Quantas vidas, quantas mentes
vais, voltas, vens sempre
sonhas, tiras, choras, sentes.
Vens e voltas, vais e ficas.
Será que vens? Será que ficas?
Eu espero, hoje e amanhã,
amanhã e depois
mas não espero muito mais
porque não devia esperar.
Não por ti que foste, tu para não ficar.
Será que voltas? Será que ficas?
Será que fico ou volto amanhã...
e tu escreves.
cartas sem nome, nomes sem sentido.
Pedes desculpas vazias e contas vidas já sabidas.
Porque sabes que eu já te sabia, sempre soube
sempre sabia.
E tu também voltas, ou será que ficas?
Estou aqui, ainda, agora
para ti sempre.
Mas para quem, para ti.
Estou para quando voltares, estou para quando partires
porque fico sempre aqui até ao dia que não chegares.
Estou.
Para ti, para mim, só.
Estou.
Sem ti, nem mim.
Em muitas vidas, muitas mentes
em muitas voltas,
estou para quando voltares,
nas ruas, nos sentimentos,
cega, assim, assente
em corações esquecidos de muitas mágoas,
muitas gentes.
2 comments:
Teresa, quando é que metes na cabeça que esse "amor" que tu tiveste, por muito forte que tenha sido, vai passar? E que irás ter amores muito maiores e que, se algo correr mal, vais sofrer muito mais? Sofrer faz parte da aprendizagem e só a morte nos impede de resolver ou melhorar as coisas. Autocomiseração NÃO é o caminho.
Já meti isso na cabeça faz um tempo e não é autocomiseração, é escrever para mandar cá pra fora o q precisa de sair. E eu sei que passa, leva é muito tempo, mas passa sempre. Só q na ajuda para passar há muitos métodos... e este é o meu.
Pode parecer triste, mas quer acredites ou não, alivia muito e tem sido o meu.
E tu sabes q eu te oiço sempre e te considero!
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