Thursday, April 30, 2009

Zen

E será que não era mesmo disto que eu precisava?





Pouco foi dito ou pensado. Nada meu.
Ocorreu-me, perguntei, li, confirmei e pensei... Porque não?
Uns dias para acertar pontos, sem second thoughts, nem bem nem mal ou será ques.
Quando entrei disse pouco, o essencial talvez, diriam eles no seu sentido prático.
Pouco perguntei, também não sei se queria ou sequer precisava de saber muito.
Já passando ao outro lado pelos corredores ao ar livre, a sala que encontrei parecia ser feita de luz, mas não daquela que cega a vista, daquela que preenche e acalma a beleza dos olhos.
Cheirava a incenso e em surdina ouviam-se acordes de instrumentos orientais a circular pela sala, mas sem ocupar espaço, nem incomodar como se nem estivessem ali, apenas a preencher a envolvência da luz e do ar.

Suspensos do tecto estavam longos panos brancos que esvoaçavam ao fresco a dividir o que não se via nem ouvia porque ali tudo estava na mais perfeita calma e no mais perfeito silêncio.
Parei quase ao fundo e entrei.


Mandaram-me despir, deitar e relaxar. Mas relaxada já eu estava, desde que ali tinha entrado até que saí.

Ainda me pergunto como foi possível passar mais de três horas sem pensar em absolutamente nada. Nem é que não tivesse pensado porque pensei, mas não houve nenhum pensamento que viesse e me incomodasse ou me perturbasse.
Todos vieram e voltaram como se fizessem parte da luz, do som e dos cheiros que envolviam aquela sala.
Mas foi depois da massagem que começou tudo.









Nas costas... Sim nas costas.

E quando sairam das costas............







"...tu tens é essa tua cabeça muito cheia de coisas...
vamos já tratar de a esvaziar."


E esvaziou.

Nas costas, nas mãos, nos pés, no peito, nas pernas, na cabeça, em todo o lado, por todo o lado e para todo o lado... sem eu conseguir ter qualquer tipo de controlo, ainda que tivesse desesperadamente tentado, veio tudo sem eu saber de onde.

Depois, passado um tempo e algumas agulhas mais ficou uma sensação de calma.

Nunca, mas nunca senti nada assim.

Fechei e abri os olhos tantas vezes, mas apesar de os ter abertos sentia como se os tivesse fechados, de tal que era a plenitude e a calma que rondava por ali.

Nem sei bem porquê. É daquelas coisas... Mas fez-me qualquer coisa de bem que não sentia há mesmo muito tempo aqui dentro.

Quando saí, saí mais leve e senti-me assim, tal como mo haviam descrito.

A questão é... Como raio é que não pensei nisto há mais tempo?
Também não interessa. Para a semana há mais.


Disto :)




2 comments:

Anonymous said...

As agulhas...
Já te tinham dito...
;)

PS: Espero que estejas bem. Parece que estás. Fico feliz. Tu sabes.

Anonymous said...

Descobri um blog...
www.aesquinadosfaladores.blogspot.com

:)