Saturday, March 31, 2012

Ó Mulher! Como é fraca e como és forte!
Como sabes ser doce e desgraçada!
Como sabes fingir quando em teu peito
A tua alma se estorce amargurada!

Quantas morrem saudosas duma image
Adorada que amaram doidamente!
Quantas e quantas almas endoidecem
Enquanto a boca ri alegremente!

Quanta paixão e amor às vezes têm
Sem nunca o confessarem a ninguém
Doces almas de dor e sofrimento!

Paixão que faria a felicidade
Dum rei; amor de sonho e de saudade,
Que se esvai e que foge num lamento!


Florbela Espanca

Friday, March 30, 2012

"You can break anything, but so what - I can take anything."

Sunday, March 25, 2012


'You don't write because you want to say something, you write because you've got something to say.'

F Scott Fitzgerald

Tuesday, March 20, 2012

“If you want your children to be intelligent, read them fairy tales. If you want them to be more intelligent, read them more fairy tales.”
- Albert Einstein



Monday, March 19, 2012

O mar é um animal que se refaz
em cada momento.
O amor também. Um mar
de poucas palavras.

- Casimiro de Brito
Love has nothing to do with what you are expecting to get — only what you are expecting to give — which is everything. What you will receive in return varies. But it really has no connection with what you give. You give because you love and cannot help giving.

- Katharine Hepburn

Saturday, March 10, 2012


Não são os opostos que se atraem, são as diferenças que se completam.

Sunday, March 04, 2012

Vou-me cansar, de dizer isto um dia.

A cegueira é uma doença, porque quem não vê, é como quem não sente.

Porque é por cada estúpido minuto que passamos zangados, 
que perdemos 60 segundos de felicidade.

Saturday, March 03, 2012

Um dos sentimentos mais urgentes que tenho: Intensidade. Sou intensa em tudo o que faço. Intensidade no amor, intensidade na vida. Tudo e tão maravilhosamente intenso, que nada pode ficar para depois... Os intensos vivem o hoje, tem necessidade do agora, e mergulham fundo seja no mar dos seus sonhos, dos seus desejos, mergulham e se doam intensamente para tudo aquilo que cativa... Mergulham com tamanha intensidade, que nadam mais forte do que pensam ser capaz.

É importante para mim estabelecer laços fortes... Sentir a intenside de cada coisa, de cada momento, o passional me desagrada... Jamais me contentei em molhar apenas a ponta do pé, não.. Eu gosto de ir fundo nos meus sentimentos, eu gosto de mergulhar de corpo, alma e coração... Eu gosto de mergulhar fundo... E não me importa se doer não, importa que eu sinta, que eu saiba que tamanha intensidade tem um significado. Que é real... Doer só me motiva a ir mais além ainda.. A ir mais fundo, a ir além... E quem sabe descobrir a superficie.

Não sei entregar pedacinho por pedacinho, não. Eu sou toda, eu sou inteira, eu sou intensa... E é isso que faz de mim o que sou.Me apavora a idéia de ser menos intensa. Creio que passaria a vida me contentando com o pouco.Viveria com medo de arriscar e viveria a vida sem tanta liberdade, liberdade de escolher o que eu quero viver, liberdade de buscar os meus sonhos, de me flexibilar frente a eles. Amo viver a vida intensamente, de dar espaço para as emoções, desejos, e sonhos. Amo essa intensidade que faz de mim o melhor, que faz de mim uma grande metamorfose.

Corro riscos, o tempo todo. Correr riscos me faz ter a certeza que estou fazendo tudo o que posso para ter o que eu quero, correr riscos torna a vida mais prazerosa... Corro risco de me magoar muito ou ser muito mais feliz....Deixo o sentimento me tomar por completo. Quando vivemos um sentimento bom com intensidade, vivemos um êxtase. Essa intensidade toda é que colore a vida.... Sinto tudo intensamente... Ser assim jamais me deixa correr o risco de ser uma pessoa normal, acomodada ou uma pessoa pela metade. Não. Eu sou inteira, eu sou de corpo e alma, eu sou intensa.

