Thursday, February 16, 2006

Mulheres com Valor!

Mandado por uma grande amiga, para as amigas e também para os amigos, fica aqui um pensamento, espero que gostem.

Mulheres com Valor

Numa breve conversa, um homem perguntou a uma mulher:
"De que tipo de homem é que andas à procura?"
Ela ficou um momento calada antes de o olhar nos olhos e finalmente perguntou-lhe:
"De certeza que queres mesmo saber?"
Ao responder-lhe que sim, ela começou então a dizer-lhe:
"Sendo mulher nesta época, estou na posição de pedir a um homem o que eu sozinha não posso fazer por mim. Eu pago todas as minhas contas, encargo-me da minha casa e de grande parte da minha vida sem a ajuda de um homem. Portanto, acho que estou em posição de perguntar, o que é que tu podes trazer à minha vida?"
Ele ficou a olhar para ela, claramente pensando que o assunto tratava de dinheiro, ao que elarápidamente pensou em corrigir o que ele estava a pensar, dizendo:
"Não me estava a referir ao dinheiro. Eu preciso de algo mais. Eu preciso de um homem que lute pela perfeição em todos os aspectos da vida."
Ele recostara-se então na cadeira, cruzara os braços e pedira-lhe que lhe explicasse.
"Eu procuro alguém que lute pela perfeição mental, porque preciso de alguém com quem conversar e que me estimule mentalmente. Não preciso de alguém que não desafie as suas capacidades. Estou à procura de alguém que lute pela perfeição espiritual, com quem possa eventualmente partilhar as minhas dúvias e até a minha fé. Não preciso de um homem que lute pela perfeição financeira porque eu não preciso de alguém com altos cargos e uma reputação financeira. Preciso de alguém suficientemente sensível que me compreenda, que compreenda o que se passa na minha vida, mas que seja também suficientemente forte para não me deixar cair.
Estou à procura de alguém que eu possa respeitar. Porque eu posso ser tudo, corresponder a tudo o que me seja pedido nas mais variadas circunstâncias mas tenho de respeitar inteiramente a pessoa que quero ao meu lado. Não posso fazer nada por uma pessoa que não consiga tentar resolver os seus próprios problemas.
Ninguém pode ajudar uma pessoa que de si não se sabe ajudar a si mesma."
Quando acabou de falar tornou a olhá-lo nos olhos e reparou que ele parecia confuso e algo interrogado. De seguida, ele disse-lhe:
"Estás a pedir muito."
E ela finalmente respondeu:
"Eu valho muito."

"O essencial para o coração é invisível aos olhos..."

Monday, February 13, 2006

Estou

Quantas vidas, quantas mentes
vais, voltas, vens sempre
sonhas, tiras, choras, sentes.
Vens e voltas, vais e ficas.
Será que vens? Será que ficas?
Eu espero, hoje e amanhã,
amanhã e depois
mas não espero muito mais
porque não devia esperar.
Não por ti que foste, tu para não ficar.
Será que voltas? Será que ficas?
Será que fico ou volto amanhã...
e tu escreves.
cartas sem nome, nomes sem sentido.
Pedes desculpas vazias e contas vidas já sabidas.
Porque sabes que eu já te sabia, sempre soube
sempre sabia.
E tu também voltas, ou será que ficas?
Estou aqui, ainda, agora
para ti sempre.
Mas para quem, para ti.
Estou para quando voltares, estou para quando partires
porque fico sempre aqui até ao dia que não chegares.
Estou.
Para ti, para mim, só.
Estou.
Sem ti, nem mim.
Em muitas vidas, muitas mentes
em muitas voltas,
estou para quando voltares,
nas ruas, nos sentimentos,
cega, assim, assente
em corações esquecidos de muitas mágoas,
muitas gentes.

Tuesday, February 07, 2006

Negra Sombra

Depois de ter passado talvez mais de um ano continuo a ouvir esta música como se a estivesse a ouvir pela primeira vez e continuo a pensar o quão difícil é compreendermos plenamente a química e o sentido do que é expresso por outra pessoa e noutra língua diferente daquela em que fomos criados.
Curioso como desde a primeira vez que a ouvi me pareceu que já fazia parte de mim desde sempre e no entanto me parece também sempre tão distante como se não fosse sequer deste mundo.
Acho que não estamos assim tão longe uns dos outros, talvez bastasse apenas ouvirmo-nos melhor. Dispensar-se-iam assim as negras sombras que nos acompanham.

