Tuesday, October 25, 2011

Chasing Pavements

Hoje sinto vontade de atirar tudo ao ar e ir na direcção oposta.
Jogar ao 40 apanha e virar as costas.
Destino e motivação indefinidas mas ia, para onde quer que fosse.

Estou tão cansada de estar aqui, assim.
Já nem sei o que é pior, nem melhor.

Friday, September 30, 2011

Everything will rain


Devo admitir que tu não fazias parte do meu livro, 
mas agora, se o abrires e deres uma olhadela, 
és o começo e o fim de cada capítulo.



"If you ever leave me baby, leave some morphine at my door,
Cuz it would take a whole lot of medication.To realise what we used to have, we don't have it anymore. 
Just like the clouds pass, I would do the same,If you walk away, everything will rain." 

Thursday, September 29, 2011

nowhere, baby

Saturday, September 17, 2011

Time

Friday, September 16, 2011

Maybe I should just sit here, a little while more...

Should I?
Just sit...

here?

"To look life in the face. always. to look life in the face and to know it for what it is"

depois de uma curta passagem por entre céu, limbo e purgatório,
18 dias para ser exacta,
apeteceu-me pôr os pés na terra.
enterrá-los bem na areia e dar um mergulho no mar,
daqueles em que se nada para longe
e se vai muitas vezes ao fundo até faltar a respiração.
apetece-me beber caipirinhas e vinho tinto.
apetece-me dançar salsa e dançar kizomba.
comer bifes que se deixam a desintegrar no estômago, pão e comida chinesa. e beber café.
apetece-me escrever.
apetece-me beijar a boca de quem mais amo. e muito.

para isso ainda faltam 15 dias.
vou começando aos poucos, um apetite a cada um.
a cada dia que passa.
e para já o que me apetece mesmo é fumar um cigarro
e continuar a fazer esta coisa
que um dia chamaram escrever.

Wednesday, September 14, 2011

Diário de uma amigdalectomia

Diz que foi pior a emenda que o soneto, do diário da dor, ou ao encontro dela.
Pergunto-me ainda se terá sido, ontem, hoje e todos estes dias.
Os dias, as horas, os minutos e os segundos foram andando de mão dada dia e noite, do primeiro ao terceiro, ao sexto onde se tem as maiores dores, ao oitavo onde a dor supostamente termina ao 17º onde estou hoje.
O primeiro sem dor, sem analgésicos. O primeiro, de 17.
Falta ainda engolir normalmente qualquer líquido e empurrar como deve ser o sólido.
Falta falar como eu falava antes. Sem bolsas de saliva, nem a língua a prender-me os movimentos naturais do som a passar pela boca.
É estranho, mas ao mesmo tempo simples. A força ainda não existe para fazer as coisas passarem para baixo e simplesmente decide subir e sai pelo nariz.
Simples mais ainda. Há som na garganta mas não sai como antigamente.
Não é bonito. Não é natural. Mas dizem que volta tudo ao normal, até mesmo quando tudo muda.
E tudo muda.

Pergunto-me o que se faz, quando o corpo se vê a braços com a impossibilidade de realizar as coisas mais básicas como descansar, comer, falar, engolir e respirar.
Pergunto-me todos os dias, já que pareço ter voltado a uma espécie de infância onde tive que re-aprender todas estas coisas básicas outra vez.
E esta infância não me faz apetecer falar com ninguém, ver ninguém nem fazer nada.
Os dias e noites de dores intermináveis, agonia e fome já passaram mas deram lugar agora a dias ainda mais vazios e distantes, desprovidos de sentido e povoados de silêncio.
Ultrapassei o medo da hemorragia e o desconhecido das complicações, a cabeça a rebentar de dores reflexas nos ouvidos, as noites de olhos arregalados de dor pelo choro abafado que viram os minutos de 8 horas passar sem dormir e a compulsão de tomar comprimidos que não fazem efeito mais do que uma ou duas horas.

