocas de um crânio gasto e cansado, não de um crânio de criança mas sim um crânio de adulto que seguia porém as mesmas regras dos das crianças. Aquele silêncio que ouvia agora era um silêncio que a ensurdecia, não era o mesmo que ouvia enquanto a música tocava, as crianças dançavam e ao seu lado não se falava.
Poderia esse talvez ter vindo para ficar, mas não. Esse era peça que pertencia já a outra criança e ali não havia espaço para nem tempo para trocas. Não havia talões de compras nem recibos, logo não se faziam sequer devoluções.
Talvez fosse realmente pecado. O melhor era não pensar muito nisso e tentar sentir o silêncio da sala cheia de música e de gente, e procurar talvez outra peça. Noutro dia, noutro mês ou noutro ano. Noutra altura que se chamasse tempo e onde o tempo desse silêncio tivesse por acaso um determinado lugar.
Este novo ano trouxera-lhe silêncio, não meias palavras nem fingimentos, e que apesar de não ser seu deveria aproveitar. Afinal sempre se havia dito que o silêncio era de ouro e verdade ou não este era um silêncio que chegara para ensurdecê-la. Ao fechar os olhos como lhe haviam dito, imaginara que estava agarrada de novo entre ele e a salsa que soava entre as paredes do salão já vazio. De repente parecera-lhe ver a peça que tanto procurava no meio do salão.
Silêncio.
Imaginara que a música, os passos e os corpos eram um só. Imaginara que o silêncio se fundira e a ressuscitara. Na verdade nunca tinham falado muito, mas sabia que isso por si só bastava.
Silêncio.
Ao abrir os olhos já tudo desaparecera. Teria sido só a sua imaginação?...
A música tocava sozinha e os corpos tinham-se desvanecido.
Inquietação.
O barulho voltara, ensurdecedor. Ao olhar de novo vira então que a peça que encontrara desaparecera, encontrando-se já nas mãos de outra criança.
Silêncio...
O ouro havia-se tornado em alumínio que escorrera e estancara já frio, deixando quilos e quilos de silêncio que ela não podia tocar pelos cantos da sala, ali, sós... Bocados de silêncio completamente desfeitos, de silêncios imperfeitos espalhados pelo chão.
Silêncio.
Sunday, December 23, 2007
Feliz Natal :)
E como o Natal é das crianças e a nós por vezes nunca mais nos parece o mesmo...
Este ano "faço" de todas elas o meu e espero que o vosso também :)
Obrigado 3º A, B e C, 4ºA e B!
Feliz Natal a todos e que venha aí um grande 2008!
Tuesday, December 18, 2007
December 11th, 2004
December 11th, 2007
"Il y a longtemps que je t'aimeJamais je ne t'oublierai."
Now that I come to realize it, this is how I think I'll finally let you go.
Live and love and let it it be. I-W-A-L-Y...
This will be the last time.
December 31st, 2007
Il y a longtemps que je t'aime,
Jamais je ne t'oublierai.
Monday, December 17, 2007
Rescisão de contrato
O deserto soprava um vento quente, incontrolável, naquelas horas e àquela temperatura, completamente insustentável.
Fazia agora mais de quatro anos que ambos se tinham perdido, cada um de um lado diferente do mesmo deserto, entre as brisas do esquecimento e os tornados da loucura, mas ambos sempre no mesmo epicentro da inconstância e daquele vento que se tinha tornado insuportável.
De um lado sopravam as mais variadas espécies e feitios de feras, todas com garras que ora saltavam ora se encolhiam, mas cravadas sempre sobre qualquer obstáculo que se lhes atravessasse no caminho. As suas mandíbulas eram geralmente podres, gastas ou até mesmo inexistentes, marca dos anos, das escolhas e consequências. Inconsequentes e feias como os vasos de barro que se deixavam partidos nos jardins espalhando à sua volta montes de terra desordenados e restos de plantas mortas e partidas junto dos cacos.
Desse deserto corria um brisa fria que essas feras sentiam no calor do dia e uma outra quente apenas sentida no frio da noite.
Era essa última que extasiava, que descontrolava e se mantinha enlouquecida ao longo da passagem dos anos, como as brisas quentes que vinham dos trópicos e que nem as chuvas, os tornados ou os tufões conseguiam arrefecer.
Ficava assim tão fácil entregar a quem nos desse um sopro desse deserto, a quem nos aquecesse a alma por tão pouco mas que parecia tanto dado por nada.
Ficava tão fácil vender o que era nosso sem saber que se vendia, que se criava um contrato de escravidão vitalícia aos grãos de areia desse deserto onde as brisas quentes não paravam nunca de soprar.