Beta Lotti

Tuesday, February 28, 2012

The 18 rules for living - Dalai Lama


1. Take into account that great love and great achievements involve great risk.
2. When you lose, don't lose the lesson.
3. Follow the three Rs: 1. Respect for self 2. Respect for others 3. Responsibility for all your actions.
4. Remember that not getting what you want is sometimes a wonderful stroke of luck.
5. Learn the rules so you know how to break them properly.
6. Don't let a little dispute injure a great friendship.
7. When you realize you've made a mistake, take immediate steps to correct it.
8. Spend some time alone every day.
9. Open your arms to change, but don't let go of your values.
10. Remember that silence is sometimes the best answer.
11. Live a good, honourable life. Then when you get older and think back, you'll be able to enjoy it a second time.
12. A loving atmosphere in your home is the foundation for your life.
13. In disagreements with loved ones, deal only with the current situation. Don't bring up the past.
14. Share your knowledge. It's a way to achieve immortality.
15. Be gentle with the earth.
16. Once a year, go someplace you've never been before.
17. Remember that the best relationship is one in which your love for each other exceeds your need for each other.
18. Judge your success by what you had to give up in order to get it.

Friday, February 17, 2012

Porque ficas até mais tarde no trabalho a descrever brutos de cultura e ficas a saber mais, muito mais sobre o maravilhoso mundo dos trâmites das cerimónias protocolares, das pessoas, das instituições, da economia, do turismo, da essência e das sensibilidades de um povo de todo um país, e de vários povos de vários países.
porque sais mais tarde do trabalho e encontras o colega responsável por toda a produção temática de cinema de uma estação e porque ao levantares a chave do carro do guiché dos seguranças, passa por ti um outro carro onde está um outro colega teu, director criativo de todas as promoções, que te lembra da festa que está a organizar naquele dia e que uma vez mais te convida, ao que tu dizes que não vais poder ir.
não vais porque não estás muito para isso, mas ele é o Miguel Somsen e tens confiança e amizade suficiente com ele para lhe dizeres isso. ele acena-te como se assentisse perfeitamente que sim porque no fundo é ele também teu amigo e dá-te um beijo de bom fim-de-semana antes de seguir o seu caminho.
no vidro de trás do jipe está um velho autocolante indicativo de bebé a bordo, comprovado pela cadeirinha de bebé abraçada ao banco traseiro, morada da pequena Amália, sim Amália, tal como a fadista, nos dias que se senta naquele carro.
e porque aquele dia é uma sexta-feira, dia de descanso, dia de festa. mas porque é dia de subir e ver o parque de estacionamento da empresa ainda meio cheio, dia de perceber que ainda há muita gente a trabalhar.

porque ficas até mais tarde no trabalho percebes que o parque de estacionamento afinal até é pequeno e detém nele soberba vista pelos arraiais de Queluz de baixo e Tercena.
porque ficas até mais tarde no trabalho e trabalhas ali há quase quatro anos, percebes que no fundo conheces quase todos aqueles carros de cor, a quem pertencem e a que horas entraram, até a que horas acabarão por sair.

porque ficas até mais tarde no trabalho e já sabes que destino te espera, sais calmamente entre um suspiro abafado, assim como se nada fosse, e esperas pelo dia em que um minuto não será mais do que um minuto e que 24 horas serão apenas 24 horas, ao contrário do que te diz um slogan maluco das industrias de televisão.