Sinto-me sozinha agora perante um derrame cerebral de tanta agonia, silêncio e dilemas.
Sinto-me tão sozinha.
Tanto como nunca me senti antes, faz agora tanto tempo e mais ainda.
Sozinha a curar, a persistir, a delinear e pensar decidir num silêncio vazio que não me deixa sequer vontade de falar.
Podia escrever muito mais e deveria. Ter escrito mais cedo.
Antes tinha muito mais para dizer.
Agora não lhe vejo benefício à excepção do benefício que veio para ficar.
Será melhor do que a agonia que passou e do vazio que lhe deixou.
Tudo é.
Esperemos os alegres dias 20 que se lhe seguem e esqueçamos os quase tristes 20 que passaram.
Foi um pobre diário. mas foi o que foi.
E as coisas mais importantes parecem nunca sequer chegar a um diário.
Não a um tão público pelo menos.
A minha mão e o meu cérebro já não acompanham o meu coração.
Que isso também mude, como muda tudo nesta vida.

Friday, August 19, 2011

Se não Te atrasares demais, posso esperar por Ti toda a minha vida

"Nunca sabemos para onde vamos. Nunca sabemos até onde podemos chegar, nunca conhecemos os nossos passos, mesmo quando pensamos que escolhemos os melhores caminhos.


Tu vens e vais como um pássaro, voas como quem anda, ficas como quem mora e, quando partes, nunca dizes adeus. Penso sempre que é a última vez, mas depois há uma força que te faz voltar, e a cada regresso trazes-me mais conforto, mais paz, mais sabedoria.

O que te faz voar até mim é um mistério que o mundo não consegue resolver."

Wednesday, July 27, 2011

O poder da Ideia

Por te falar eu te assustarei e te perderei?
Mas se eu não falar eu me perderei, e por me perder eu te perderia.

Sunday, July 24, 2011

Can I cry now?


Heaven is hell on earth. 
When you do not know, but deep inside you know that you know.
Truth is that you know nothing because it makes it so further to imagine,
that the hurting is so bad and what you really need
is to just burst out in tears
and switch off the button.

Friday, July 22, 2011

Doce, Forte, Humana e Feliz

Há Momentos

Há momentos na vida em que sentimos tanto
a falta de alguém que o que mais queremos
é tirar esta pessoa de nossos sonhos
e abraçá-la.

Sonhe com aquilo que você quiser.
Seja o que você quer ser,
porque você possui apenas uma vida
e nela só se tem uma chance
de fazer aquilo que se quer.

Tenha felicidade bastante para fazê-la doce.
Dificuldades para fazê-la forte.
Tristeza para fazê-la humana.
E esperança suficiente para fazê-la feliz.

As pessoas mais felizes
não têm as melhores coisas.
Elas sabem fazer o melhor
das oportunidades que aparecem
em seus caminhos.

A felicidade aparece para aqueles que choram.
Para aqueles que se machucam.
Para aqueles que buscam e tentam sempre.
E para aqueles que reconhecem
a importância das pessoas que passam por suas vidas.

O futuro mais brilhante
é baseado num passado intensamente vivido.
Você só terá sucesso na vida
quando perdoar os erros
e as decepções do passado.

A vida é curta, mas as emoções que podemos deixar
duram uma eternidade.
A vida não é de se brincar
porque um belo dia se morre."

Clarice Lispector

Thursday, May 26, 2011

Braços de Prata

Tenho os braços dormentes.

Tenho os braços tão dormentes que nem os sinto.
Parece que estão estranhamente pendurados do lado de fora meu corpo
e doem.
Doem-me tanto que me apetece chorar. Mas chorar de alegria.

E doi tanto chorar de alegria, doi tanto que quase te sufoca.

Mas antes sufocar a chorar de alegria do que sentir toda uma vida os braços,
sem saber nunca que se os sente,
quando se sente que o amor voltou de novo à nossa vida.

Graças a Deus que não os sinto.
Por mim não precisava sequer de saber como me chamo
nos momentos em que choro, ou que sinto vontade de sufocar
a chorar de alegria.

São de prata porque a paixão os corrói,
porque só a sinto quando não se sentem.
São de prata porque são paixão
e podiam continuar assim para todo o sempre.