No entanto, na última linha do contrato havia uma cláusula a letras minúsculas, daquelas que nunca ninguém se lembrava de ler e analisar.
Ao apertar-lhe a mão, sentira-a fria como a da morte, putrefacta como a decadência que lhe davam as boas-vindas mascaradas de vida e aundância, alertando bem alto no passar da porta:
"Seremos cúmplices o resto da vida", afastando-se de seguida ao largar-lhe a mão.
Do outro lado da porta estava então o deserto onde se perdera repetidas vezes, onde reinavam as feras e o calor, onde o chão era feito de areias movediças e os oásis de alcatrão.
Chegara a converter-se em fera, chegara a perder-se nas poças de alcatrão e ns buracos de areia movediça. Chegara a perder-se sem saber como se encontrava sempre, e voltava sempre para perdidamente se perder até se voltar a encontrar.
No entanto no deserto os anos pareciam não passar até passarem efectivamente e nessa passagem as restantes feras da espécie não ajudavam, não construíam nem aliavam.
Um dia, quase como por engano deslizara por um dos buracos de areia movediça e fora ficando. Do outro lado as brisas eram diferentes, os desertos não tinham areias movediças nem os oásis alcatrão.
No dia que as detentoras do contrato haviam ido buscá-la, tinha apontado apenas as duas linhas quase invisíveis e a última onde deveria estar a assinatura. As duas riram-se:
"Seremos cúmplices o resto da vida"...
Apontara então apenas as duas linhas minúsculas e a última onde deveria estar a assinatura:
"Ou talvez só até amanhecer..."
Ao voltar costas sentira os seus uivos a serem absorvidos de volta ao deserto. Não tornariam a visitá-la. Aquele não era mais um contrato de escravidão vitalícia. A noite vem às vezes tão perdida, pensara. Tão descuidada e ambiciosa, sedenta de contratos vitalícios de almas perdidas. Não, mas não mais seriam cúmplices.
Aquele contrato era um que não conseguiriam.
Nem era preciso rescindi-lo...
Não o havia chegado a assinar.
Fazia agora mais de quatro anos que ambos se tinham perdido, cada um de um lado diferente do mesmo deserto, entre as brisas do esquecimento e os tornados da loucura, mas ambos sempre no mesmo epicentro da inconstância e daquele vento que se tinha tornado insuportável.
De um lado sopravam as mais variadas espécies e feitios de feras, todas com garras que ora saltavam ora se encolhiam, mas cravadas sempre sobre qualquer obstáculo que se lhes atravessasse no caminho. As suas mandíbulas eram geralmente podres, gastas ou até mesmo inexistentes, marca dos anos, das escolhas e consequências. Inconsequentes e feias como os vasos de barro que se deixavam partidos nos jardins espalhando à sua volta montes de terra desordenados e restos de plantas mortas e partidas junto dos cacos.
Desse deserto corria um brisa fria que essas feras sentiam no calor do dia e uma outra quente apenas sentida no frio da noite.
Era essa última que extasiava, que descontrolava e se mantinha enlouquecida ao longo da passagem dos anos, como as brisas quentes que vinham dos trópicos e que nem as chuvas, os tornados ou os tufões conseguiam arrefecer.
Ficava assim tão fácil entregar a quem nos desse um sopro desse deserto, a quem nos aquecesse a alma por tão pouco mas que parecia tanto dado por nada.
Ficava tão fácil vender o que era nosso sem saber que se vendia, que se criava um contrato de escravidão vitalícia aos grãos de areia desse deserto onde as brisas quentes não paravam nunca de soprar.
No entanto, na última linha do contrato havia uma cláusula a letras minúsculas, daquelas que nunca ninguém se lembrava de ler e analisar.
Ao apertar-lhe a mão, sentira-a fria como a da morte, putrefacta como a decadência que lhe davam as boas-vindas mascaradas de vida e aundância, alertando bem alto no passar da porta:
"Seremos cúmplices o resto da vida", afastando-se de seguida ao largar-lhe a mão.
Do outro lado da porta estava então o deserto onde se perdera repetidas vezes, onde reinavam as feras e o calor, onde o chão era feito de areias movediças e os oásis de alcatrão.
Chegara a converter-se em fera, chegara a perder-se nas poças de alcatrão e ns buracos de areia movediça. Chegara a perder-se sem saber como se encontrava sempre, e voltava sempre para perdidamente se perder até se voltar a encontrar.