Monday, January 09, 2012

A atenção é o bem mais precioso dos sistemas humanos

"Tem uma cara perfeita, uma boca desenhada para sorrir devagarinho, com atenção, olhos profundos, perturbadores e misteriosos, um ar vagamente triste e a distância de quem, de tanto se concentrar no essencial, parece um pouco distraída. 
O silêncio que se desprende da sua imagem frágil e doce acentua o mistério e a cerimónia com que olhamos para ela. É ainda mais bonita do que na fotografia da capa do seu livro de bolso, onde parece uma musa, um ser divino e inspirador. [...] 
O ar naturalmente sedutor de quem se perdeu e se encontrou, de quem riu e chorou, de quem sabe, porque sente, que nada na vida acontece por acaso. [...] 
Hipnotizada pelos gestos mas, também pela tranquilidade da sua figura, sento-me de frente para ela. Para aqueles olhos que nos olham de uma maneira diferente e perscrutante. Intrigante também, pois sentimo-nos ao mesmo tempo confortáveis e expostos. Como se pelo olhar nos medisse a alma. 
Na realidade é isso que [...] faz, trespassa-nos com aqueles seus olhos que ouvem, e no fim, deixa-nos com a certeza (e o estranho alivio) de que ficou a conhecer-nos melhor por dentro do que por fora. A sua primeira presença é forte mas não intimidante, [...].
A sua capacidade de acreditar na vida, de sonhar e cumprir todos e cada um dos seus sonhos é notável e deixa-nos com uma profunda sensação de desperdício por todas as horas e minutos que vivemos distraídos."

Saturday, December 31, 2011

Por favor meu Deus ajuda-me que estou completamente perdida e não sei o que fazer.

Saturday, December 10, 2011

E agora o que é que faço??

Ela diz que tenho quilos... carradas de carências emocionais. Vulgas inseguranças.
Até aí tudo bem.
Entretanto diz que eu passo todas elas para o colo das outras pessoas. Para as costas. até.
Ou literalmente que as passo para o colo porque o colo é o que sustém, é o colo que abarca.
É verdade. Eu admito, e até (quase) toda a gente sabe bem porquê.
Só me pergunto porque é que há dias que me sinto assim tão triste e onde não sei o que fazer para melhorar isso.

Em parte, parece-me que perdeste parte do interesse/paciência/abertura para te poder dizer o que sinto e agora tenho medo de quanto possa (ou não dizer).
Tenho medo de pisar em terreno escorregadio e ir simplesmente por ali abaixo sem me conseguir agarrar a nada.

É que estás tão longe e da última vez as coisas correram tão mal nas nossas veias de comunicação que agora tenho simplesmente que continuar a fingir que está tudo bem antes que estrague alguma coisa.

Irreversíveis?

É engraçado como os papéis se revertem.
Antes era um que respondia ao tudo ou nada de sentimentos tidos e correspondidos de dia a dia ou de 5 em 5, minutos ou mensagens.

Agora é o outro. No reverso da medalha
Sente-se esquisito a ser o outro.

Será que também te sentias assim antes?

Thursday, December 08, 2011

Você nunca deve fazer isso:

Ainda estou a pensar no impressionante que é ter conseguido fazer e dizer todas as coisas que nunca deveria ter feito e dito entre nós os dois.
É tristemente impressionante.

E agora, tristemente não consigo chegar à resposta de como se resolve.
De como é que se volta atrás em toda a borrada que se fez, e ainda mais, em toda a borrada que se disse.

Thursday, November 10, 2011

Sim é verdade...

Vou mesmo deixar a caixinha mágica que mudou o mundo.
E umas quantas coisas mais pelo caminho, essas mesmas bem mais importantes por sinal.

Por agora só tenho uma caixinha ainda mais mágica cheia de sonhos e perguntas e dúvidas e alguns receios, mas é uma caixinha tão mágica que transborda uma felicidade crente e inexplicável lá de dentro.

E é mesmo verdade. Eu confesso que por vezes fui descrente.
Mas agora sou crente.
Tudo nesta vida muda.

Saturday, October 29, 2011

A caixinha mágica que mudou o mundo

Gostava de fazer um diário de todas as aventuras e desventuras que se vivem diariamente nesta estação de televisão, mas sinceramente não consigo.
São muitas as histórias para contar, as alegrias e os choros de raiva, o stress e a adrenalina de pôr conteúdos no ar a tempo e horas.
São mesmo muitas, mas são estórias essas que eu penso
e peço não estar cá para o ano para querer contar.