Monday, May 16, 2011

A invenção do amor

Em todas as esquinas da cidade
nas paredes dos bares à porta dos edifícios públicos nas janelas dos autocarros
mesmo naquele muro arruinado por entre anúncios de aparelhos de rádio e detergentes
na vitrine da pequena loja onde não entra ninguém
no átrio da estação de caminhos de ferro que foi o lar da nossa esperança de fuga
um cartaz denuncia o nosso amor

Em letras enormes do tamanho
do medo da solidão da angústia
um cartaz denuncia que um homem e uma mulher
se encontraram num bar de hotel
numa tarde de chuva
entre zunidos de conversa
e inventaram o amor com carácter de urgência
deixando cair dos ombros o fardo incómodo da monotonia quotidiana

Um homem e uma mulher que tinham olhos e coração e fome de ternura
e souberam entender-se sem palavras inúteis
Apenas o silêncio A descoberta A estranheza
de um sorriso natural e inesperado

Não saíram de mãos dadas para a humidade diurna
Despediram-se e cada um tomou um rumo diferente
embora subterraneamente unidos pela invenção conjunta
de um amor subitamente imperativo

Um homem e uma mulher
um cartaz de denúncia
colado em todas as esquinas da cidade
A rádio já falou A TV anuncia
iminente a captura A policia de costumes avisada
procura os dois amantes nos becos e nas avenidas

Onde houver uma flor rubra e essencial
é possível que se escondam tremendo a cada batida na porta fechada para o mundo.
É preciso encontrá-los antes que seja tarde


Daniel Filipe

Tuesday, March 29, 2011

Instantes

"Não ouse roubar a minha solidão se não for capaz de me fazer real companhia"  F.N.

Monday, March 28, 2011

Arte de Amar

Arte de Amar - Manuel Bandeira

Se queres sentir a felicidade de amar, esquece a tua alma.
A alma é que estraga o amor.

Só em Deus ela pode encontrar satisfação.
Não noutra alma.

Só em Deus — ou fora do mundo.

As almas são incomunicáveis.
Deixa o teu corpo entender-se com outro corpo.

Porque os corpos se entendem, mas as almas não.

Sunday, March 27, 2011

Dificuldades caem no caminho de todos, a maneira de usa-las é que faz a diferença

Obrigada meu Deus ou sejas lá tu quem fores por haver dias em que sinto o teu amor, o meu amor, e o amor daquele, do outro e de toda a gente.
Obrigada por me teres dado um "pai" melhor ainda que o meu próprio pai.
Um pai que não é pai mas que faz o papel na perfeição e me tem dado os melhores momentos de confidência, preocupação e dedicação que nunca conheci.
Obrigada por me dotares desta sensibilidade que apesar de extrema, me permite andar sempre com o coração nas mãos e amor da ponta dos dedos, até raiz dos cabelos.

Obrigada.
Sejas tu quem fores.

Friday, March 18, 2011

Pesquisas e Salvamentos...

Pesquisa de Imagens de hoje:

Pedido: - Preciso de imagens de: avião da força aérea, corveta, mar nos açores, salvamentos e Leonor Cipriano do caso Joana...

Resposta: - Ah é?? Então mas encontraram a Joana perdida no mar do Açores??


LOOOOOOOOOOL
Hugo Capela, se não gostasse tanto de trabalhar para ti, diria que tinhas pirado de vez...

Sunday, February 13, 2011

Because none of it was ever worth the risk

I've always lived like this

Keeping a comfortable distance
And up until now I swored to myself
That I'm content with loneliness,
Because none of it was ever worth the risk...

...tu também (não) foste.

E tendo alguma importância sem o ter... amanhã gostava tanto de dizer isso mesmo.
Mas acho que não vou conseguir, há qualquer coisa chata e dolorosa na maneira como partiste.


