Ás vezes quando me perguntam se é verdade que danço e porquê, sinto quase como se me perguntassem porque respiro.
Podia dizer que é para me sentir viva, mas prefiro dizer que é porque me sinto viva.
Compreendo que para muitas pessoas seja difícil entender porque têm uma imagem que nem sabem qual é, sempre estiveram do lado de fora e nunca viram, nunca conviveram nesse meio e sobretudo nunca experimentaram o sorriso que provoca o toque de uma dança na pele, nos olhos, no corpo... na alma.
É inexplicável porque simplesmente me transcendo a mim própria.
Porque me sinto ainda mais viva e porque me exprimo sem precisar de falar, de olhar, de pedir, sem complexos, sem preocupações.
E porque vôo com os pés bem assentes no chão. Para todas as partes, para onde, com quem e como quiser.
É de facto inexplicável, só sentindo.
Simplesmente porque sou cada vez mais eu, dentro e fora, tal como sou, cada vez mais...
A cada dia que passa.
1 comment:
lol... Nem sou de comentar bloggs mas li o teu texto e keria so dizer-te k te entendo! Por isso passei aki um texto k tb eu escrevi sobre um tema parecido, senão igual! =) Enjoy it!
"Às vezes, quando falo com pessoas k não me conhecem bem, costumam perguntar-me o k ker dizer "karkaçada", visto ser uma palavra k uso frequentemente, e sp associada a um grande sorriso. =D
Para kem não sabe, eu passo a explicar...
Karkaçada é paixão em estado musical!
Nem mais!
É vício, é calor, é suor, é vibração. É sensualismo, é liberdade, é malicia, é agressivo, é tentação.
A início estranha-se, depois entranha-se!
Quando está a começar, invade-nos primeiro os pés, k se começam a mexer devagarinho, timidamente, de um lado para o outro. Mas, quando damos por nós, já se embrenhou por todo o corpo.
Akele calor grave, aconchegante, provocador, pesadamente perfeito, começa a trepar os nossos músculos e torna-se impossível não ceder à tentação de ser-se livre.
Fecha-se finalmente os olhos e lá vamos nós, como se caíssemos propositadamente dum precipício. Atiramo-nos numa queda livre onde, e porque na noite tudo se permite, podemos ser quem quisermos.
Quando dou por mim... eu sou mesmo EU! Sem preocupações, sem preconceitos, sem amarras, sem limites, sem dúvidas. Não sou a amiga, a filha, a prima, a namorada, a irmã, a conhecida... sou só eu.
E quando isso acontece, não importa mais nada. Não existe nada. Só eu, a batida e aquela viagem que a minha alma segue por si.
E, enquanto a karkaçada me seduz assim, eu sou livre! Livre de tudo e todos! Nesses momentos, digam o k disserem, eu sou confiante, eu sou mulher, eu sou tanto!
Tudo flui intensamente. Tudo puxa, cativa, exalta, excita. Dou por mim de mãos na cabeça pk a batida fica bruta demais e o corpo parece pouco para o tanto k se ker exprimir e deitar cá para fora. Ui... mas sabe tão bem! E mordo o lábio... e bato palmas... e rio-me... e abro os braços... Não há passes de dança... o corpo ganha vida através duma força externa k te invade e tu deixas, absorves, abusas, desafias, provocas.
Cola-se na pele um calor mórbido, mas gostoso. O fumo adoça-te a boca. O suor desce-te pelas costas e tu ris-te, não faz mal! Tocas na tua pele e arde, num fogo k não se vê. A malicia do teu corpo ganha forma e tu nem resistes.
E mesmo que abras os olhos, os teus amigos, ou mm kem não conheces, estão a sentir o mm k tu e a puxarem por ti... e tu dás sempre mais, não páras, não desistes, entregas-te ainda com mais paixão!
Karkaçada é isso... é descontrolo... é extravagância... é alucinação... é uma droga... são as luzes a girar à tua volta... é o sorriso maroto... é harmonia... é desejo... é fogo... é sempre mais... é extase...
Karkaçada é quando tu e a música se apaixonam e fazem amor! LOL... Tal e qual! "
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