Negra Sombra

Cando penso que te fuches
Negra sombra que me asombras
Ó pé dos meus cabezales
Tornas facéndome mofa
Cando máximo que es ida
No mesmo sol te me amostras
I eses a estrela que brila
I eres o vento que zoa
Si cantan, es ti que cantas
Si choran, es ti que choras
I es o marmurio do río
I es a noite i es aurora
En todo estás e ti es todo
Para min i en min mesma moras
Nin me deixarás ti nunca
Sombra que sempre me asombras

Luz Casal y Carlos Nuñez
(A Irmandade das Estrelas / Mar Adentro OST)

Hoje

Hoje acordei vazia, fria, descrente.
Sem motivos, nem razões aparentes.
Dói-me tudo e não me dói nada.
Há quantos anos? Por quantas razões?
Depois de tantos sonhos e o triplo das ilusões.
Sem ti, sem este, nem o outro.
Sem mim.
Estive vazia, fria, descontente.
Com que é que me encho?
Nem areia, nem água, nem poente.
Há dias assim, dias em que me sinto vazia.
Dias em que não se ouvem sons, nem se falam palavras.
Dias em que espero que alguém me acorde, que me tire destes labirintos
ou que me dê mapas.
Hoje não vieste tu, nem ninguém.
Ficou tudo adormecido.
E hoje não acordei.

Monday, January 30, 2006

What if

Ás vezes penso que quando viste as minhas fraquezas as quiseste tornar tuas. Acho que pensaste que serias capaz de sugar de mim tudo aquilo que me fazia sofrer. Serias?
Nunca cheguei a ver a possibilidade.
Mas as minhas fraquezas são também as tuas... Já as vês?
E eu não tenho força. Esgotou-se-me... esvairam-se-me todas as gotinhas dela que ainda me restavam.
E preciso dessa força porque não me aguento mais em pé e só acho que tu não tens força para aguentar as minhas fraquezas e também as tuas.
Porque não deixas de lado a teimosia? Porque não largas essa carga e não encontras essa força? Se a tens para lutar também a deverias ter para dar. Não percebo pelo que lutas.
Sei que voltei a ser egoísta. Desculpa... mas ás vezes não entendo.
Porque não me perguntas aquilo que queres saber? Porque é que não falas comigo?
Ás vezes não consigo aceitar-te como tu és, mas tu também não me aceitas como eu sou.
Yeah that's the hardest part...
Continuas a fazer-me falta.

Título para quê???

Ainda são duas da manhã e digo ainda porque sei que o ainda é precisamente porque tenho a noite inteira pela frente com o trabalho de Sociologia das Organizações para acabar e já se me acabou a força para estudar há mais de das semanas, há mais de tanto tempo que nem me lembro quanto.
Já viste o que me fizeste? Pior ainda, já viste que te culpo sempre por todos os meus fracassos e frustrações?
Não sei se vou ter força para acabar isto, para alcançar as metas estúpidas que me imponho a mim própria, para ter coragem para dizer que te odeio porque acabo simplesmente por ver que te ainda te amo mais do que todo o ódio que ás vezes digo te tenho.
Barreiras lingísticas, porque escrevo estupidamente para ti e sei que nunca me lerás, barreiras amorosas, temporais, culturais, continentais, queres mais alguma? São tantas que já não lhes sei os nomes.
Mudanças de mentalidades, progressos estruturais... como hei de os propôr se nem sequer sei como hei de mudar-me a mim própria neste contexto que já não sei se é o meu.
Já viste em que me tornei? E tu o que me respondes? Nada como sempre. Mas não respondo mais por ti. Não respondo por ninguém. Agora só tenho de arranjar força para acabar isto, Deixas? Ou deixo eu???
Odeio-te, percebes bem ODEIO-TE!
In your soul... não te posso culpar mais a ti porque já não estás aqui e por mais que me mintas sei que não vais estar.
Precisava de falar com alguém, só não sei com quem.
Mãos à obra... vamos ver se aguento. Não podes ser mais forte que a minha força de vontade ainda que ela seja teórica.
2 posts no mesmo dia e tudo por tua causa. Devo estar mais doente do que penso.
Talvez amanhã to diga.
1º tópico: O progresso da Administração Pública Portuguesa...