Tuesday, February 08, 2011

Do outro lado

Tenho-me vindo a perguntar ultimamente quem ou o que estará do outro lado.
Disto daquilo e de tudo... porque sabes... há dias em que o telefone toca aqui no trabalho e quando atendo, oiço-te a ti.
Quem liga é um técnico da Lusa para informar do envio de uma peça, mas eu não o oiço a ele, oiço-te a ti.
Na primeira vez que ligou quase tive um ataque cardíaco. Acho que nem fui capaz de dizer nada até perceber completamente que quem ligava era efectivamente a agência Lusa e não tu.
Acho que balbucei um sim, obrigada... no meio da minha mudez e desliguei. Durante mais de meia-hora fiquei naquele estado semi letárgico, a pensar porque é que seria que até no universo profissional teria de haver alguém ou alguma coisa que me trouxesse uma lembrança tua.
Pensei que não era justo que até um técnico da Lusa tivesse uma voz igual à tua, porque na verdade eu não me quero lembrar que nos conhecemos, nem quero ser obrigada a falar profissionalmente com uma pessoa que tem uma voz igual à tua.

Agora é mais fácil.
Ligas de vez em quando. Quer dizer, não és tu, é ele, mas às vezes ainda me parece que és tu.
Como disse, agora já é mais fácil, já consigo falar quando ele liga, e apesar de não saber como se chama, tem uma voz doce como a tua, mas não és tu.
E é bom que não sejas, ou é mau... já nem sei.
Sei que uma das coisas que mais gostava em ti era a tua voz, à parte de todas as outras coisas, ou não me tivesse eu apaixonado perdidamente por ti.
Mas agora não há voz, não há toque nem há cheiro.
Há um semi-frio a ferver de uma outra voz do outro lado da linha, um cheiro agridoce do perfume que outro homem emana e momentos ensudecedores que me moem durante os sonhos e me fazem acordar de manhã a pensar em ti.

Cruel demais, não achas?
Injusto demais.
Estou cansada de ti, de tudo e de me lembrar de ti. De ouvir a tua voz noutras vozes, de cheirar o teu perfume noutros homens e especialmente de te sentir presente nos meus sonhos e nas horas do meu dia.
Queria dizer-te que estou farta de ti mas não consigo porque tudo em mim às vezes parece seres tu.
E cansa. Cansa lutar contra ti, porque lutar contra ti é lutar contra mim.

Gostava de te dizer que parasses de me ligar mas efectivamente sei que já deixaste de o fazer há muito tempo.
Agora quem me liga não és tu, nem é a ti que eu cheiro, nem que vejo ou quem acorda ao meu lado.
Acho que tenho que me habituar a isso, só não sei como se faz, especialmente quando parece que quando estou quase a esquecer-te, acabo por acordar de um sonho a meio da noite a pensar em ti e no dia seguinte o telefone toca, e oiço a tua voz do outro lado da linha.

11 EXPRESSÕES USADAS PELAS MULHERES

(e os seus verdadeiros significados)

"Chega": Esta é a palavra que as mulheres usam para encerrar uma discussão quando elas estão certas e tu tens que te calar.


"5 minutos": Se ela está a arranjar-se significa meia-hora. "5 minutos" só são cinco minutos se esse for o prazo que ela te deu para veres futebol antes de ajudares nas tarefas domésticas.

"Nada": Esta é a calmaria antes da tempestade. Significa que ALGO está a acontecer e que deves ficar atento. Discussões que começam em "Nada" normalmente terminam em "Chega".


"Tu é que sabes": É um desafio, não uma permissão. Ela está a desafiar-te, e nesta altura tens que saber o que ela quer... e não digas que não sabes!


Suspiro (ALTO): Não é realmente uma palavra, é uma declaração não-verbal que frequentemente confunde os homens. Um suspiro alto significa que ela pensa que és um idiota e que só está a perder tempo a discutir contigo sobre "Nada".


"Tudo bem... !!!": Uma das mais perigosas expressões ditas por uma mulher. "Tudo bem... !!!" significa que ela quer pensar muito bem antes de decidir como e quando vais pagar na mesma moeda pelo que fizeste.



"Obrigada": Uma mulher está a agradecer, não questiones, nem desmaies. Apenas diz "de nada". A menos que ela diga "MUITO obrigada" - isso é PURO SARCASMO e ela não está a agradecer por coisa nenhuma. Nesse caso, NÃO digas "de nada". Isso apenas provocará o "Esquece".