Tuesday, October 25, 2011

Chasing Pavements

Hoje sinto vontade de atirar tudo ao ar e ir na direcção oposta.
Jogar ao 40 apanha e virar as costas.
Destino e motivação indefinidas mas ia, para onde quer que fosse.

Estou tão cansada de estar aqui, assim.
Já nem sei o que é pior, nem melhor.

Friday, September 30, 2011

Everything will rain


Devo admitir que tu não fazias parte do meu livro, 
mas agora, se o abrires e deres uma olhadela, 
és o começo e o fim de cada capítulo.



"If you ever leave me baby, leave some morphine at my door,
Cuz it would take a whole lot of medication.To realise what we used to have, we don't have it anymore. 
Just like the clouds pass, I would do the same,If you walk away, everything will rain." 

Thursday, September 29, 2011

nowhere, baby

Saturday, September 17, 2011

Time

Friday, September 16, 2011

Maybe I should just sit here, a little while more...

Should I?
Just sit...

here?

"To look life in the face. always. to look life in the face and to know it for what it is"

depois de uma curta passagem por entre céu, limbo e purgatório,
18 dias para ser exacta,
apeteceu-me pôr os pés na terra.
enterrá-los bem na areia e dar um mergulho no mar,
daqueles em que se nada para longe
e se vai muitas vezes ao fundo até faltar a respiração.
apetece-me beber caipirinhas e vinho tinto.
apetece-me dançar salsa e dançar kizomba.
comer bifes que se deixam a desintegrar no estômago, pão e comida chinesa. e beber café.
apetece-me escrever.
apetece-me beijar a boca de quem mais amo. e muito.

para isso ainda faltam 15 dias.
vou começando aos poucos, um apetite a cada um.
a cada dia que passa.
e para já o que me apetece mesmo é fumar um cigarro
e continuar a fazer esta coisa
que um dia chamaram escrever.

Wednesday, September 14, 2011

Diário de uma amigdalectomia

Diz que foi pior a emenda que o soneto, do diário da dor, ou ao encontro dela.
Pergunto-me ainda se terá sido, ontem, hoje e todos estes dias.
Os dias, as horas, os minutos e os segundos foram andando de mão dada dia e noite, do primeiro ao terceiro, ao sexto onde se tem as maiores dores, ao oitavo onde a dor supostamente termina ao 17º onde estou hoje.
O primeiro sem dor, sem analgésicos. O primeiro, de 17.
Falta ainda engolir normalmente qualquer líquido e empurrar como deve ser o sólido.
Falta falar como eu falava antes. Sem bolsas de saliva, nem a língua a prender-me os movimentos naturais do som a passar pela boca.
É estranho, mas ao mesmo tempo simples. A força ainda não existe para fazer as coisas passarem para baixo e simplesmente decide subir e sai pelo nariz.
Simples mais ainda. Há som na garganta mas não sai como antigamente.
Não é bonito. Não é natural. Mas dizem que volta tudo ao normal, até mesmo quando tudo muda.
E tudo muda.

Pergunto-me o que se faz, quando o corpo se vê a braços com a impossibilidade de realizar as coisas mais básicas como descansar, comer, falar, engolir e respirar.
Pergunto-me todos os dias, já que pareço ter voltado a uma espécie de infância onde tive que re-aprender todas estas coisas básicas outra vez.
E esta infância não me faz apetecer falar com ninguém, ver ninguém nem fazer nada.
Os dias e noites de dores intermináveis, agonia e fome já passaram mas deram lugar agora a dias ainda mais vazios e distantes, desprovidos de sentido e povoados de silêncio.
Ultrapassei o medo da hemorragia e o desconhecido das complicações, a cabeça a rebentar de dores reflexas nos ouvidos, as noites de olhos arregalados de dor pelo choro abafado que viram os minutos de 8 horas passar sem dormir e a compulsão de tomar comprimidos que não fazem efeito mais do que uma ou duas horas.