Sunday, January 29, 2006

Neve

Chegou de mansinho, sem previsões e sem avisos, num domingo como tantos outros depois de eu rezar tantos anos para ver nevar em Lisboa.
O ar gélido depois de almoço cheirava a neve, ela já vinha desde o norte até Santarém e diziam que nevava desde manhã em Évora. Eu sabia que tinha de chegar aqui.
Ao espreitar pela janela do quarto tornei a sentir aquele ar que levemente me cheirava a neve e após alguns segundos vi umas formações brancas microscópicas que dançavam no ar esporádicamente quase sem se ver. Tentei não começar a gritar como doida pela casa mas ao tornar a ver outro daqueles flocos brancos microscópicos já corria pelo corredor.
_ESTÁ A NEVAR, VEM À JANELA!!! Mas nem a vendo chegar de pequenina acreditaram.
Eu sabia que ela vinha e depois de estar vestida decidi voltar à janela para confirmar apenas que a neve tinha finalmente começado a cair tal como eu me lembrava.
Passado algum tempo de gritar pela casa e de a deixar cair violentamente como chuva, os flocos foram-se então tornando suaves e consistentes num misto de lembrança e alegria que deixei escorrer pela cara enquanto o branco caía do céu.
Lembrei-me de ti sem querer lembrar, lembrei-me dos snow angels e das coisas que deixámos escritas na neve. Lembrei-me das noites em que não me telefonavas e em que eu me sentava á janela a ver nevar, sem sentir o frio que fazia lá fora depois do Nicholas e do Jeremy terem guardado os trenós e termos parado as guerras que começávamos quando eles chegavam da escola. Lembrei-me dos dias em que saía cedo para o trabalho e conseguia cheirar o frio quando passava pelos caminhos cobertos de branco ao longo das ruas movimentadas. De quando os dias pequenos se tornavam enormes só na espera fria e inútil de um telefonema teu.
No entanto senti-me mais perto de onde sei que estou tão longe e lembrei-me de todos eles que lá ficaram rodeados pela neve, no calor das casas bem aquecidas onde se passeia descalço, de t-shirts vestidas e onde se comem gelados em Janeiro. E senti a neve, lembrando-me deles e esquecendo-me de ti à medida que os flocos iam caíndo formando uma leve película branca nas ervas do jardim.
Não precisei de voltar para me sentir tão perto, mas morria de saudades desse frio gélido que cobriu totalmente o meu inverno de branco e que te levou tão depressa como te aproximou de mim. E não fui capaz de voltar para dentro, apesar de sentir levemente o frio gelar-me por fora, sem conseguir porém que ele me gelasse por dentro. Assim fui ficando até que a neve parasse para me sentir cada vez mais perto com a cara virada para o céu á medida que os flocos descansavam na minha cara. As imagens trouxeram-nos ali tão perto e no fim percebi que não conseguia não lembrar-me de ti.
Porque também a tua imagem voltou e com ela voltaram as auto-estradas instransitáveis cobertas de neve no dia 11 de Dezembro e aquele aeroporto gigante que se vestiu de branco para me ver partir. Lembrei-me de ver a neve cair pelas janelas do terminal e da hora e meia que ficámos dentro do avião até a camada de gelo ser completamente derretida para podermos descolar.
Lembrei-me de todas as vezes que me fizeste chorar, tanto no quente da casa como atrás de ti ao frio pela rua. Naquela noite quem chorava e gritava era eu, mas a culpa não era minha, só tua. Agora vejo aquela tarde em que chorei durante uma hora ao lado de um estranho que me tinha ajudado a pôr a mala por cima do lugar 122A porque eu simplesmente já não tinha mais força.
Vês bem o que me fizeste?
Enquanto a neve continuava a cair lá fora, tu passeavas-te entre sorrisos no terminal do aeroporto, sem teres deixado que se viessem despedir de mim, tiveste de escolher o mesmo dia que eu para voltar para casa, em horas diferentes, descontros iguais, consequentes.. Voltavas sem rancor, nem remorsos, com alguma alegria e desprezo por esses que ali estivam contigo. Agora voltavas vitorioso para junto dos teus com toda a grandeza que não era nenhuma. Voltavas o mesmo, pior quem sabe. 3 anos e meio depois.
Quis tanto sentir essa neve, esse frio, mas não me lembrei que com ela vinha tanto de ti, mas hoje nevou em minha casa, 52 anos depois disseram. Agora só quero lembrar que quis essa neve para estar mais perto de quem ao contrário e ti nunca me tirou nada e a quem tu tiraste tanto, e quero esqueçer que com ela vieram as memórias. Foi como se tivesses vindo aqui ter comigo sem eu te ter pedido.
Não venhas. Deixa a minha neve ser aquilo que tu não foste.
Partimos há mais de um ano, 5.05 pm Eastern time, quando ainda se viam os flocos de neve cair pelas janelas do avião e hoje nevou em minha casa, assim como nevava em Toronto e onde eu pensava que nunca poderia nevar. Que saudades daquele inverno e de este ano ter voltado mais cedo, na verdade acho que estava tão longe que a neve veio até mim porque sabia que eu não podia chegar até ela.
Para me fazer esquecer de ti? Para gelar o frio que corre por mim sem neve há tanto tempo?
Não sei. O teu avião saíu uma hora depois na direcção oposta.