No entanto no deserto os anos pareciam não passar até passarem efectivamente e nessa passagem as restantes feras da espécie não ajudavam, não construíam nem aliavam.
Um dia, quase como por engano deslizara por um dos buracos de areia movediça e fora ficando. Do outro lado as brisas eram diferentes, os desertos não tinham areias movediças nem os oásis alcatrão.
No dia que as detentoras do contrato haviam ido buscá-la, tinha apontado apenas as duas linhas quase invisíveis e a última onde deveria estar a assinatura. As duas riram-se:
"Seremos cúmplices o resto da vida"...
Apontara então apenas as duas linhas minúsculas e a última onde deveria estar a assinatura:
"Ou talvez só até amanhecer..."
Ao voltar costas sentira os seus uivos a serem absorvidos de volta ao deserto. Não tornariam a visitá-la. Aquele não era mais um contrato de escravidão vitalícia. A noite vem às vezes tão perdida, pensara. Tão descuidada e ambiciosa, sedenta de contratos vitalícios de almas perdidas. Não, mas não mais seriam cúmplices.
Aquele contrato era um que não conseguiriam.
Nem era preciso rescindi-lo...
Não o havia chegado a assinar.
Sunday, December 09, 2007
Expoente da Loucura
A cidade está deserta,
E alguém escreveu o teu nome em toda a parte.
Nas casas, nos carros,
Nas pontes, nas ruas...
Em todo o lado essa palavra repetida ao expoente da loucura
Ora amarga, ora doce
Para nos lembrar que o Amor é uma doença...
Quando nele julgamos ver a nossa cura.*
*Ornatos Violeta, "Ouvi dizer"
Sunday, November 25, 2007
I will pray that the soul can wait
I haven't slept for two days
I've bathed in nothing but sweat
And I've made hallways
Scenes for things to regret...
I live my life with no pain
Just some rage and three kinds of yes
And I've made stairways
Such scenes for things that I regret
Oh those days in the sun
They bring a tear to my eye...
But you're so young
You're so young
You look in my eyes
You're so young...
But tonight I can't rest my chemistry...
I've bathed in nothing but sweat
And I've made hallways
Scenes for things to regret...
I live my life with no pain
Just some rage and three kinds of yes
And I've made stairways
Such scenes for things that I regret
Oh those days in the sun
They bring a tear to my eye...
But you're so young
You're so young
You look in my eyes
You're so young...
But tonight I can't rest my chemistry...
When it's real it's unconditional...
Cause a man, just ain't a man,
If he aint' man enough...
To love you when you're right,
Love you when you're wrong
Love you when you're weak,
Love you when you're strong
Take you higher
When the world got you feelin low.
He's given you his last, cuz he's thinking of you first
Given comfort when you're thinking that you're hurt
That's what's done when you really love someone
I'm telling y'all.
Cause you're a real man and lord knows it's hard
Sometimes you just need a woman's touch
Sweet affection, love and support
When it's real, it's unconditional.
If he aint' man enough...
To love you when you're right,
Love you when you're wrong
Love you when you're weak,
Love you when you're strong
Take you higher
When the world got you feelin low.
He's given you his last, cuz he's thinking of you first
Given comfort when you're thinking that you're hurt
That's what's done when you really love someone
I'm telling y'all.
Cause you're a real man and lord knows it's hard
Sometimes you just need a woman's touch
Sweet affection, love and support
When it's real, it's unconditional.
Sunday, November 18, 2007
Ladies and Gentleman: we've created the perfect world for you!
Attention:
Always follow the rules,
Uniforms are a must.
Passion is just dust in your eyes.
So you always work, to feed the war that you don't know
To play on and play on and play on.
This is what you have to do:
You have to say, you have to be, you have to fear, you have to pretend...
Sim city.
What a lovely town...
*Sim city.
Always follow the rules,
Uniforms are a must.
Passion is just dust in your eyes.
So you always work, to feed the war that you don't know
To play on and play on and play on.
This is what you have to do:
You have to say, you have to be, you have to fear, you have to pretend...
Sim city.
What a lovely town...
*Sim city.
Oh behold the world we have been living in,
what became of it for we never knew
just what to do with it all along.
Then just behold it and finally see,
what we have turned into to forget what is gone.
House music knows it all the way.
House music knows it all the way.
*Sim City (Ceballos & Santana) - DJ VIBE remix
Thursday, November 15, 2007
God... I wanna let it go!
Don't want to let it lay me down this time.
Drown my will to fly.
Here in the darkness I know myself.
Can't break free until I let it go.
Let me go.
Wednesday, November 07, 2007
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