Sinto-me sozinha agora perante um derrame cerebral de tanta agonia, silêncio e dilemas.
Sinto-me tão sozinha.
Tanto como nunca me senti antes, faz agora tanto tempo e mais ainda.
Sozinha a curar, a persistir, a delinear e pensar decidir num silêncio vazio que não me deixa sequer vontade de falar.
Podia escrever muito mais e deveria. Ter escrito mais cedo.
Antes tinha muito mais para dizer.
Agora não lhe vejo benefício à excepção do benefício que veio para ficar.
Será melhor do que a agonia que passou e do vazio que lhe deixou.
Tudo é.
Esperemos os alegres dias 20 que se lhe seguem e esqueçamos os quase tristes 20 que passaram.
Foi um pobre diário. mas foi o que foi.
E as coisas mais importantes parecem nunca sequer chegar a um diário.
Não a um tão público pelo menos.
A minha mão e o meu cérebro já não acompanham o meu coração.
Que isso também mude, como muda tudo nesta vida.

Friday, August 19, 2011

Se não Te atrasares demais, posso esperar por Ti toda a minha vida

"Nunca sabemos para onde vamos. Nunca sabemos até onde podemos chegar, nunca conhecemos os nossos passos, mesmo quando pensamos que escolhemos os melhores caminhos.


Tu vens e vais como um pássaro, voas como quem anda, ficas como quem mora e, quando partes, nunca dizes adeus. Penso sempre que é a última vez, mas depois há uma força que te faz voltar, e a cada regresso trazes-me mais conforto, mais paz, mais sabedoria.

O que te faz voar até mim é um mistério que o mundo não consegue resolver."

Wednesday, July 27, 2011

O poder da Ideia

Por te falar eu te assustarei e te perderei?
Mas se eu não falar eu me perderei, e por me perder eu te perderia.

Sunday, July 24, 2011

Can I cry now?


Heaven is hell on earth. 
When you do not know, but deep inside you know that you know.
Truth is that you know nothing because it makes it so further to imagine,
that the hurting is so bad and what you really need
is to just burst out in tears
and switch off the button.

Friday, July 22, 2011

Doce, Forte, Humana e Feliz

Há Momentos

Há momentos na vida em que sentimos tanto
a falta de alguém que o que mais queremos
é tirar esta pessoa de nossos sonhos
e abraçá-la.

Sonhe com aquilo que você quiser.
Seja o que você quer ser,
porque você possui apenas uma vida
e nela só se tem uma chance
de fazer aquilo que se quer.

Tenha felicidade bastante para fazê-la doce.
Dificuldades para fazê-la forte.
Tristeza para fazê-la humana.
E esperança suficiente para fazê-la feliz.

As pessoas mais felizes
não têm as melhores coisas.
Elas sabem fazer o melhor
das oportunidades que aparecem
em seus caminhos.

A felicidade aparece para aqueles que choram.
Para aqueles que se machucam.
Para aqueles que buscam e tentam sempre.
E para aqueles que reconhecem
a importância das pessoas que passam por suas vidas.

O futuro mais brilhante
é baseado num passado intensamente vivido.
Você só terá sucesso na vida
quando perdoar os erros
e as decepções do passado.

A vida é curta, mas as emoções que podemos deixar
duram uma eternidade.
A vida não é de se brincar
porque um belo dia se morre."

Clarice Lispector

Thursday, May 26, 2011

Braços de Prata

Tenho os braços dormentes.

Tenho os braços tão dormentes que nem os sinto.
Parece que estão estranhamente pendurados do lado de fora meu corpo
e doem.
Doem-me tanto que me apetece chorar. Mas chorar de alegria.

E doi tanto chorar de alegria, doi tanto que quase te sufoca.

Mas antes sufocar a chorar de alegria do que sentir toda uma vida os braços,
sem saber nunca que se os sente,
quando se sente que o amor voltou de novo à nossa vida.

Graças a Deus que não os sinto.
Por mim não precisava sequer de saber como me chamo
nos momentos em que choro, ou que sinto vontade de sufocar
a chorar de alegria.

São de prata porque a paixão os corrói,
porque só a sinto quando não se sentem.
São de prata porque são paixão
e podiam continuar assim para todo o sempre.