...5.05...

"All passengers now boarding Flight 887 Mexicana Airlines - Toronto Pearson International to Mexico City's Benito Juaréz International boarding now at gate"...

Agora já não as oiço mais. Hoje depois da neve entrei em casa e tentei não me lembrar mais de ti. Porque hoje nevou para mim, sem ti.

Saturday, January 28, 2006

Porque sim e porque não

Porque te daria a minha vida, em troca de nada se não tivesses a tua.
Porque te daria tudo o que não tens mesmo sem ter excedente para te poder dar.
Porque te tiraria a dor e o sofrimento e responderia às tuas perguntas quando não soubesses as respostas.
Porque te diria que sim quando todos te dissessem que não.
Porque me daria e te daria.
Porque apagaria as tuas preocupações e os teus medos.
Porque te daria o meu amor, triplicado pelo ódio que me restou agora.
Porquê?
Porque sim.
Porque te amei mais do que alguém devia ter amado.
Porque não.
Porque nunca mereceste esse todo que tornaste nada.
E Porquê?
Porque se olhares bem para ti vais perceber que sim e um dia quem sabe voltas e te atreves a dizer que não.
Porque sim, eu apredi tanto contigo.
E porque não? Agora aprende tu com quem não estiver disposto a ensinar-te.
Assim aprendes e cresces fora de tempo com quem te ensinar o mesmo que me ensinaste a mim.
E ás vezes espero que sofras.
Outras espero que não sofras.
Porquê?
Acuerdate mi amor... "Porque yo???"
Sabes bem... Porque sim... e porque não.

Thursday, January 12, 2006

Fazes-me falta

Fazes-me falta.
Esta frase ecoa na minha cabeça há tanto tempo que me faz ela própria perder a noção que antes tinha do tempo e do próprio sentido de pertença. Fazes-me falta porque nem esta frase sequer é minha.
Se soubesses a falta que me fazes, se soubesses há quanto tempo eu quero gritar-te que me fazes falta, que quero tragar a culpa sozinha porque que há poucas coisas que não me lembrem de ti, que preciso de ti, que tenho saudades tuas, saudades que nem eu própria consigo medir. Tuas, se soubesses, tuas!
Se soubesses todas as coisas que te quero dizer, todas as coisas que nunca consegui dizer e agora me corroem o cérebro, me fazem doente e me assustam todos os dias só por não tas poder dizer. Fazes-me falta.
Do que foi e não foi, do que foi e não podia ter sido. Do que era só, os ses não interessam e o que foi já não é, mas tu continuas a fazer-me falta.
Perdi as ilusões, perdi-me no caminho e tornei-me tão fria, tão analítica e tão crua que ceguei como castigo e vejo agora apenas os teus defeitos quando devia ver apenas as tuas qualidades.
Queria dizer-te que são tantas e mesmo assim tenho medo de chegar até ti. Não sei o caminho e por vezes assusta-me não saber se sou verdeiramente feliz com esse medo de o procurar.
Tornei-me tão diferente que agora nem é de ti que tenho medo, mortifiquei e tenho medo só de mim porque também não me conheço e duvido apenas de como posso conhecer-te a ti.
Se tu soubesses, se tu ouvisses os gritos surdos que saem mudos, quando passo por ti nos corredores, se ouvisses os gritos que dou e não posso dar, se quisesses ouvir todas as coisas que tinha para te dizer e nunca te disse acho que tudo seria diferente.
Queria dizer-te que desperdiçámos tanto tempo, que deixámos escapar tanta magia, que nos sentámos á beira do nada, eu do medo, tu da teimosia.
Queria dizer-te que te amo à minha maneira estúpida, egoísta como te disse tantas vezes, que devia ter feito tantas coisas que não fiz, que devia ter visto tanto que não vi...ouvido tanto que não ouvi.
Penso nos futuros, nas escolhas... Fala comigo, eu sempre te quis ouvir, preciso que fales comigo, que sejas tu e não os outros porque eu só preciso de ti.
Fazes-me falta.
Todas as vezes que nos cruzamos e não temos mais nada para dizer um ao outro, todas as vezes que não te tenho aqui, fazes-me falta.
Se eu soubesse quem tu és, ás vezes sinto que já não te conheco, conhecendo-te tão bem.
Se soubesses a medida da forma dessa falta, dessa culpa que não tem medida e deixa as loucuras soltas à descrição, se soubesses tu quantas.
Queria dizer-te que me fazes falta, que eu nem sempre sei tudo e que não tenho todas as respostas. Não se me vês, se me ouves, mas não as tenho.
Queria dizer-te que eu ando sem andar, que sonho sem sonhar, amo sem amar e sinto sem sentir...
Fazes-me falta.
Mesmo assim fazes-me falta.
Talvez to diga ainda, talvez te grite desculpa e toda esta restante culpa e deixe que me grites a mim tudo o que eu sei que tens aí dentro, num destes dias que a loucura andar à solta. No dia em que o "fazes-me falta" me enlouquecer e eu entre num desses comboios e te vá gritar estas coisas, perto do mar que abafa todos os gritos. Ao menos sei que perto dele sou sempre a mais pequena. Vê, ouve...
Fazes-me falta, era só isto que te queria dizer.
Fazes-me falta.