"Esquece": É uma mulher a dizer "Vai-te F*DER !!!"



"Deixa estar, EU resolvo": Outra expressão perigosa, significando que uma mulher disse várias vezes a um homem para fazer algo, mas agora está ela a fazer. Isto normalmente resulta no homem a perguntar "mas afinal o que é que queres?". Para a resposta da mulher, consultar o ponto 3.

"Sabes, estive a pensar...": Esta expressão até parece inofensiva, mas usualmente precede os Quatro Cavaleiros do Apocalipse.


"Precisamos ter uma conversa!": F***-se...! estás a 30 segundos de levar com um belo par de patins.


ahahahahahahaha.
LINDO! Beware.
Deviam fazer um de homens!

Tuesday, February 01, 2011

ainda, e sempre.

"A maior cobardia de um homem é despertar o amor de uma mulher sem ter intenção de amá-la."

Friday, January 21, 2011

Outside versus Inside...

It always comes back to you.

Not to me.
You.
Because wherever I go, I aways bump into you, no matter where I am.
Like today. Like the first day and all other days since I met you.
And honest to god, I can't handle it anymore.

Because it always comes back to you.
And it's not ok. I am not ok.
I am dead tired of looking ok, not being ok, when I know that I only try to convince everyone that I am.

Monday, January 10, 2011

No, don't wake me up...

Todas as vezes que a vejo sinto um aperto no coração.
Um daqueles apertos como se quisesse parar de bater, por ter que sorrir, servir, ser prestável e simpática para esta mulher que é... Que é... É.
Acho que ás vezes ainda sonho contigo, ainda sonho com uma pessoa como tu, por isso ela me aperta tanto o coração, simbolizando o que é e o que sonho ser materializado numa pessoa que admiro tanto e a quem sinto que tirei um bocado que ainda caminha comigo.
Mas neste tipo de sonhos é preciso acordar, porque não posso continuar a sonhar contigo.
Um destes dias hei de sonhar com alguém como tu mas um alguém que seja efectivamente para mim.
Desse sonho não vou querer acordar e não vou querer mais andar com este meu coração tão apertado, porque mereço deixar o que não era meu, e ter um alguém que ame como te amei a ti, só para mim.
Infelizmente sinto que ainda estou a acordar aos poucos, depois de tudo...
já era altura de parar de andar a sonhar acordada.


Sunday, January 02, 2011

Just say yes

Começou, (estranhamente) bem o ano.
Amigos, boas companhias, festa, danças, cumplicidades.
São estranhas as pessoas que aparecem e as conversas que se têm.
Ainda mais estranhos os favores que se fazem e estranhas as mentiras que dizemos a nós próprios.
Estranho o que se sente quando não se devia sentir.
Estranho como se consegue evitar.
Feliz 2011!


Sunday, December 19, 2010

Hoje posso tudo

Diz que...

"A coragem é a escada por onde sobem as outras virtudes."

Hoje subi, corri, voei tantos degraus dessa escada que podia neste mesmo momento rebentar de tanta felicidade.
Porque é mesmo a coragem, a entranha, os tomates... o que quiserem.
É o ser ou não ser só com a certeza de que se é, só para não ser morno ou apático ou indiferente.
É a dificuldade do que não é difícil porque se salta e se supera e se vai atrás do que se quer e do que se acredita que pode ser.
É o ter a certeza que se tem uma identidade e não se é cínico para com as vicissitudes que a vida nos traz.
É ter-se ojectivos e lutar por eles.
É cair e levantar-se quando a olhar pra cima todos parecem negar-nos a mão que ajuda a levantar.

Hoje posso tudo, quando cheguei a pensar que não podia nada.
Coragem, tomatinho... a que lhe seguem muitas e boas virtudes.
Posso... quero... só não mando porque não sou de mandar.
Mas quem sabe um dia também seja dia de ser a minha hora de mandar.
É só arriscar. Alguém acredita? Todos os dias!

O-B-R-I-G-A-D-A, sempre. 
Bem-haja... no coração.

Sunday, December 12, 2010

Beauty Fades...

