Tuesday, February 07, 2006

Hoje

Hoje acordei vazia, fria, descrente.
Sem motivos, nem razões aparentes.
Dói-me tudo e não me dói nada.
Há quantos anos? Por quantas razões?
Depois de tantos sonhos e o triplo das ilusões.
Sem ti, sem este, nem o outro.
Sem mim.
Estive vazia, fria, descontente.
Com que é que me encho?
Nem areia, nem água, nem poente.
Há dias assim, dias em que me sinto vazia.
Dias em que não se ouvem sons, nem se falam palavras.
Dias em que espero que alguém me acorde, que me tire destes labirintos
ou que me dê mapas.
Hoje não vieste tu, nem ninguém.
Ficou tudo adormecido.
E hoje não acordei.

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