Friday, December 30, 2005

Feliz 2006!

E finalmente vem aí o novo ano, esperado por muitos, por outros não tanto, mas sem dúvida mais um. Ainda parece que foi ontem que entrámos em 2005, agora já não vejo o tempo demorar a passar como antes, agora parece passar sempre mais rápido do que às vezes se dá conta.
Espero que vos traga todas as coisas que desejarem, que alimente os sonhos e espalhe as alegrias já conquistadas e vos traga ainda mais!
Como dizem o passado fica para trás, para quê lutar com ele se o passado passou e afinal não se pode mudar. Encontrei esta quote de um escritor inglês que me pareceu muito interessante, precisamente por me ter aparecido na véspera de ano novo:
"The past is a foreign country; they do things differently there."
E fiquei a pensar, se esse passado é então um país diferente é sem dúvida altura de se começarem a explorar países novos porque se as coisas no passado se faziam diferentes no presente já não é assim.
Essecialmente desejo que possam explorar outros "países" fora daqueles que sejam passados, fora dos que já não não façam sentido ou que não teham eco no agora.
Ano novo, vida nova, sempre ouvi dizer isto... Verdade ou não sempre se idealiza qualquer coisinha num novo ano, mas sobretudo espero que sejam felizes, cada um à sua maneira mas rodeados de tudo o que vos faz sorrir. E sorriam sempre!
Beijinhos a todos e uma grande entrada em 2006!

Thursday, December 01, 2005

O começo...

Já há cerca de 3 anos que oiço falar em blogs e confesso que nunca conseguiram cativar a minha atenção. Sempre acreditei que o se escreve e o que se pensa (no meu caso) devia ficar guardado para mim. Talvez por me terem vindo a ensinar que o saber estar calado era uma arte, agora vejo, uma arte que fui aprendendo demasiadamente bem e que me fez começar a escrever a sério. O papel nunca teve de me ouvir e a ele podia contar tudo o que quisesse, sabia que ele não ia contar a ninguém e que nunca me julgaria.
Continuo agora a preferir ouvir em vez de falar, assim escrevo mais e digo menos parvoíces. E já disse muitas, continuo a dizê-las, acho que todos vocês sabem disso.
Mas decidi começar a partilhar esses meus "papéis" por aqui, alguém inderectamente me aconselhou e depois de algum tempo pensei, porque não? Já que agora todos o fazem porque não eu, afinal sempre tenho algumas coisas a dizer... e entretanto acho que me cansei de ser como tu (e que pena nunca me poderes vir a entender...). Tu, que guardas tudo para dentro, e eu que não quero ser assim. Não quero chegar a ser como tu.
Espero que gostem do que fôr escrevendo e que um dia leiam as continuações dos fragmentos, pelo menos daqueles que eu tiver a coragem de escrever até ao fim.
Era só isto... afinal não foi assim tão difícil.