Hoje parei 5minutos do meu zapping no Câmara Clara da RTP2.
Fala-se de fotografia. Ouve-se a Paula Moura Pinheiro, e um convidado, António Barreto segundo parece.
O zapping segue... porque mais que 5minutos seria milagre, pensei, enquanto me pergunto a mim própria, porque é que deixei de ver programas destes. Porque é que deixei de ler livros desde que saí da faculdade e de fazer tantas outras coisas que agora nem me passam pela cabeça.
Volto à RTP2 para tentar contrariar este bloqueio, mas hoje o tema não me é especialmente interessante porque me parece não conhecer o convidado, apesar de este me ser vagamente familiar, mas apesar de tudo porque sei que tenho muitas outras coisas na cabeça, aliás como sempre nestes últimos tempos.
Mas é daí que a minha atenção se prende na Paula Moura Pinheiro. Na sua voz, na sua postura, na sua cultura e dicção irrepreensível... E agora, tantos anos depois, das suas covas no rosto, as suas rugas e a sua expressão vagamente cansada. Não querendo debruçar-me mais sobre o óbvio exterior relativamente a esta mulher furacão que admirei uma infância e adolescência inteira, entristeceu-me.
Não querendo incorrer na vaidade porque não é disso que se trata... efectivamente entristeceu-me.
Lembro-me de ficar acordada e de me levantar às escondidas e ir espreitar os seus programas quando ainda estava na SIC, a altas horas da noite. E de ouvir, na altura sem realmente ouvir o que ela dizia, ficando pura e simplesmente hipnotizada com a distinção com que aquela mulher primava a tantos níveis.
Os sinais do tempo mostram-me que hoje está muito diferente, mas um diferente em que a voz cativante não muda, e a sapiência se mantém, bem como o profissionalismo com um misto de doçura e idealismo na sua presença quente e confiante que sempre emanou da televisão.
Continua a cativar-me mas, ao olhar, custa-me tristemente porém um pouco a reconhecer.
As it fades. É esse desvanecimento que dói.
Mas a Paula está lá e mesmo quando não estiver continuará a ser a mulher que sempre admirei todos estes anos.
No entretanto, continuarei a recordá-la como uma das mais belas.
Mais completas.
Mais tudo. Pelo marco que nunca deixará de ser.
E continuarei a recodá-la assim...
As what fades is not what is shown on the inside, as only what is on the outside.


Wednesday, December 01, 2010

The Sound and the Fury

"Caddy got the box and set it on the floor and opened it. It was full of stars.
When I was still, they were still. When I moved, they glinted and sparkled. I hushed." 

*William Faulkner

And then, there were no stars... just sound. And fury.
And Caddy laid down on the floor and finally let the sound and the fury take its place.
Whichever place it was, or whichever place it was supposed to be.
Just sound and fury... while Caddy kept laying on the floor.



Monday, November 15, 2010

Welcome to the diamond life

"She...
Sits alone in a smoke filled cafe, watching the world go by.
She's all of 18, but she's got looks that tell the truth when she lies.
She says she's all your dreams are made of, and everything you'll never understand.
And since you're lost you can step inside and stay a while.

She...
Sits alone in a smoke filled cafe, watching her past lovers cry.
She's all as make believe, and as real as the September sky.
She says I come in the name of love! And everyhitng you'll never understand.

And as she walks alone in the cold *NewYork* morning she thinks out loud and says:
- Welcome to the diamond life."

Wednesday, October 27, 2010

Ilhas desertas

Deitei hoje o que restava de ti no caixote do lixo juntamente com restos de pedaços de peixe podre, papéis, e cascas velhas de melancia.
No que fomos sempre como ilhas desertas de onde passava um barco para as ligar de tempos a tempos.
Agora já não passam barcos, nem boia lixo.
Escoou tudo para onde vão efectivamente os detritos.
E tu foste com eles, hoje finalmente, para onde vai o lixo e os esgotos quem sabe...
De onde nunca deverias ter saído.

Sunday, October 24, 2010

Mais que óbvio, obviamente.

"Um dia, vais perceber que eu não sou aquilo que tu mereces.
Pois tu não mereces assim tanto."